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terça-feira, 28 de maio de 2013

País com a melhor educação do mundo aposta no professor

Os docentes da Finlândia ganham, em média, 3 mil euros por mês, em torno de R$ 8 mil reais, considerado um salário "médio" para o país.
28.05.13
O país com a melhor educação do mundo é a Finlândia. Por quatro anos consecutivos, o país do norte da Europa ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a qualidade de ensino. O segredo deste sucesso, segundo Jaana Palojärvi, diretora do Ministério da Educação e Cultura da Finlândia, não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da tecnologia em sala de aula ou exames gigantescos como Enem ou Enade. Pelo contrário: a Finlândia dispensa as provas nacionais e aposta na valorização do professor e na liberdade para ele poder trabalhar.

Jaana Palojärvi esteve em São Paulo nesta quinta-feira (23) para participar de um seminário sobre o sistema de educação da Finlândia, no Colégio Rio Branco. A diretora do ministério orgulha-se da imagem de seu país "tetracampeão" do Pisa. O ranking é elaborado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e aplicado a cada três anos com ênfase em uma área do conhecimento. No último, em 2010, o Brasil ficou na 53ª colocação entre 65 países. Uma nova edição do Pisa será lançada em dezembro.

Na Finlândia a educação é gratuita, inclusive no ensino superior. Só 2% das escolas são particulares, mas são subsidiadas por fundos públicos e os estudantes não pagam mensalidade. As crianças só entram na escola a partir dos 7 anos. Não há escolas em tempo integral, pelo contrário, a jornada é curta, de 4 a 7 horas, e os alunos não têm muita lição de casa. "Também temos menos dias letivos que os demais países, acreditamos que quantidade não é qualidade", diz Jaana.

A diretora considera que o sistema finlandês de educação passou por duas grandes mudanças, uma na década de 70 e outra em 90. A partir do início da década de 90, a educação foi descentralizada, e os municípios, escolas e, principalmente, os professores passaram a ter mais autonomia.

Fé e confiança têm papel fundamental no sistema finlandês. Descentralizamos, confiamos e damos apoio, assim que o sistema funciona. O controle não motiva o professor a dar o melhor de si. É simples, somos pragmáticos, gostamos de coisas simples."

O governo também não costuma inspecionar o ensino das 3.000 escolas que atendem 55.000 estudantes na educação básica. O material usado e o currículo são livres, por isso podem variar muito de uma unidade para outra.

"Os professores planejam as aulas, escolhem os métodos. Não há prova nacional, não acreditamos em testes, estamos mais interessados na aprendizagem. Os professores têm muita autonomia, mas precisam ser bem qualificados. Esta é uma profissão desejada na Finlândia."

Os docentes da Finlândia ganham, em média, 3 mil euros por mês, em torno de R$ 8 mil reais, considerado um salário "médio" para o país. Para conquistar a vaga é preciso ter mestrado e passar por treinamento. O salário aumenta de acordo com o tempo de casa do professor, mas não há bônus concedidos por mérito. A remuneração não é considerada alta. "Em compensação, oferecemos ao professor um ambiente de trabalho interessante."

Jaana diz que a educação na Finlândia faz parte de uma cultura, resultado de um trabalho longo, porém, simples, mas evita dar lições ou conselhos a outras nações. "Temos muitas diferenças em relação ao Brasil, que é enorme, somos um país pequeno de 5,5 milhões de habitantes. Na Finlândia não temos a figura do Estado, a relação fica entre governo, município e escola. O sistema é muito diferente. A Finlândia não quer dar conselhos, nós relutamos muito em relação a isso", afirma.

Mais do que o bom resultado do país no Pisa, Jaana comemora a equidade entre as escolas – também apontada pelo exame. "Para nós, é o mais importante. Queremos que as escolas rurais localizadas nas florestas, ou do Norte que ficam sob a neve em uma temperatura negativa de 25 graus, tenham o mesmo desempenho das da capital, das áreas de elite. E (este desempenho) é bem semelhante."

Entre todos os países testados pelo Pisa, a Finlândia tem a menor disparidade entre as escolas. O resultado tem explicação. Lá, os alunos mais fracos estão sob a mira dos docentes. "Os professores não dedicam muita atenção aos bons alunos, e sim aos fracos, não podemos perdê-los, temos de mantê-los no sistema."

Tecnologia é ferramenta, não conteúdo

Tecnologia também não é o forte das escolas finlandesas, que preferem investir em gente. "Não gostamos muito de tecnologia, ela é só uma ferramenta, não é o conteúdo em si. Tecnologia pode ser usada ou não, não é um fator chave para a aprendizagem."

A educação básica dura nove anos. Só 2% dos estudantes repetem o ano, o índice de conclusão é de 99,7%. O segredo do sucesso não está ligado ao investimento, segundo Jaana, que reforça que o país investe apenas 6% de seu PIB no segmento. "O sistema de educação gratuito não sai tão caro assim, é uma questão de organização", afirma.

A diretora do ministério da Finlândia esteve na terça-feira, 21, em uma audiência pública na Comissão de Educação e Cultura do Senado, em Brasília, para apresentar o modelo de educação do seus país aos parlamentares brasileiros.
G1/Foto: Reprodução/AFP
Fonte: Trespassos News
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.




Aos trabalhadores em educação, alunos e a comunidade escolar da Região
do 20º Núcleo:
 Aos trabalhadores em educação, alunos e a comunidade escolar...

Prezados!

 A direção do 20º Núcleo do CPERS/SINDICATO convoca os Trabalhadores em Educação, alunos e a comunidade escolar para participarem do ATO PÚBLICO, a realizar-se em frente à 27º Coordenadoria Regional de Educação (CRE), sito à Av. Inconfidência, nº 420, dia 29 de maio (quinta-feira), às 14hs.

Ob. As escolas que necessitarem de ônibus para o transporte dos alunos e da comunidade escolar, deverão solicitá-lo para a secretária do Núcleo pelo telefone (3476 2656), até as 16h do dia 27 de maio
 
           Somente através da luta e a participação de todos, atingiremos os nossos objetivos e as nossas conquistas; a melhoria das nossas escolas!
 
                                                                     Canoas, 23 de maio de 2013.
 
                                                                   Atenciosamente, 

 
                                                    Professora Cleusa Werner
                                           Diretora Regional do 20º Núcleo/CPERS.
  Prezados!

A direção do 20º Núcleo do CPERS/SINDICATO convoca os Trabalhadores em Educação, alunos e a comunidade escolar para participarem do
ATO PÚBLICO, a realizar-se:
Em frente à 27º Coordenadoria Regional de Educação (CRE), sito à Av. Inconfidência, nº 420.
Dia 29 de maio (quarta-feira), às 14hs.
 
Obs.: As escolas que necessitarem de ônibus para o transporte dos alunos e da comunidade escolar, deverão solicitá-lo para a secretária do Núcleo pelo telefone (3476 2656), até as 16h do dia 27 de maio

Somente através da luta e a participação de todos, atingiremos os nossos objetivos e as nossas conquistas; a melhoria das nossas escolas!
Canoas, 23 de maio de 2013.
Atenciosamente,
Professora Cleusa Werner
Diretora Regional do 20º Núcleo/CPERS.
 
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Servidores da PGE entram em greve a partir de 3 de junho

Paralisação pelo reajuste de 26% foi aprovada por maioria em assembleia
Nildo Júnior / Correio do Povo - 27/05/2013 15:31
Os servidores da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) percorreram ruas no Centro de Porto Alegre nesta segunda-feira e decidiram por ampla maioria, nesta tarde, em assembleia realizada na Igreja Pompeia, entrar em greve a partir da próxima segunda, dia 3 de junho. Esta é a primeira vez que os servidores do PGE vão paralisar as atividades na história. A reivindicação da categoria, conforme o Sindicato da Procuradoria-Geral do RS (SindisPGE),  é de 26% de aumento, enquanto o governo oferece 10% em duas parcelas.

De acordo com o diretor do SindisPGE Cícero Correa Filho, os mais de 700 funcionários da PGE estão inconformados com o atual governo. “O governo Tarso só atende as reivindicações dos procuradores, que já conseguiram dois aumentos da atual gestão. Para os servidores, o Estado só ofereceu a reposição salarial abaixo da inflação”, informou.

O SindisPGE pediu 26% de aumento e a contraproposta foi de 10% em duas parcelas – a primeira em 1º de junho deste ano (6%) e a outra em 1º de junho de 2014 (3,8%). “Nós geramos R$ 2,6 milhões de economia para o Estado por dia. São R$ 60 milhões por mês neste ano”, garantiu a diretora financeira do sindicato, Valquíria da Silva Maciel. Os servidores da PGE recalculam os pedidos de indenização contra o governo do RS, o que gera essa economia.

A outra proposta que foi feita aos servidores é, segundo eles, ainda mais absurda. “O governo propôs a redução do nosso plano de carreira em 5% para nos oferecerem 15% de aumento em três vezes (5%+5%+4,8%). Isso é inconstitucional. Desde 2010 temos um plano de carreira que prevê aumentos de 10% em mudança de nível”, comentou Valquíria. A diferença salarial entre os servidores de nível superior e os procuradores tem aumentado ano a ano. Em 2005, um assessor de nível superior ganhava o equivalente a 50% do salário de um procurador. Hoje, ganha aproximadamente 30%.

O objetivo dos servidores com a paralisação, segundo Correa Filho, é reabrir a negociação com o governo. "Se o Estado tiver uma nova proposta, próxima do que queremos podemos reavaliar a paralisação." A comunicação de greve será entregue ainda hoje no Palácio Piratini. O SindisPGE garantiu a permanência de 30% do efetivo para garantir a continuidade do serviço público prestado.
http://portallw.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=499518
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domingo, 26 de maio de 2013

Piso salarial para os médicos volta a ser debatido na Câmara

Iolando Loureço e Ivan Richard, Agência Brasil - 26/05/2013 - 16h00
Brasília - Em discussão há quase 20 anos no Congresso, a criação de um piso nacional para os médicos voltou ao debate na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público com a análise do Projeto de Lei 2.750 de 2011, do deputado André Moura (PSC-SE). Pelo texto original, o valor mensal a ser pago aos médicos para uma jornada de 20 horas será R$ 9.000.

Segundo o texto, o valor deverá ser reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - (INPC) e cabeá à União ajudar os estados e municípios. Para o autor da proposta, o piso ajudaria, principalmente, as pequenas cidades a ter mais médicos. “Entendemos que o piso salarial para os médicos é mais do que justo por ser uma carreira tão importante porque, principalmente, salva vidas. Já fui prefeito duas vezes e sei o quanto é difícil manter um médico no município pequeno”, disse Moura durante audiência pública na Comissão de Trabalho.

De acordo com André Moura, a União tem a responsabilidade de amparar os entes federados. “Sabemos que atualmente 80% dos municípios brasileiros vivem dos recursos do FPM [Fundo de Participação dos Municípios] e de ICMS.[Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. São poucos os que têm outras fontes de arrecadação. Nosso projeto prevê que compete à União prestar essa assistência financeira aos estados e aos municípios”, disse.

A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça.

Edição: Aécio Amado
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-26/comissao-da-camara-volta-debater-criacao-de-piso-salarial-para-os-medicos


 

Leia no Blog Opinião Dorotéia:
Gastos com estádio pagariam anos de educação
http://opiniaodoroteia.blogspot.com.br/ 
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Bom Domingo, Mestres, apesar de tudo!

26.05.13
Dia 13 de junho, às 14 horas, Assembleia da Região do 14º Núcleo, na Câmara de Vereadores de São Leopoldo. Preparação e eleição de Delegados para o Congresso do CPERS em Bento Gonçalves (28 à 30 de Junho). 
Quem não participa se trumbica!

 Município é condenado a pagar o piso nacional do magistério, no RS

Fonte: Blog Opinião Dorotéia

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sexta-feira, 24 de maio de 2013

A falta de professores

24.05.13
O calendário aponta para os dias derradeiros do mês de maio.

Pois, um levantamento feito por  jornal local  aponta que 217 turmas de 16 escolas estaduais do município de Novo Hamburgo ainda estão sem aula atualmente.

Assim, das 29 escolas estaduais da cidade apenas 13 estão com quadro completo.

Exemplificando, no  Colégio “25 de Julho”  52 turmas estão sendo prejudicadas com a falta de professores.

Faltam professores de diversas disciplinas: Português, Matemática, Filosofia, Biologia, Sociologia, História, Geografia, Química, Educação Física...

Alunos sentem o prejuízo
Numa Escola, das três turmas de 3º ano do Ensino Médio, do turno da manhã, apenas uma teve aula até o final ontem.

“Já estamos há mais de um mês sem sequer uma lição de português e matemática e estamos atrasados em relação a outras turmas”, afirmou um aluno.

Em Estância Velha, na Escola Estadual de Ensino Médio Princesa Isabel, 15 turmas estão sendo prejudicadas com a falta de professores.
 

Material de Apoio: Jornal NH – 23.5.2013
Diretoria do 14º Núcleo CPERS/Sindicato.


 

Estado deve fechar o mês com pagamento recorde de precatórios 
Previsão de juiz do TJ-RS é que cifra feche em R$ 100 milhões
Camila Kila / Rádio Guaíba - 24/05/2013 19:05
A Central de Precatórios do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS) espera um empenho de R$ 60 milhões para a próxima semana, com a previsão de fechar o mês com pagamento recorde de R$ 100 milhões em precatórios. Desde o começo do ano, já foram pagos R$ 187 milhões aos credores, segundo o coordenador do setor, juiz Luis Antônio Capra.

A falta de servidores e de um sistema eficiente fazem com que haja acúmulo de cerca de R$ 400 milhões no TJ-RS. O Executivo soma um passivo de R$ 6,3 bilhões em precatórios, o equivalente a cerca de 38 mil ações a serem pagas.

As novas liberações estão sendo possíveis após o reforço de oito funcionários, de forma provisória, até setembro. Até lá, o coordenador espera que possam ser nomeados cinco servidores efetivos aprovados no último concurso realizado.

Os pagamentos se referem tanto aos precatórios de ordem cronológica, onde estão incluídos idosos e doentes, quanto à ordem crescente de valor. Esse tipo de precatório havia sido suspenso no começo de abril, em razão de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter concluído ser inconstitucional a emenda à Constituição pela qual os pagamentos vinham sendo regrados – o que permitia o parcelamento da dívida.

No final do mês, o ministro Luiz Fux orientou que os repasses tenham continuidade enquanto não houver a definição sobre desde quando vale a decisão do Supremo, se para os acordos já feitos ou se apenas para os que virão. A Procuradoria Geral do Estado (PGE) já encaminhou pedido ao STF, em conjunto com outras Procuradorias-Gerais, na tentativa de convencer os ministros a tomarem uma decisão que não prejudique acordos já realizados.

Assim, seguem ocorrendo os pagamentos dos menores aos maiores valores, até o limite de R$ 56 mil cada. Capra fala que está sendo estudada a ampliação deste valor até R$ 60 mil. A Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul garante que deposita, por mês, 1,5% da receita líquida para o pagamento de precatórios. São cerca de R$ 30 milhões encaminhados ao Judiciário, responsável pela liberação dos recursos aos credores do Estado.

Os pagamentos dependem da análise e atualização dos valores pelo TJ-RS e PGE. Depois desse processo, o precatório volta para a Fazenda, que, em conjunto com o Instituto de Previdência (IPE) calcula as retenções do Imposto de Renda.
http://portallw.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=499353

 

Leia no Blog Opinião Dorotéia:
Gaúcho ganha em média 3,1 salários mínimos, revela IBGE
Porém, Professores estão abaixo da faixa salarial do nível superior que é de R$ 4.135,00 ...



Estudantes de Estância Velha fazem protesto
Os alunos reclamam da falta de professores
Da Redação - 23/05/2013 10h07
Estância Velha  - Com o lema “Se liga, sociedade! Educação é prioridade”, alunos do ensino médio da Escola Estadual Princesa Isabel, de Estância Velha, realizaram hoje um manifesto pacífico em frente à instituição. Os estudantes reclamam da falta de professores. “Estamos sem aula de Matemática, Educação Física e Literatura. A questão nem é ter que recuperar nas férias, mas sim o atraso que isso causa”, diz Suélen Pimentel, de 15 anos. Os cartazes continham frases como, “menos quadradinho de 8. Mais educação”. A diretora da escola, Janice Brandt, lamenta a falta de profissionais e pede explicação da 2ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE). “Não consigo entender essa demora para mandar professores”, diz.
http://www.jornalvs.com.br/educacao/454982/estudantes-de-estancia-velha-fazem-protesto.html


 
Mais de 60% dos alunos de escola pública têm computador em casa, indica pesquisa
Camila Maciel, Agência Brasil - 23/05/2013 - 11h10
São Paulo - A maioria dos alunos de escolas públicas do país (62%) tem computador em casa, aponta a pesquisa Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) Educação 2012, divulgada hoje (23) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O número é crescente desde 2010, primeiro ano do levantamento, quando o percentual era 54%. No ano passado, essa proporção entre estudantes da rede pública já tinha avançado para 56%.

A abordagem reuniu informações de 856 escolas públicas e privadas, selecionadas a partir do Censo Escolar de 2011. Foram entrevistados professores de português e matemática, alunos dos ensinos fundamental e médio, além de coordenadores pedagógicos e diretores.

Também houve avanço do acesso à internet pelo celular entre os alunos de escolas municipais e estaduais: crescimento de 14 pontos percentuais na comparação com 2011, alcançando 44% dos entrevistados. No ensino privado, a proporção de estudantes que acessam internet pelo celular é maior, atingindo 54% dos entrevistados.

Em relação aos professores, a pesquisa mostra que a presença do computador e da internet em casa está próxima da universalização. No último levantamento, o percentual já chegava a 96%. A maioria deles tem o computador como suporte para desenvolver habilidades e usa a internet para manter contatos informais com outros educadores.

O estudo chama a atenção ainda para a necessidade de ampliar políticas públicas de incorporação das tecnologias digitais no ambiente escolar. A sala de aula, por exemplo, ainda não incorporou plenamente o uso dessas ferramentas, apesar de ter aumentado o uso de computadores entre os professores durante as atividades. A prática de ensinar os alunos a usar o computador e a internet – que é feita de forma esporádica – ainda é a atividade escolar em que mais se aplica essas tecnologias.

Do ponto de vista da infraestrutura, as escolas analisadas apresentaram maior presença de computadores portáteis, o que revela uma possibilidade de uso dessas tecnologias para além das tarefas de gestão escolar ou das atividades nos laboratórios de informática. Entre os fatores limitantes para esse uso, no entanto, está a quantidade de equipamentos disponíveis e a velocidade de conexão à rede.

Edição: Talita Cavalcante
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-23/mais-de-60-dos-alunos-de-escola-publica-tem-computador-em-casa-indica-pesquisa

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Gabarito do concurso do magistério é divulgado dois dias antes do previsto

Mais de 60 mil candidatos realizaram as provas no último domingo
Mateus Ferraz - 22/05/2013 10h05
O gabarito com as respostas das questões do concurso que preencherá 10 mil vagas de professores no estado já está disponível para consulta.

A divulgação ocorreu dois dias antes do previsto, já que a data inicial para a ação era sexta-feira. O concurso teve 69,5 mil inscritos. Do total, 59,1 mil são mulheres. A ausência às provas realizadas no último domingo foi de 8,4%.

Diferentemente da última seleção pública, em 2012, quando apenas metade das vagas foi ocupada, o exame desse ano deve trazer um número maior de classificados. Isso por que a fórmula adotada é diferente.

A prova é eliminatória e corresponde a 80% da nota final do candidato. O processo ainda contempla prova de títulos. A lista dos aprovados será divulgada em 30 de agosto. A previsão é que os candidatos aprovados sejam chamados a partir do mês de setembro. Os dados foram publicados no Diário Oficial do Estado e podem ser conferidos aqui.

Fonte: Rádio Gaúcha
Por Joana Flávia Scherer, Assistente Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.

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terça-feira, 21 de maio de 2013

ESTRUTURA DA ESCOLA PROVOCA ADOECIMENTO DOS PROFESSORES

21.05.13 - 11:30
As escolas públicas sempre enfrentaram muitos problemas para garantir sua existência e construir uma estrutura para que os educadores pudessem desenvolver um bom trabalho. Esses problemas permanecem e se agravaram, agora, e se juntam a eles mais alguns, como o crescimento do adoecimento dos professores e a sua deserção da escola pública.

A constatação de não serem escutados quando falam sobre a insuportável rotina escolar, sobre os salários e carreira indigna, sobre não terem acesso a um bom atendimento quanto à saúde, produz em muitos educadores um sentimento de solidão e impotência.

Solidão por sentirem-se incapazes de comunicarem-se, de serem escutados, e, impotência pela falta de solidariedade, pois, ano após ano, não veem suas necessidades serem atendidas.




Essa situação afeta todo o processo educativo.

O papel do educador na escola é fundamental e o seu bem estar, sua saúde física, emocional, psíquica são as bases sobre as quais se assentam a sua força para construir e reconstruir o seu projeto educacional.


Portanto, não é possível separar a saúde do professor do seu trabalho e dos resultados dele esperado. Assim como é impossível construir uma escola pública que forme CIDADÃOS, se o governo e toda a sociedade não se dispuserem a escutar os educadores e priorizar intervenções determinadas pelos seus problemas e pela sua experiência profissional.


Opinião assinada por Eduardo Viana Junqueira.
Psicólogo (CRP 06/71379)


Fonte: Portal do CPP
http://opiniaodoroteia.blogspot.com.br/
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3503


 

Escolas receberão R$ 100 milhões para investir em cultura 
Mariana Tokarnia, Agência Brasil - 21/05/2013 - 17h58
Brasília - A partir do segundo semestre deste ano, escolas públicas de ensino integral terão dinheiro para promover atividades culturais pelo Programa Mais Cultura nas Escolas, lançado hoje (21) pelos ministérios da Educação e da Cultura. "Estaremos potencializando a difusão cultural. Muitos professores querem, mas não sabem como fazer", diz a ministra da Cultura, Marta Suplicy.

Serão selecionados cinco mil projetos. Cada escola contemplada receberá entre R$ 20 mil e R$ 22 mil, que serão usados em apresentações de teatro, música, dança, circo, artes visuais, cultura indígena, cultura afrobrasileira, além de atividades externas, como visitas a museus.

Estão aptas a se inscrever 34 mil escolas de educação básica, que participam dos programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. "A jornada maior é o que permite desenvolver as atividades com mais qualidade", explica o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

De acordo com a ministra, o projeto é uma demanda tanto dos professores quanto dos artistas e agentes culturais. Eles poderão criar um plano de atividade cultural, envolvendo linguagens artísticas e manifestações da cultura. Como a inscrição será feita apenas pelos diretores das escolas, os grupos de cultura que quiserem participar devem procurar as secretarias de Educação municipais e estaduais.

As escolas serão escolhidas por um grupo de professores de universidades federais. Os projetos serão selecionados de acordo com o histórico de atuação dos grupos culturais e de acordo com a qualidade do projeto apresentado. Será levado em consideração o equilíbrio regional e o equilíbrio temático.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante, todos os estados e o Distrito Federal serão contemplados. Os projetos desenvolvidos pelas escolas e será exigida prestação de contas da utilização dos recursos. As escolas deverão enviar também fotografias e vídeos que provem a execução das atividades. "A escola que não enviar o registro pode não participar do próximo edital", explica Mercadante.

As inscrições começam amanhã e vão até o dia 30 de junho. O resultado será divulgado no começo de agosto. Os recursos serão encaminhados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) pelo Programa Dinheiro Direto da Escola (PDDE).
 

Leia também:
Inscrições no Enem podem ultrapassar os 6 milhões estimados pelo MEC
Edição Beto Coura
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir as matérias é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-21/escolas-receberao-r-100-milhoes-para-investir-em-cultura

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domingo, 19 de maio de 2013

O que é pior: o IPE ou a BR116? Estresse, vômitos e viroses! Argh… ninguém merece…

Angela Maieski* - 19.05.13
Situação um tanto inusitada pela qual a passou uma colega. Moradora de um bairro de São Leopoldo, depois de ser vítima de roubo, furto e arrombamento, sentiu toda a impotência quando um elemento pulou o portão e rendeu sua mãe idosa, em mais um capítulo da novela da insegurança. O fato não acabou em tragédia, mas as marcas do estresse permanecem.

Optou por abandonar a casa da família e alugar outro imóvel na cidade de Estância Velha. Dia desses sofreu com uma indisposição e os problemas de saúde agravados pelo estresse exigiam atendimento médico. Passando muito mal, dirigiu-se para o Hospital da cidade e lá ouviu que não poderiam atendê-la, pois o mesmo não é conveniado ao IPE. Também não podia ser atendida pelo SUS já que seu cartão era de São Leopoldo, como se o atendimento médico não fosse um direito de todo e qualquer cidadão, uma vez que todos são iguais perante a lei.

Hospitais de Novo Hamburgo também não atendem emergências pelo IPE e nesse caso teria a opção do Prontomed, mas cujos médicos não são conveniados e qualquer exame solicitado exige uma nova consulta, com médico credenciado. No caso de uma emergência fica bem complicado, pois é quase impossível agendar uma consulta para o mesmo dia ou para o seguinte. Realizar um exame solicitado por médico não credenciado significa arcar com a despesa proveniente do mesmo, mas como salário de professor não é lá nenhum piso, o melhor é usar o serviço público ou o plano, quando possível.

Assim, correndo o risco de vir a causar um acidente, foi dirigindo pela BR 116, entre uma dor e outra, contendo o vômito para não piorar a situação e conseguiu se atendida na Uban da Scharlau. Nenhum exame foi solicitado já que o diagnóstico médico indicou que era uma virose. Ela saiu de lá sob o efeito do Buscopan.

O melhor é esperar que o episódio não se repita, seja motivado por estresse ou virose. Afinal, não se sabe o que é pior, passar mal, correr em busca de atendimento ou enfrentar a BR 116.

*Angela Maieski é Professora Estadual em Novo Hamburgo.
Por Siden

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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Conselho Geral aprova propostas de mobilização

17/05/2013 16:34
O Conselho Geral do CPERS/Sindicato, em reunião realizada na manhã desta sexta-feira 17, em Porto Alegre, aprovou uma série de propostas de mobilização.

A categoria aproveitará os debates preparatórios e o próprio Congresso Estadual, marcado para os dias 28, 29 e 30 de junho, em Bento Gonçalves/RS, para dar continuidade ao processo de organização.

Entre os pontos aprovados está a abertura do debate com a categoria sobre a necessidade de realizar uma greve no início do próximo ano letivo.

O sindicato continuará o processo de negociação com o governo referente ao abono dos dias da greve e da marcha em Brasília, realizadas em abril, discutindo formas de mobilização e ações de pressão caso as negociações não avancem.

A situação dos funcionários de escola não incluídos no plano de carreira é outro ponto a ser discutido nos núcleos da entidade, que, ainda, dará continuidade aos encaminhamentos administrativos que tratam das promoções atrasadas de professores e de funcionários de escola.

O encontro também aprovou pontos referentes às resoluções, à eleição de delegados e à programação do VIII Congresso Estadual do CPERS.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3501
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.


 

Professores municipais de São Paulo decidem continuar greve
Flávia Albuquerque, Agência Brasil - 17/05/2013 - 18h14
São Paulo – Os profissionais da educação da rede municipal de ensino de São Paulo (professores, gestores e quadro de apoio) decidiram na tarde de hoje (17) continuar a greve iniciada há duas semanas. Eles fizeram uma assembleia em frente à prefeitura.

Reivindicam 6,55% de reajuste retroativo a 2011, mais 4,61% de reajuste retroativo a 2012 e 5,6% de reajuste para este ano. Pedem melhores condições de trabalho, redução do número de alunos por sala de aula, organização do ensino e políticas públicas de combate à violência nas escolas.

Na última terça-feira (14) ficou decidida a continuidade da greve devido à proposta da prefeitura de conceder aumento de 0,82%, retroativo a novembro de 2011. Segundo os sindicatos, até então a prefeitura não havia oferecido nada além da fixação de novos valores padrões de vencimentos e de pisos aos integrantes do Quadro do Nível Básico e do Quadro do Nível Médio da Prefeitura.
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Edição: Beto Coura
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http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-17/professores-municipais-de-sao-paulo-decidem-continuar-greve


 
Ministério Público do RS denuncia mais 12 pessoas por leite adulterado 
Todos os apontados nesta sexta-feira pertencem ao núcleo de Ibirubá
Da Redação - 17/05/2013 15h00
Porto Alegre  - Mais 12 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público nesta sexta-feira, 17, por participação na fraude de adulteração do leite, desbaratada na última semana durante a Operação Leite Compen$ado. Todos pertencem ao núcleo de Ibirubá e, individualmente, estão sendo acusados pelo crime de adulteração de produto alimentício destinado ao consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo ou por lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia assinada pelo Promotor de Justiça Mauro Rockenbach, no período entre dezembro de 2012 a maio de 2013, todos associaram-se para adulterar o leite in natura, mediante a adição de água e ureia, que contém formol em sua composição. Para chegar a tal comprovação, a Força-Tarefa do MP desencadeou uma intensa investigação com a utilização de monitoramentos, vigilâncias, escutas telefônicas, filmagens, fotografias e cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão, a partir de diversas autorizações judiciais.

Na denúncia oferecida pelo Ministério Público, também é descrita a maneira como os participantes ocultaram e dissimularam a natureza e a origem dos valores provenientes do crime de adulteração da substância alimentícia.
http://www.jornalvs.com.br/estado/454187/ministerio-publico-do-rs-denuncia-mais-12-pessoas-por-leite-adulterado-.html
 


Leia no Blog Opinião Dorotéia:

Pássaro se choca contra turbina e faz avião com Yeda e outros políticos retornar a Porto Alegre;

Pesquisa da USP mostra desinteresse de alunos em seguir o magistério


Provas do concurso estadual do magistério ocorrem em 30 municípios neste domingo

Concurso busca preencher 10 mil vagas. 69.498 professores estão inscritos 
Da Redação - 17/05/2013 16h03
Rio Grande do Sul  - O Governo do Estado realiza, neste domingo (19), concurso para preencher 10 mil vagas para professor do quadro de carreira do magistério estadual. Realizado pela Fundação para o Desenvolvimento de Recursos Humanos (FDRH), o certame acontece em 30 municípios e é um dos mais concorridos do Rio Grande do Sul.

Ao todo são 69.498 inscritos, com salários entre R$ 488,52 e R$ 1.355,64, para jornada de 20 horas semanais. Das vagas, 26% serão destinadas ao sistema de cotas, sendo 16% aos candidatos negros e pardos e 10% às pessoas com deficiência.

Provas
As provas serão realizadas em 147 escolas do Estado, a partir das 14h, com duração de 4 horas. Serão 60 questões objetivas integradas em dois módulos. O candidato precisa ter 60% de acerto em cada módulo.

Concurso
O concurso acontece em três dezenas de municípios gaúchos: Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Caxias do Sul, Pelotas, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Santa Maria, Cruz Alta, Uruguaiana, Osório, Guaíba, Bagé, Santo Ângelo, Erechim, Bento Gonçalves, Santa Rosa, Rio Grande, Santana do Livramento, Palmeira das Missões, Três Passos, Vacaria, Cachoeira do Sul, Soledade, Canoas, Gravataí, São Luís Gonzaga, São Borja, Ijuí e Carazinho.

Validade
O prazo de validade do concurso público será de dois anos, prorrogável por igual período. As vagas disputadas serão para as áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Educação Básica: Etapas e Modalidades, Educação Profissional e suas Tecnologias (Produção Alimentícia, Recursos Naturais, Controle e Processos Industriais, Infraestrutura, Informação e Comunicação, Gestão e Negócios, Saúde, Hospitalidade e Lazer, Produção Cultural e Design, Produção Industrial e Eixo Interdisciplinar).
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http://www.jornalnh.com.br/educacao/454218/provas-do-concurso-estadual-do-magisterio-ocorrem-em-30-municipios-neste-domingo.html

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quarta-feira, 15 de maio de 2013

A crise cultural e o Professor

CIRCE MARIA MONDADORI LISIAK* - 15.05.13
Imprescindível registrar que autoridades brasileiras “se esquecem” de uma das piores crises que a sociedade enfrenta: a crise cultural. Esta ocorre quando as ideias e os valores morais são questionados ou ignorados, fazendo com que o ideário político, científico, econômico e social - referenciais para a postura humana, tornem-se inconsistentes frente aos problemas criados por uma nova realidade que se configura.

A “crise cultural” evidencia-se, especialmente, através da desvalorização do papel do professor, além da banalização e desgaste desse ser humano profissional, haja vista ser inquestionável que a Educação Escolar gera saber e conhecimento.

A UNESCO aponta evasão considerável de professores que não suportam mais o descaso das “autoridades” direcionado aos profissionais da educação. O MEC mostra uma queda de 50% na formação de professores. E o Governo Federal tenta convencer o cidadão a ingressar em um curso superior de licenciatura para ser Professor.

Há décadas, passa-se por contínua desvalorização do professor, eis que tratado como se fosse inimigo da sociedade. Se a educação escolar e os educadores fossem, realmente, respeitados e valorizados, tem-se plena convicção de que teriam representatividade junto aos poderes constituídos para ajudar a construir uma nação forte, esclarecida, de franco e soberano progresso.

Constata-se que inexistem comentários e ações no interior dos parlamentos municipais, estaduais e federais sobre melhorias necessárias no campo educacional. Uma sociedade que negligencia seus mestres e a formação da juventude, não pode aspirar a um futuro promissor, criativo e próspero. As civilizações que inscreveram seus nomes na história foram construídas por homens ilustres, compromissados com o saber e a cultura.

Quando daremos o devido valor, ou simplesmente, perceberemos a importância da educação na formação da uma sociedade? Todos deveriam saber e reconhecer que sem professores não há Educação.

Aristóteles dizia: “As sociedades instruídas são tão superiores às sem instrução, quanto os vivos são superiores aos mortos”.  Negligência aos professores é indicativo da direção para onde a sociedade está caminhando.

Se a sociedade insistir rumo à desvalorização do professor e desse ser humano profissional, esse personagem tão importante no seio social/moral logo se tornará um agente em extinção. Pelas condições precárias de trabalho e pelos salários aviltantes, é indubitável deduzir que a verdadeira vítima do processo é o professor.

Concordo com Lecy Brandão: “é na sala de aula que se forma um cidadão, na sala de aula que se muda uma nação. Na sala de aula, não há idade, nem cor, por isso aceite e respeite o meu Professor!"

É pelo Professor que a Educação Escolar de Qualidade germina o Saber e armazena o Conhecer!

“Batam palmas pra ele, que ele merece!”

*CIRCE MARIA MONDADORI LISIAK é Professora.
Artigo publicado no jornal Folha Espumosense, de 23 de março de 2013
http://www.cpers.org.br/index.php?&cd_artigo=456&menu=36
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.


 

Lucro do Banrisul alcança R$ 204,7 milhões no 1º trimestre de 2013
Banco atingiu R$ 24,8 bilhões, aumento de 16,3% em relação a março de 2012
15/05/2013 13h51
http://www.jornalvs.com.br/economia/453823/lucro-do-banrisul-alcanca-r-204-7-milhoes-no-1-trimestre-de-2013.html
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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Escola Estadual protesta por situação precária

13/05/2013 14:53
A comunidade escolar da Escola Estadual de Ensino Médio para Surdos Professora Lilia Mazeron saiu em caminhada pelas ruas da Zona Norte de Porto Alegre para protestar na manhã desta segunda-feira 13.

Entre os motivos que levaram alunos, professores, pais a aproveitarem a passagem dos 15 anos da instituição para fazer um manifesto foi a falta de merenda, de recursos para materiais e também a carência de professores de Português e Inglês.

De acordo com o professor Cezar Augusto de Oliveira Gonçalves, a escola está em situação de precariedade desde 2008, quando deixou de ser vinculada à Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência e Pessoas Portadoras de Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders) e passou a ser gerenciada pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

- A situação da escola ainda não está regularizada e não temos uma resposta - afirma o professor.

Roberta Schuler, do Diário Gaúcho
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3497

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domingo, 12 de maio de 2013

ÀS MÃES

Por Siden* - 12.05.13
Sentado à frente do computador, com as mãos no teclado, fico a pensar: O que posso escrever em homenagem às mães que ainda não foi dito?

Talvez falte inspiração...

Não quero chorar saudades?

Quem sabe...

Mãe, Obra Prima de Deus!  Ah! Mas não é original a expressão. Já escreveram isso...



Mãe! Tenho saudades da minha!

Hoje, ouvindo uma música lembrei-me dela...

Minha Mãe era muito musical...

Dizia a letra: “Onde você estiver não se esqueça de mim, e quando você lembrar, não esqueça que eu, não consigo tirar você da minha vida...”

Aprendi a gostar de música com  minha Mãe...

Minha Mãe era “Show”... Rebelde... Indignava-se com a injustiça... Lutadora!

Bem humorada...
 


Se sua Mãe vive, dê-lhe um grande abraço. Um não. Dois!! Um por mim.

Queria, nesse domingo, abraçar a todas as Mães...

Permitam que repita a sentença:

Tenho saudades da minha!

Senti um arrepio...

Quem sabe, desta vez, Ela que veio me abraçar...

De repente, tenho a impressão de escutar as melodias que Ela cantarolava...

“Onde você estiver não se esqueça de mim...”
FELIZ DIA DAS MÃES, EM ESPECIAL, ÀS PROFESSORAS E FUNCIONÁRIAS DE ESCOLA!
ABRAÇOS!
*Siden Francesch do Amaral é Professor Estadual.
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pesquisa aponta que 44% dos professores de SP já sofreram agressão nas escolas

09/05/2013 15:19
Um levantamento feito com professores da rede estadual de ensino mostrou que 44% deles já sofreram algum tipo de violência nas escolas. Contratada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), a pesquisa foi feita em 167 cidades entre janeiro e março deste ano.

Do total de professores que relataram ter sido vítimas de violência, 39% disseram ter sofrido agressão verbal, 10% assédio moral, 6% bullying e 5% disseram ter sofrido agressão física. “Isso é crescente e você não vê um recuo, pelo contrário. Tornou-se corriqueira a questão da violência na escola e acaba que você, ao longo do tempo, não vê uma diminuição desses números”, disse Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp.

Conforme o estudo, 42% dos professores disseram ter presenciado alunos sob efeitos de drogas e 29% afirmaram ver tráfico de drogas nas escolas. Além disso, 57% consideram violentas as escolas onde lecionam. Entre aqueles que trabalham em instituições no centro das cidades, 45% acham as escolas perigosas. Já os que atuam na periferia mostraram maior apreensão com a violência, 63% dos casos.

As principais vítimas são os professores homens, que lecionam no ensino médio. Disseram ter sofrido violência 65% deles, enquanto as mulheres representam 45% das vítimas. A maioria dos educadores (74%) acredita ainda que falta de respeito e de valores é a principal causa de violência nas escolas. Outros 49% apontaram ausência de educação em casa e 47% culparam a desestruturação familiar.

Para Maria Izabel, os números sobre violência nas escolas servem para justificar o alto número de educadores doentes. “Se eu casar a pesquisa da violência nas escolas com a pesquisa do adoecimento dos professores, fica claro que o grau de síndrome do pânico, estresse, advêm da agressão verbal, do assédio moral que eles sofrem nas escolas. Então, cresce o número de licenças médicas e isto acaba fazendo com que o professores se afastem”, disse.

Fernanda Cruz, da Agência Brasil
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3496

Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.

 

Governo do RS proíbe a venda de mais três marcas de leite
Luciene Cruz, Agência Brasil - 10/05/2013 - 10h29
http://www.jornalvs.com.br/charge/
Brasília – O governo do Rio Grande do Sul (RS) proibiu hoje (10) a venda de mais três marcas de leite. São elas: Goolac, Hollmann e Só Milk, fabricadas pela VRS Indústria de Laticínios, mesma empresa do leite Latvida, que também está proibido.

O Ministério Público do Estado (MP-RS) já havia proibido a venda das marcas Líder, Latvida, Mu-mu e Italac. devido à investigação sobre adulteração de leite por parte de transportadores. A suspensão é uma medida preventiva.

A proibição ocorre após a prisão de transportadores acusados de adicionar água e um composto com formol – substância considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – no produto que foi para supermercados. De acordo com o Ministério Público, as empresas investigadas transportaram aproximadamente 100 milhões de litros de leite entre abril de 2012 e maio de 2013. O órgão estima que, desse total, 1 milhão de quilos de ureia contendo formol tenham sido adicionados, com o objetivo de aumentar o volume do leite transportado e consequentemente o lucro sobre o preço do leite cru.

O objetivo da fraude era lucrar com o aumento do volume de leite transportado. A Operação Leite Compen$ado foi deflagrada na última quarta-feira (8) pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP/RS) para desmontar o esquema de adulteração do leite.

Os produtos suspensos são:

Leite UHT Integral Cispoa
Lote 0036/661

Leites Hollmann, Goolac, Só Milk e LatVida
Lote 103, de 01/04/2013;
Lote 184, de 03/04/2012;
Lote 189, de 04/04/2013;
Lote 190, de 05/04/2013;
Lote 196, de 09/04/2013;
Lote 200, de 10;04/2013;
Lote 201, de 19;04;2013;
Lote 202, de 20/04/2013;
Lote 204, de 21/04/2013;
Lote 205, de 22/04/2013;

Leite UHT Semidesnatado Cispoa
Lote 048/661

Leite LatVida
Lote: 190, de 02/04/2013;
Lote 193,, de 05/04/2013;
Lote 103, de 18/04/2013;

Leite UHT Desnatado Cispoa
Lote0037/661
Edição: Talita Cavalcante
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http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-10/governo-do-rs-proibe-venda-de-mais-tres-marcas-de-leite
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.


Leia no Blog Opinião Dorotéia: 
QUEM QUER SER PROFESSOR?;
Maior rigor no Enem vai zerar alunos que fizerem piadas:
 
http://opiniaodoroteia.blogspot.com.br/



Fraude na Serra
Ministério Público investiga rombo de R$ 16 milhões na prefeitura de Farroupilha
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/noticia/2013/05/mp-e-bm-cumprem-mandados-de-busca-e-apreensao-na-camara-de-vereadores-de-farroupilha-4133400.html
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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Atenção Educadores Gaúchos: Recuperação das aulas e abono de ponto

08/05/2013 15:47
A direção do CPERS/Sindicato reafirma a orientação de que as escolas, junto com a comunidade escolar, devem organizar o calendário de recuperação das aulas. Contudo, é preciso aguardar o fechamento das negociações com o governo para efetuar a recuperação.

O sindicato adverte que qualquer tentativa de pressão ou punição pela participação na greve não procede, pois existe um processo de negociação aberto com o governo.

Em documento encaminhado ao sindicato, o governo não se manifestou quanto à participação da categoria na Marcha em Brasília. Encaminhamos novo documento solicitando um posicionamento.

Com a certeza de que a força da categoria ficou comprovada, tanto na greve, como na participação da Marcha em Brasília, sigamos firmes até a vitória.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3495
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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terça-feira, 7 de maio de 2013

Escola Mariz e Barros sofre com depredação na zona norte da Capital

"Como é que vamos deixar as nossas crianças em risco dentro da escola?"
07/05/2013 10:36
Colégio estadual no Bairro Mario Quintana, em Porto Alegre, tem 1,4 mil alunos sem espaços adequados e vivem com medo de incêndios e vandalismo.

A escola a que a dona de casa e mãe de aluna Carmen Regina da Silva, 46 anos, se refere, é a Escola Estadual de Ensino Médio Mariz e Barros, na Vila Safira, Bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. Há um mês, uma das salas da antiga brizoleta, cuja fiação elétrica é antiga, está deteriorada, um perigo para a segurança de dez turmas, sofreu um princípio de incêndio. Já nos prédios novos, foi o vandalismo que se impôs: há vidros das janelas quebrados a pedradas, salas sem porta, paredes danificadas.

Acomodados nos laboratórios
Na manhã de segunda-feira, dia 6, pais e responsáveis pelos 1,4 mil alunos se reuniram com estudantes e fizeram um protesto em frente à instituição, motivado pelo princípio de incêndio, ocorrido no dia 3 de abril, numa sala de aula, além de outras dificuldades. O trânsito foi interrompido por quase duas horas da Avenida Delegado Ely Correa Prado.

- De manhã, sentimos cheiro de queimado, e aí deslocamos as crianças. À tarde, por volta das 16h, pegou fogo no ventilador - lembra a diretora, Sandra Regina de Aguiar.

Segundo ela, foi enviado ofício à Secretaria Estadual da Educação (Seduc). Mas, 33 dias depois do incêndio, nada foi feito.

- Então, eu resolvi que não vamos mais utilizar as salas porque tenho medo. A fiação é antiga, é um risco para todos - comenta a diretora.

Por conta disso, dez turmas estão sendo prejudicadas. A saída foi acomodá-las nos laboratórios de Ciências e Informática, sala de vídeo e biblioteca.

Uma longa espera
Como o espaço ainda assim é insuficiente, algumas turmas estão tendo apenas duas horas de aula por dia.

- Estamos esperando há um mês que alguém diga se podemos usar a brizoleta. Não temos como falar em qualidade da educação se não temos espaço - lamenta a professora Vania Nunes.

Pai de três alunos, o instalador Alex Sander da Silva, 36 anos, lamenta:

- Não tem como ter aula desse jeito. Por isso, resolvemos fazer a manifestação.

Histórico de problemas
A Escola Mariz e Barros já sofreu com incêndios criminosos. Em agosto de 2008, o Diário Gaúcho noticiou, pela segunda vez naquele mesmo mês, que dependências da escola haviam sido destruídas pelo fogo.

No ano anterior, a depredação e episódios de violência fizeram com que a Brigada Militar tivesse que intervir na região.

Vandalismo piora o quadro
Dentro da escola, o cenário é desolador. Salas com vidros quebrados, portas arrancadas, sem fechaduras, problemas na iluminação. Para completar o quadro, há relatos de tráfico de drogas (inclusive dentro da instituição de ensino), e até assalto a uma aluna já ocorreu.

- Há uma cultura de revolta, de destruir as coisas. Às vezes, dá um desânimo, uma vontade de sair correndo. Mas a comunidade é boa, e o carinho que as crianças têm por mim me faz continuar - desabafa a diretora, revelando que o vandalismo vem de dentro e fora da escola.
Roberta Schuler, do Diário Gaúcho
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3494

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domingo, 5 de maio de 2013

RS: novo modelo de avaliação pode levar professor a padronizar notas

As escolas da rede estadual trocaram as notas por parecer, mas especialista alerta que, sobrecarregados, professores podem usar mesma descrição para vários alunos.

"Alguns professores têm 200 alunos na semana. Se ele for demorar na descrição de cada um, o tempo de trabalho é enorme", diz Elba Siqueira de Sá Professora da USP.

"As escolas estão sendo orientadas para que o parecer seja de aprovação", afirma a presidente do Cpers, Rejane Oliveira. 

Terra - 05 de Maio de 2013•07h54
Em processo de implantação desde o ano passado no Rio Grande do Sul, o método de avaliação emancipatória divide opiniões de acadêmicos e professores estaduais. Mesmo os que defendem o recurso como uma melhor forma de acompanhar a aprendizagem do aluno acreditam que sua aplicação é complexa e pode colocar em jogo seu real objetivo - ainda mais em uma rede de ensino tão grande como a gaúcha.

Em 2012, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul implantou o parecer descritivo  - com um relato sobre o desempenho do aluno, no lugar apenas de uma nota - como forma de avaliar os estudantes do 1º ano do ensino médio. A reforma chegou ao segundo ano já no início de 2013, mesmo com a resistência de alguns professores e do sindicato da classe. A professora do Departamento de Educação Comparada, Didática e Teoria do Ensino da Universidade de São Paulo Elba Siqueira de Sá explica que a implantação dos pareceres descritivos e conceitos vieram para "quebrar a rigidez das notas".

O método já é comum em escolas públicas e privadas no Brasil e é apontado, inclusive, como uma tendência no país por Elba. "O parecer diz um pouco mais do que se espera do aluno com palavras, enquanto que o conceito sintetiza com uma abreviação", explica. Ela afirma que algumas escolas particulares de São Paulo utilizam o método. As escolas da rede municipal da capital paulista também se valem de conceitos - não satisfatório, satisfatório e plenamente satisfatório - e algumas optaram por implantar os pareceres nas avaliações.

Para a professora, esses são bons recursos, pois deixam claras as habilidades do aluno, mas tendem a cair na padronização. O método sugere que seja feita uma descrição escrita sobre as falhas e os acertos do aluno segundo os objetivos de cada disciplina, portanto, são bastante individuais. "Alguns professores têm 200 alunos na semana. Se ele for demorar na descrição de cada um, o tempo de trabalho é enorme", observa Elba.

Algumas escolas já usam textos padrões que são modificados pelo professor de acordo com suas observações sobre o aluno, mas a professora da USP explica que, normalmente, a padronização é feita pelo próprio educador. "Nesse caso, a intenção do parecer acaba sendo atropelada pela forma de avaliação", afirma.

A professora de Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) Helena Sporleder Côrtes acredita que o mais importante antes de implantar o sistema do parecer descritivo é discutir os critérios de avaliação.

A coordenadora do núcleo de Ensino Médio, Politécnico e Curso Normal da Secretaria Estadual de Educação (SEDUC-RS), Vera Maria Ferreira, afirma que professores e funcionários estão sendo preparados para trabalhar com o novo método através de cursos, palestras, oficinas e mostra de trabalhos. Os encontros de formação acontecem mensalmente nas 30 Coordenadorias Regionais (CREs) que a SEDUC atende. A presidente do sindicato dos professores do Rio Grande do Sul, o Cpers, Rejane de Oliveira afirma, porém, que esse processo de formação não está acontecendo na escola.

Mudança vai ao encontro da lógica do Enem
Na nova avaliação, são considerados três conceitos diferentes que decidirão pela aprovação ou reprovação do aluno: a Construção Satisfatória de Aprendizagem (CSA), Construção Parcial de Aprendizagem (CPA) e a Construção Restrita de Aprendizagem (CRA). O aluno é reprovado se obtiver CRA em duas áreas de conhecimento. Se ele ficar com CRA em uma área, será aprovado de ano e acompanhado por um Plano Pedagógico de Apoio Didático (PPDA). Nele, estão descritas as dificuldades que o aluno deve corrigir com ajuda dos professores.

Vera explica que essa mudança é resultado de uma reestruturação na forma de ensino nas escolas. A ideia é abordar os temas de forma interdisciplinar e levando em conta o contexto de vida dos alunos. "Nós vamos trabalhar de acordo com áreas de conhecimento, sem desconstruir as disciplinas. A física, química e biologia não existem isoladamente, por exemplo", explica. Ela alega que o objetivo disso é acabar com a chamada "decoreba" para as provas e estimular a construção do conhecimento.

Helena avalia que a interdisciplinaridade é um tendência nas escolas, principalmente devido ao Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), que leva em conta áreas de conhecimento no lugar de disciplinas separadas. Apesar de achar que a avaliação deve ser mais qualitativa do que quantitativa - como com as notas -, ela considera que seria quase impossível implantar esse método de ensino e avaliação em uma rede estadual tão grande como a gaúcha.

"Isso demanda tempo e um processo pedagógico que a gente sabe que é difícil de acontecer no Estado. O problema não é o parecer descritivo, mas como chegar a ele, quais as condições dadas aos professores para se apropriar dessa forma de avaliação", argumenta a professora da PUCRS. Ela afirma que para que esse sistema funcione é preciso que haja uma acompanhamento do trabalho dos professores e uma capacitação constante deles.

O professor do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) José Francisco Soares acredita que não há tantas diferenças entre a aplicação de notas e conceitos, pois em ambos os casos deve-se apresentar uma interpretação do que foi estabelecido ao aluno. Soares concorda que a aplicação do sistema proposta pela Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul é bastante complexa. "É muito rica a possibilidade, desde que isso seja bem implementado", afirma.

Para ele, o conceito não é uma forma de passar os alunos de forma mais fácil. "Se a escola já aprovava todo mundo, ela vai continuar dando um jeito. A vantagem do parecer descritivo é que o conceito é explicado, ele vai dizer o que o aluno aprendeu ou não", acrescenta.

Sindicato acusa secretaria de estimular aprovação automática
Além das discussões no meio acadêmico, o novo sistema de avaliação também gerou polêmica entre os professores das escolas. O Cpers, sindicato dos professores do Rio Grande do Sul, acusa o governo estadual de dar instrução aos professores para aprovarem os alunos automaticamente. "As escolas estão sendo orientadas para que o parecer seja de aprovação", afirma a presidente do Cpers, Rejane Oliveira. Segundo Rejane, isso seria uma forma de maquiar os índices de reprovação do Estado que são os mais altos do Brasil. De acordo com a pesquisa publicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 20,7% dos alunos matriculados no ensino médio gaúcho não passaram de ano em 2011.

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http://noticias.terra.com.br/educacao/rs-novo-modelo-de-avaliacao-pode-levar-professor-a-padronizar-notas,f0d55fd0f8b6e310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html
 
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.


Professores estaduais mantêm greve em São Paulo
A categoria passou pela Avenida Paulista e fechou uma das faixas da via, no sentido Paraíso-Consolação. Segundo a Polícia Militar, a manifestação transcorreu de forma tranquila
04/05/13 - 10:04
Marcelo Camargo/ABr
Os professores do ensino público do estado de São Paulo decidiram manter a greve iniciada em 22 de abril. Uma nova assembleia foi marcada para o próximo dia 10.

A manifestação da categoria na Avenida Paulista na tarde desta sexta-feira reuniu entre 6 mil e 7 mil pessoas, informou a Polícia Militar no início da noite. Os organizadores estimaram a presença de 10 mil pessoas. Os professores estaduais pedem reposição salarial de 36,74%. Segundo Maria Izabel Noronha, presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a última reunião com o governo ocorreu há oito dias e nenhum outro encontro foi agendado.
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A assembleia de sexta prevista para começar às 14h, teve início com três horas de atraso no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Durante a assembleia, os professores estaduais decidiram sair em passeata até a Praça da República, onde professores municipais, que também entraram em greve, protestavam em frente à Secretaria Estadual da Educação.

A categoria passou pela Avenida Paulista e fechou uma das faixas da via, no sentido Paraíso-Consolação. Segundo a Polícia Militar, a manifestação transcorreu de forma tranquila.

Os professores municipais fizeram manifestação também em frente à prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, no centro da cidade. Eles pedem revisão geral anual da remuneração, alteração da lei salarial, fim das terceirizações e contratos de parcerias.

A prefeitura apresentou propostas que envolvem aumento de 71,4% no padrão inicial de vencimentos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de nível básico, de R$ 440,39 para R$ 755, e reajuste linear de 0,82% retroativo a novembro de 2011.


Marcelo Camargo/ABr
As manifestações afetaram o trânsito da cidade. No entanto, às 17h42, os congestionamentos, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), atingiam 14% das vias monitoradas, dentro da média para o horário.
Fonte: Agência Brasil
http://www.jornaldeluzilandia.com.br/txt.php?id=23789
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.

 



Tarso diz que desconhecia fraude, mas sabia da investigação da PF
Governador do Estado voltou à Capital após 10 dias de missão no exterior 
04/05/2013 23:30
ArquivoTioN
O governador Tarso Genro (PT) disse na noite deste sábado, em Porto Alegre, que é óbvio que desconhecia o esquema de fraude para a agilização ou liberação de licenças ambientais dentro da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), mas que sabia da existência de investigações.

Tarso refutou ainda as declarações feitas por integrantes do PC do B, na semana que passou, de que as decisões tomadas na Fepam passavam pelo crivo da Sala de Gestão do governo: “Todas as decisões de governo saem do governador e da Sala de Gestão. Outra coisa são os malfeitos, as responsabilidades individuais. Isso nada tem a ver. Então, essa informação, ela não é procedente.”

De acordo com Tarso, independentemente das investigações em curso em outras esferas, no âmbito do governo do Estado será aberto inquérito administrativo para apurar responsabilidades.

O governador negou ainda que o ex- secretário do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedersberg (PcdoB), exonerado na segunda-feira tão logo a Polícia Federal (PF) anunciou a Operação Concutare, tenha participado do grupo dirigente de sua campanha ao governo do Estado em 2010. “Não sei se ele participou da minha campanha, porque milhares de pessoas participaram. Mas o Fernando não era do grupo dirigente.” Em relação a atuação do comunista em sua administração, Tarso afirmou que ele “é um bom quadro político e estava fazendo um bom trabalho.”

Segundo o governador, o “desvio de conduta” de Niedersberg deve “ser bem localizado”. “Essa conduta, particularmente do Fernando, temos que ver em que medida comprometeu o trabalho. Isso vem de grupos que não estão no governo, e tudo indica que envolveu o Fernando", declarou. Em seguida, o governador admitiu que o ex-secretário (investigado pela Concutare por sua atuação frente à Fepam, que presidiu até o início de abril), “sem dúvida cometeu ilegalidades.”

Tarso vai tomar conhecimento mais profundo do processo e conversar com o PC doB. “O PC do B continua no governo. É um partido sério. Se será ou não na Secretaria do Meio Ambiente, isso eu ainda vou resolver", disse.  As declarações foram feitas logo após Tarso reassumir o cargo, ainda no Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, onde ele chegou pouco antes das 20h30min deste sábado, após 10 dias de missão oficial pelo Oriente Médio e a Europa.
http://portallw.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=497891
 


Sobe para 540 número de mortos no colapso do edifício em Bangladesh
No dia 24, edifício de oito andares onde funcionavam cinco fábricas têxteis ruiu perto da capital Daca 
Jornal VS e Agência Brasil - 04/05/2013 13h50
Bangladesh  - O número de mortos no desabamento de um edifício que abrigava fábricas têxteis nos arredores da capital de Bangladesh subiu neste sábado (4) para 540 pessoas, depois de terem sido resgatados mais 15 corpos entre os destroços do prédio, informou o major do Exército, Sazzad Hossain.

O edifício de oito andares onde funcionavam cinco fábricas têxteis ruiu perto da capital Daca, no dia 24 de abril, deixando soterradas e presas mais de 3.000 pessoas. Foram resgatadas 2.437 pessoas com vida.

Relatórios preliminares de uma investigação conduzida pelo governo indicam que quatro grandes geradores elétricos localizados nos pisos superiores do edifício causaram o colapso, que é considerado o mais grave acidente industrial do país.

Bangladesh é o segundo maior produtor de roupas do mundo e a indústria têxtil constitui a base da sua economia. No entanto, apresenta índices de segurança considerados chocantes. Em novembro, por exemplo, 111 pessoas morreram num incêndio em uma fábrica.

O acidente levou a novas acusações, por parte de ativistas, de que as multinacionais ocidentais colocam os lucros à frente da segurança ao produzirem seus produtos em países onde os trabalhadores ganham menos de 40 dólares por mês.
http://www.jornalvs.com.br/mundo/452352/sobe-para-540-numero-de-mortos-no-colapso-do-edificio-em-bangladesh.html
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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Audiência discute reposição de aulas e abono de ponto

02/05/2013 16:19
A direção do CPERS/Sindicato se reuniu, na manhã desta quinta-feira, com representantes do governo estadual para tratar do abono do ponto, tanto para aqueles que participaram da Marcha em Brasília, como dos três dias da greve nacional.

O governo manifestou “a intenção” de abonar os dias da greve, mediante uma avaliação dos calendários de recuperação. Solicitamos um documento por escrito para que possamos informar oficialmente a categoria.

Quanto à questão da Marcha, o governo também ficou de responder, pois tinha uma avaliação (claro que política), que legalmente não se sustenta, de que a nossa categoria só possa participar de atividades chamadas pela CUT e pela CNTE. Abaixo, o documento entregue durante a audiência.

Enquanto aguardamos a posição oficial do governo, orientamos que o “calendário de recuperação” não seja colocado em prática.

OF. Nº 034/GAB
Porto Alegre, 2 de maio de 2013.
Senhor Governador:

A “Marcha a Brasília”, convocada pelo CPERS/Sindicato e demais entidades, constituiu-se em uma atividade sindical prevista na OS 02/2011 e no art. 64 da Lei nº 10.098/94, inciso XVI, restando equivocadamente a interpretação de que se constitui em autorização “a priori” para movimento grevista que deva ser negociado posteriormente.

O art. 64 mencionado refere que: “São considerados de efetivo exercício os afastamentos do serviço em virtude de:

(...) XVI – participação de assembleias e atividades sindicais.”

O artigo dá efetividade aos preceitos  constitucionais delineados no art. 37, VI e VII da CF/88, que regulam o direito à livre associação e exercício de atividades sindicais.

Quanto à participação na “Greve Nacional”, nos dias 23, 24 e 25 de abril, o Sindicato solicitou audiência para negociar a recuperação dos dias parados e consequente abono das faltas.

A liberdade sindical é a premissa lógica da teoria sobre a proteção contra os atos antissindicais. É a liberdade sindical o principal bem jurídico tutelado, estando presente antes e depois, como suposto e resultado do funcionamento do sistema jurídico de proteção.

Todavia, o conceito de liberdade sindical é mais amplo, passando pela autonomia sindical, corresponde à liberdade de organização interna e de funcionamento da associação sindical, bem como a participação de membros da categoria como a parte demandante em atividades em prol do interesse de sua classe, não podendo sofrer obstáculos ou penalidades.

O CPERS/Sindicato, como organização sindical de primeiro grau, possui legitimidade constitucional para, em instância primeira, organizar suas atividades sindicais. A categoria deliberou e votou pela atividade realizada em Brasília, bem como, a participação na “Greve Nacional” nas suas próprias instâncias, seguindo todos os preceitos legais e estatutários, Além disso, informou amplamente a comunidade escolar e a sociedade gaúcha sobre as suas atividades de mobilização, em defesa da educação e dos direitos da categoria.

Nesse sentido, tanto do ponto de vista legal como da legitimidade de quem representa a base dos professores e funcionários de escolas do Estado do Rio Grande do Sul, o CPERS/Sindicato reitera a solicitação do abono do ponto dos educadores que participaram da Marcha em Brasília, bem como, dos dias 23, 24 e 25 (Greve Nacional) mediante recuperação dos mesmos.

Sendo o que se apresentava no momento e contando com a atenção, subscrevemo-nos
cordialmente,
Profª Rejane Silva de Oliveira,
Presidente do CPERS/Sindicato.
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3493 


Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
 
 

Dia dos Trabalhadores: ato público em Porto Alegre exige melhores condições de trabalho
01/05/2013 13:50
O Dia dos Trabalhadores, em Porto Alegre, foi marcado pela realização de um ato público internacional realizado na manhã desta quarta-feira, 1º de maio, no Brique da Redenção. As manifestações reforçaram a importância de a data ser marcada com a realização de atividades independentes e classistas em relação a governos e patrões. O evento também teve apresentações de músicos do Estado e do Uruguai.

A manifestação desta manhã cobrou melhores condições de trabalho, sobretudo na rede estadual de educação, em que as escolas funcionam com graves problemas de infraestrutura. Em todas as regiões, é possível encontrar instituições de ensino com telhados quebrados, redes elétrica e hidráulica danificadas e sem Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndio.

As falas ressaltaram o fato de a atividade desta manhã estar sendo realizada pelos trabalhadores, sem qualquer tipo de apoio governamental e de empregadores, sem sorteios de brindes e sem qualquer tipo de assistencialismo.

Outro ponto saudado como importante foi o caráter internacional que o ato ganhou. Representantes de entidades uruguaias destacaram a luta travada pelos educadores gaúchos pela implementação da lei do piso. “A luta dos trabalhadores brasileiros é também a luta dos trabalhadores uruguaios”, destacou um dos representantes do país vizinho.


João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Fotos: André Ávila, Joana Flávia Scherer e Miriam Vivi Kuhn.
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3492

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