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Parabéns Educadores e Demais Cidadãos Gaúchos!!! Yeda (Nota Zero, Déficit Zero e Aumento Salarial Zero) Já Foi Demitida, MAS, deixou seus representantes no Governo e na Assembleia Legislativa!

domingo, 15 de novembro de 2009

Frase do Dia 12


"O governo não tinha o projeto para apresentar ao sindicato e nem uma resposta para as nossas reivindicações."
Rejane de Oliveira

Muro desaba e Educação Física vai à sala de aula em NH
Quadra da Escola Estadual Alvino Weber está interditada desde setembro.
Débora Ertel/ Da Redação

Novo Hamburgo - Todo mundo se lembra da chuvarada que caiu entre os meses de agosto e setembro. Para os alunos da Escola Estadual Alvino Weber, no bairro Roselândia, em Novo Hamburgo, a recordação se faz presente com mais intensidade toda vez que tem aula de Educação Física. Na noite do dia 3 de setembro, após chover muito, o muro da escola desabou sobre a quadra de esportes. Desde então, professores usam e abusam da criatividade e os 480 estudantes, com idade média entre 10 e 15 anos, praticam a virtude da paciência. Ao invés de mexer o corpo na quadra, a gurizada realiza atividades como jogos de pingue-pongue e um concurso de Hip Hop. Conforme a 2.ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), até o final do ano o muro não será reconstruído.
[...]

MEC seleciona professores para corrigir redação do Enem
Interessados devem se inscrever até o próximo domingo no site do Inep.
Agência Brasil
 
Brasília - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), autarquia do Ministério da Educação (MEC), está cadastrando professores de língua portuguesa para corrigir as redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os interessados devem se inscrever até as 23h59 do próximo domingo, 15, no site do Inep.

Para se tornar um corretor é preciso ter pelo menos dois anos de experiência como professor e curso superior em Letras – Língua Portuguesa. Quem tiver cônjuge, filho, dependente legal ou qualquer outro parente de primeiro grau participando do Enem 2009 não pode se inscrever. A seleção será feita pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe), um dos organizadores do evento. Será necessário, em uma segunda fase, enviar documentos para comprovar as informações prestadas durante a inscrição.

O Inep quer construir um banco unificado de corretores de redação com mais de 5 mil professores cadastrados. Os selecionados vão passar por um treinamento em várias cidades, entre elas, Brasília, Rio de Janeiro e Fortaleza.
[...]

http://www.jornalnh.com.br/site/principal/capa.asp

sábado, 14 de novembro de 2009

A propaganda dos R$ 1.500,00 de Yeda

Yeda contesta no STF o piso nacional de R$ 950,00 mas promete piso de R$ 1.500,00 a professores. Dá para acreditar?
Claudio Sommacal*
Há uma semana a governadora Yeda fez um anúncio no Palácio Piratini dizendo que o novo piso de um professor estadual será de R$ 1.500,00. A mídia (rádio, jornal e tevê) reproduziram a informação em manchetes.

Cantaram a notícia estado a fora, condicionando a opinião pública que passou a achar que a informação era expressão da verdade.

Fui me informar sobre a benesse. Primeiro, custei a acreditar que a governadora que contestou no Supremo Tribunal Federal, junto a outros quatro governos, a implementação da Lei do Piso Nacional de R$ 950,00 proposto por Lula, de repente, abrisse a mão e oferecesse um piso superior. Estranhei, igualmente, que um governo que está no Cadin (Cadastro dos Inadimplentes) junto à União, que sequer implementou a merenda para o Ensino Médio em 2009, como quer o MEC, que não investiu os 35% em educação, pudesse acenar com uma proposta tão bondosa.

Na verdade, a proposta de Yeda não passa de uma jogada de marketing que foi bebida pela mídia sem ser degustada.

Senhores e senhoras professoras! Os tais R$ 1.500,00 como piso são uma ficção. Eles serão colocados como base de um possível Plano de Carreira que não existe. Yeda quer acabar com o atual Plano de Carreira que tem vantagens com progressão de níveis e classes, conforme a formação e o tempo de serviço, e quer forçar os atuais servidores a aderirem ao novo plano. O piso anunciado só valerá para os novos concursados que ingressarem no novo plano. E isto, não tenho dúvidas, só valerá para aqueles que fizerem concurso e forem nomeados no futuro. E, sabem quando isto vai acontecer?

É só olhar para a política dos governos neoliberais. Eles não fazem concurso. Eles enxugam o Estado. Eles defendem um Estado mínimo. Logo, com Yeda não terá concurso, só terá contratações. Mesmo porque, Yeda, na vontade dos gaúchos só será governadora até 31 de dezembro de 2010.

Então, devagar com o andor, que o santo é de barro. E, lamentavelmente a mídia embiragada distribui um veneno como se fosse remédio.
Pense nisto, enquanto há tempo!
Ora,


*Claudio Sommacal é Professor e Jornalista

No Meu Plano NINGUÉM Mexe!

TÍTULO II
DA CARREIRA DO MAGISTÉRIO
CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS BÁSICOS


Art. 3º - A Carreira do Magistério Público Estadual tem como princípios básicos:
I - Profissionalização, entendida como dedicação ao Magistério, para o que se tornam necessárias:
a) qualidades pessoais, formação adequada e atualização constante, objetivando o êxito da educação e acessos sucessivos na Carreira;

b) remuneração condigna que tenha em vista a maior qualificação em cursos e estágios de formação, aperfeiçoamento e especialização, sem distinção de graus escolares em que atue o pessoal do Magistério e que lhe assegure "status" econômico e social compatível com a dignidade, peculiaridade e importância da profissão que exerce, permita-lhe dedicação ao Magistério e possibilite-lhe o aperfeiçoamento contínuo;
 

c) existência de condições ambientais de trabalho, pessoal coadjuvante qualificado e material didático adequado;
 

II - Paridade de remuneração com a de outros profissionais ocupantes de cargos em que se exija qualificação análoga ou equivalente, respeitadas as peculiaridades e o regime de trabalho;
 

III - Progressão na Carreira, mediante promoções alternadas por merecimento e antigüidade;
 

IV - Valorização da qualificação decorrente de cursos e estágios de formação, atualização, aperfeiçoamento ou especialização.
[...]
LEI Nº 6.672, DE 22 DE ABRIL DE 1974.
(atualizada até a Lei nº 12.443, de 03 de abril de 2006)
Estatuto e Plano de Carreira do Magistério Público do Rio Grande do Sul.
http://www.al.rs.gov.br/legiscomp

Pressão contra reajuste salarial

Policiais e professores ameaçam entrar em greve

Brigadianos e professores ameaçam entrar em greve nos próximos dias, em protesto aos projetos de reajuste salarial do governo do Estado. Ontem, cerca de 40 policiais militares de Santa Maria, que participaram de uma reunião para avaliar o índice salarial, decidiram apoiar a proposta de paralisação defendida pela Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar. O projeto para os servidores da segurança foi na quarta-feira para a Assembleia Legislativa.

A reivindicação é para que o reajuste se estenda a todos os policiais militares. O presidente da associação, Leonel Lucas, diz que a proposta deixa de fora os soldados que estão há mais de três anos na corporação, além de sargentos, tenentes e capitães. Além disso, os policiais reclamam do aumento da contribuição previdenciária. Pela proposta, o percentual passaria de 7,2% para 11% do salário.


– Além de não dar aumento, ainda vai nos tirar dinheiro com o projeto (da contribuição). Já fizemos greve em 1997, e está se encaminhando para fazermos de novo – diz Lucas.

À tarde, na Capital, o presidente da associação conseguiu, com a ajuda de deputados governistas, marcar para segunda-feira uma audiência com o chefe da Casa Civil, o caçapavano Otomar Vivian. Lucas pretende pressionar Vivian para alterar o projeto.

Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia, o deputado Nelson Marchezan Júnior (PSDB) acredita que os projetos que chegaram na Casa são um avanço, porque aumentam os salários dos que ganham menos. No entanto, ele reconhece que algumas categorias não foram contempladas. Para isso ocorrer, ele diz que é preciso que os deputados não aprovem os projetos que dão reajuste aos que ganham altos salários. Assim, o Estado teria verba para dar aumento a outras categorias.

Já o deputado santa-mariense Fabiano Pereira (PT) diz que, ao oferecer 19% aos oficiais superiores e não incluir um aumento para os cabos, sargentos, tenentes e capitães, a governadora estará favorecendo quem ganha mais. Fabiano afirma que a oposição deve fazer uma pressão, sugerindo emendas ao projeto, na tentativa de contemplar todos os policiais.

Professores – Sem ainda conhecer o projeto de reajuste, o Cpers/Sindicato também fala em greve, caso o governo mande a proposta para a Assembleia sem negociação. Na quarta, representantes do sindicato se reuniram com o secretário de Educação, Ervino Deon, mas ele não apresentou a proposta. A presidenta do sindicato, Rejane Oliveira, diz que Deon foi avisado de que se o projeto for para a Assembleia sem o conhecimento da entidade, a greve estará anunciada. Ele prometeu negociar com a categoria.

priscila.abrantes@diariosm.com.br
http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,43,2715962,13518

Professores defendem plano de carreira e piso salarial
Os professores dos 15 municípios de abrangência do 18ª Núcleo do Cpers/Sindicato participam de uma assembleia regional na próxima terça-feira. O encontro acontece às 17 horas, no auditório da Faculdade Dom Alberto. Em pauta estará a defesa do plano de carreira e do piso salarial nacional. Na sexta-feira que vem, a categoria se reúne em assembleia geral, a partir das 13h30, no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre.

O diretor do 18º Núcleo, Jânio Weber, ressalta que o aumento de R$ 950,00 para R$ 1,5 mil (40 horas/aula), proposto pelo governo do Estado, será um teto e não o básico. “Desconsidera a avaliação por merecimento e tempo de serviço. Congela praticamente o salário dos servidores”, avalia. Segundo ele, um dos itens do novo plano de carreira, que será encaminhado nos próximos dias e votado pela Assembleia Legislativa até o fim do ano, não estabelece critérios de reposição das perdas salariais.

Conforme Weber, a falta de diálogo com o Piratini é um sinal de alerta para uma forte mobilização dos professores. “Ou o governo senta para discutir com a categoria ou sofrerá as consequências”, ameaça. O diretor afirma ainda que os deputados da base aliada também são responsáveis por achar uma solução para debater o plano antes do envio ao Legislativo.

De acordo com Weber, há diretores e professores que “estão na escola por amor à camiseta”. A equipe da direção estadual do Cpers/Sindicato, presidida por Rejane de Oliveira, esteve reunida com o secretário de Educação, Ervino Deon, na tarde da última quarta-feira. Os representantes queriam ter acesso ao projeto de valorização do servidor público, mas não obtiveram sucesso. Deon afirmou que pretende apresentar as propostas ao sindicato numa próxima audiência, quando o documento estiver concluído.

Os dirigentes sindicais se mostraram contrários aos pontos do projeto já divulgados. Deixaram claro, por exemplo, que não aceitarão a implantação da meritocracia na educação pública. As secretarias estaduais da Fazenda e do Planejamento também estão envolvidas na discussão das propostas. O diretor do 18º Núcleo espera uma alternativa para que não haja prejuízos à comunidade escolar. “Poderemos até nem fechar o ano. Queremos alertar a sociedade que não é verdade isso que o governo está dizendo”, ressalta.

Roberto Patta
roberto@gazetadosul.com.br
http://www.gazetadosul.com.br/default.php?arquivo=_noticia.php&intIdConteudo=123163&intIdEdicao=1937

Umas que outras

Convite
Fazendo parte da Programação da Jornada Roessler 2009, a Prefeitura Municipal de São Leopoldo, por intermédio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente têm a honra de convidar Vossa Senhoria para participar das Atividades seguintes:

- Ato de Apresentação da proposta do Monumento em homenagem a Henrique Luiz Roessler, pelo escultor Walter Frasson.

-  Apresentação do Projeto do Museu do Rio dos Sinos.

- Apresentação dos Projetos da 3ª etapa do Parque Imperatriz Leopoldina.

A realizar-se no dia 16 de Novembro de 2009, às 19:00 horas, no Parque Natural Municipal Imperatriz Leopoldina.

Contamos com a Participação de Todos!!
Por Suzane Whongon

Golpe de Mestre

A coluna do carteiro do PIG guasca é simplesmente uma piada. O carteiro abre sua coluna com um título bombante "Golpe de mestre" e discorre sobre o "revolucionário projeto de Yeda para o funcionalismo  e já no primeiro parágrafo dispara: [...Notícias que me chegam do Interior dizem que uma verdadeira euforia tomou conta das professoras, que nunca tinham tido um reajuste de tal proporção em seus salários.] e quase ao final abre seu coração [....Nunca houve algo igual no Estado. Eu fui funcionário público e sei quanto isso influi e de que maneira no espírito dos servidores. A governadora vai virar ídolo para eles.] Segundo Il Postino, com essas medidas, Yeda asfalta definitivamente sua reeleição.
Bem ! Na minha opinião, ''golpe de mestre realmente a turma dela deu'', mas foi no Detran e ''no desvio dos recursos da merenda escolar de Canoas na gestão do PSDB''. Golpe de Mestre é ''a imprensa encobrir'' um governo que não resistiria a uma simples acareação na CPI da Corrupção com a presença de ex-membros de seu governo. Golpe de Mestre é um Estado que ''deixa de investir metade dos recursos da saúde'' e que não tem nenhum, repito, nenhum programa social em atividade; Golpe de mestre é ter uma ''casa comprada'' que até hoje paira dúvidas sobre a origem do dinheiro; Golpe de mestre é ter um governo que '''fecha escolas em nome do déficit zero''';Golpe de mestre é ter um governo que ''gasta R$ 150 milhões em propaganda'' apenas em 2008; Golpe de mestre é ter um governo que ''deixa a segurança pública a mercê da bandidagem''; Golpe de mestre é ter um telefone 190 que ''não atende''; Golpe de mestre é ter ''estradas estaduais esburacadas''; Golpe de mestre é propor que os ''pedágios fossem prorrogados por mais 20 anos''; Golpe de mestre é se eleger com o discursos de redução de impostos e ''pedir tarifaço 15 dias depois''; Golpe de mestre é ter pessoas do seu próprio governo denunciando ''atos de corrupção de de uso de caixa 2'' na campanha eleitoral.
Enfim, em apenas três anos fomos realmente golpeados por essa turma com a ajuda do Partido da Imprensa Golpista.
Enviado por Paulo Dapper

Governo Serra frustra municípios e ignora Marcha Paulista
Pela segunda vez em menos de 3 meses as cidades tentam em vão uma aproximação maior com o governo

Nem o governador José Serra e nem o seu secretariado compareceram às discussões promovidas pelos municípios participantes Marcha Paulista em Defesa dos Municípios realizada na Assembleia Legislativa do Estado nos dias 11 e 12. A atitude do governo de ignorar o movimento frustrou os quase 100 prefeitos que durante dois dias participaram dos debates e reforçou o argumento deles de que não há diálogo entre as cidades e o governo do Estado.
[...]
http://www.jornalnanet.com.br/Exibir/?Noticia=235

Vigas de construção de viaduto do Rodoanel caem sobre rodovia
Pista da Régis no sentido São Paulo foi interditada; há feridos.
Três vigas de sustentação de um viaduto em construção do Trecho Sul do Rodoanel Mário Covas desabaram, por volta das 21h10 desta sexta-feira (13), e atingiram um caminhão e dois carros que passavam pela Rodovia Régis Bittencourt. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o acidente ocorreu no km 279 da Régis, na região de Embu, na Grande São Paulo.
[...]
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1378871-5605,00-VIGAS+DE+CONSTRUCAO+DE+VIADUTO+CAEM+SOBRE+PISTA+DO+RODOANEL.html

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Pacote do Mal

Siden Francesch do Amaral*

Confesso a vocês que no momento de intitular esse artigo fiquei em dúvida, pois outra expressão caberia perfeitamente ao mesmo. Sim, no meu entendimento, serviria com perfeição o título Maldades de Final de Ano (Parte II).  Devo dizer ainda,  que a inspiração para ambos os títulos vieram da mídia tradicional, porém de forma antagônica. Percebam, logo, que não estou sendo original, mas por favor, compreendam que, também é uma forma de ironizar as inverdades que giram no mundo  das notícias.

Pois, logo após o anúncio do pacote da governadora, naveguei na internet em busca de informações e fiquei embasbacado com as  manchetes que encontrei em diversos jornais virtuais. Declino algumas  para vocês também se deliciarem:

“Bondades de Final de Ano;  Pacote do Governo valoriza os servidores;   O  Pacote do Bem”.

Então, pensei ou esses formadores de opinião, muitos deles arrogantes,  estão mal informados ou são tendenciosos. O grande paradoxo é que o fenômeno parte de setores cuja função é, ou deveria ser, esclarecer a opinião pública. O que ocorreu na verdade foi um desserviço à informação. Mas, esse assunto por ser complexo, amplo, pretendo escrever sobre ele em outro artigo.

Examinando o pacote de YEDA é evidente que de bondade não tem nada. Nem muito menos pode ser denominado como algo do bem. Mais uma vez, o governo tucano, esses dinossauros da política econômica neoliberal, tenta meter a mão no Plano de Carreira dos Educadores e transformar o Piso Nacional numa caricatura irreconhecível.

Na verdade,  o Pacote do Mal de YEDA  nivela por baixo,  sendo que educadores com melhor formação e já com algum tempo de docência terão reajuste Zero.  As medidas propostas pelo governo do Estado ignoram  a qualificação diferenciada dos professores, passa uma régua sobre o tempo de serviço dos educadores, deletando, sem o mínimo constrangimento, as conquistas do nosso Plano de Carreira. Simultaneamente, transforma o Piso nacional  em, praticamente, salário máximo. Como diz, o adágio popular, “com apenas uma cajadada, mata dois coelhos”. Ou seja, com as maldades contidas no Pacote de final de ano,  YEDA converte o Piso Nacional e o Plano de Carreira dos educadores em pó.

As propostas contidas “nas maldades de final de ano” são ruins inclusive àqueles que ora poderão ser beneficiados, pois anula qualquer perspectiva de avanço na carreira no futuro. Logo,  esse governo viciado no Zero, potencializa a esse número, as possibilidades de melhoria salarial  dos educadores no momento beneficiados.

Assim, o governo tucano, novamente, quer transformar as festas natalinas dos educadores, num filme de terror, elencado por personagens macabros, cujo final pode ser lúgubre aos educadores,  se estes não forem à luta, inclusive à Greve, mostrando ao Governo do PSDB, mais uma vez, que o Rio Grande do Sul, não é São Paulo, nem Minas Gerais.

Quanto ao 14º salário, esse é outro engodo, malabarismo esquizofrênico da Meritocracia, em que a maioria dos que estão na ativa nunca é contemplada e os inativos são,  literalmente,  esquecidos. Por falar em Meritocracia, esse é um subterfúgio  perverso criado pelos tucanos, para não discutir com seriedade a questão salarial dos trabalhadores.  É outra tentativa para dissimular a sua política de Estado mínimo aos que produzem o conhecimento, as riquezas e Estado Máximo para empresários e sonegadores.  Vale ainda acrescentar, quanto ao famigerado 14º salário, numa oportunidade que estive em Brasília pela Luta do Piso Nacional, conversando com professores de São Paulo e Minas, esses me diziam que  nunca “viram a cor do dinheiro”, sendo que a justificativa governamental era que ou a Escola não tinha cumprido as Metas ou professores, por estarem doentes, tiveram uma ou outra falta.

Finalmente, pelo exposto é enganoso dizer que o Pacote de YEDA valoriza os servidores. A nossa única saída é lotarmos o Gigantinho no próximo dia 20, se necessário partirmos ao confronto, inclusive, inviabilizando o ano Letivo. Toda a responsabilidade caberá ao governo, que mais uma vez, ao apagar das luzes do ano e as vésperas do cumprimento da Lei do Piso Nacional parte a  provocações à categoria. Novamente,  subestimam nossa capacidade de resistência. Boa Luta a todos!

*Siden Francesch do Amaral é Professor, escritor e Diretor no 14 Núcleo-Cpers/Sindicato

Piso-teto de R$ 950

Pela quarta vez nosso Núcleo compareceu na Assembléia Legislativa, para acompanhar a reunião da Comissão de Serviços Públicos que irá apreciar o PL 284, que estabelece o Piso-teto ao Magistério de R$ 950,00 (aquele mesmo que nos empurrou para a greve há um ano atrás). Mais uma vez a sessão não teve quórum.

Na próxima quinta estaremos lá novamente, lotando a sala de reuniões, à fim de intimidar a base do governo, de maneira especial o Deputado da nossa região conhecido como Fischinha. Parabéns aos Professores e Funcionários que encheram a Van e foram à Luta em defesa da Nossa Categoria na Região do Vale do Sinos, Caí e Paranhana!!!

DIÁLOGO ZERO

REUNIÃO DA DIREÇÃO DO CPERS/Sindicato com o Secretário de Educação

Nesta quarta-feira, (11/11/2009) a Direção do CPERS  reuniu-se com Secretário de Educação para ouvir deste,  que aquela Secretaria não tinha nada a apresentar aos educadores. Até aí nenhuma novidade, pois o Governo YEDA nesses 35 meses de (des)governo só destruiu a educação dos gaúchos. Em total desrespeito aos educadores,  o Secretário disse que o projeto seria discutido direto na Assembléia Legislativa. Essa é a nova forma de dialogar de YEDA.... Assim, YEDA após inventar a Escola de Lata, bibliotecas  e laboratórios fechados, o Vale Refeição Sal  e  Água e outras mazelas, agora,  inventa o Diálogo Zero aos professores e funcionários de Escolas. Realmente, é um governo obcecado pelo Zero. Zero também deve ser a avaliação de seu governo pela população. Esse governo tucano não engana mais ninguém.


Por Siden Fracesch

Instituições escolares estaduais estão sem merenda em São Leopoldo
"Não tem leite e nem bolacha", afirma a diretora do colégio Polisinos.

Da Redação
   
São Leopoldo - As escolas estaduais em São Leopoldo estão sem merenda. A verba deveria ter sido repassada até 23 de outubro, o que não aconteceu. De acordo com a diretora Maria Medianeira, da Escola Estadual Polisinos, cerca de 400 alunos estão sem merenda desde segunda-feira. "Não tem leite e nem bolacha", afirma. A escola Pedro Schneider está se mantendo com doações. "Ainda não recebemos a verba deste mês", conta o Vice-Diretor, Cássio Ritter.

http://www.jornalvs.com.br/site/noticias/ensino,canal-8,ed-149,ct-730,cd-227610.htm

Arqueólogos anunciam descoberta de nova espécie de dinossauro
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=191658

Piratini encaminha projetos de reajuste dos servidores da segurança pública
Caso propostas sejam aprovadas, Estado gastará R$ 118 milhões a mais por ano

O governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa quatro projetos que irão reajustar os salários dos servidores da segurança pública, na tarde desta quarta-feira. Todas as propostas foram encaminhas em regime de urgência.
[...]
Segundo a governadora Yeda Crusius a modificação premia os servidores pela melhora nas contas públicas do Estado.
[...]
ZEROHORA.COM

Do blog da Rosane (Zero Hora)
Desafio aos governistas

Vice-líder da bancada do PT na Assembléia, o deputado Raul Pont desafiou os parlamentares a calcularem o real efeito da proposta da governadora Yeda Crusius no salário dos servidores:

— Não é verdade que a oposição só critica, mesmo quando existe aumento de salário. O que estamos dizendo é que não é aumento salarial. Trata-se de uma peça enganosa. Não é verdade que o funcionalismo terá ganho financeiro.

Pont diz que a repercussão financeira do pacote anunciado pela governadora Yeda Crusius é insignificante para o magistério.

— Serão apenas R$ 38 milhões por ano, conforme divulgou o próprio governo. E isto representa 1% da despesa de pessoal da Secretaria da Educação prevista no orçamento de 2010. Os servidores terão prejuízos. A proposta retira avanços _ disse Pont.

Na avaliação do deputado, o pacote "rebaixa o valor e as condições de implantação do piso nacional ao estabelecer como conceito de piso estadual a soma de todas as vantagens e não a premissa do piso nacional definido como vencimento inicial para o magistério". Raul Pont defende a implantação do piso nacional para os professores e critica a governadora por estar contestando a Lei do Piso no Supremo Tribunal Federal.

http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&tp=&section=Blogs&blog=218&tipo=1&coldir=1&topo=3951.dwt

Pais querem professor mais motivado e competente, diz estudo
Manter os professores motivados e garantir que eles sejam competentes são os direitos mais importantes ligados à educação, destaca pesquisa divulgada nesta quarta-feira (11) pelo Movimento Todos pela Educação. Intitulado A Participação dos Pais na Educação de seus Filhos, o estudo constatou que um em cada quatro entrevistados acredita que um professor bem capacitado é o fator mais importante para assegurar a boa educação das crianças e jovens do país. 

Além da capacidade do professor, os entrevistados destacaram serem importantes para a educação a garantia de vagas nas creches e escolas (opinião de 22% do total de entrevistados nas regiões metropolitanas e de 19% no interior), o reforço escolar contínuo ao longo do ano para os alunos com dificuldades (12% nas regiões metropolitanas e 14% no interior) e a presença de transporte gratuito para os alunos quando as escolas forem distantes (8%, tanto no interior quanto nas regiões metropolitanas).

A pesquisa foi desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e feita por telefone com 1.350 pessoas de nove regiões metropolitanas brasileiras - Bahia, Ceará, Pernambuco, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo - e de alguns municípios com mais de 50 mil habitantes.
[...]

Bancos privados podem disputar previdência de servidores, diz Bernardo

Congresso promulga proposta que dá mais recursos para a Educação
Em sessão solene, o Congresso Nacional promulgou nesta quarta-feira (11) a proposta de emenda à Constituição (PEC 59/09) que garante o fim do corte de recursos orçamentários destinados à educação. A PEC retira, gradativamente, a Desvinculação das Receitas da União do orçamento da Educação, até não mais ser cobrada, em 2011. Atualmente, o governo federal pode reter 20% de toda a arrecadação.

O fim da DRU na Educação será gradativo: de 12,5% este ano, de 5% em 2010, e, a partir de 2011, deixará de incidir. A previsão é que com a extinção da desvinculação, a Educação deve receber a mais somente este ano cerca de R$ 4 bilhões, de um total previsto de R$ 41 bilhões. No ano que vem, o fim da DRU representará a injeção de novos R$ 8 bilhões para o ensino.
[...]

TCU identifica 472 servidores ganhando acima do teto
A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) na folha de pagamento do Senado identificou que 472 funcionários recebem salários acima do teto constitucional de R$ 25,7 mil, muitos deles beneficiados por manobras como a gratificação criada em 2003 por ato secreto.
[...]

http://www.camera2.com.br/noticias.php?limpa_sql=0

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uma História de Lutas e Conquistas!


O Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul – Sindicato dos Trabalhadores em Educação - CPERS/Sindicato, foi fundado em 21 de abril de 1945. Tem 64 anos de lutas e conquistas. A sede é em Porto Alegre, tendo 42 Núcleos distribuídos em todo o Estado do RS. O CPERS/Sindicato é o segundo maior sindicato da América latina e um das mais importantes entidades sindicais do País.
O quadro social é formado por professores e funcionários das escolas públicas estaduais do Estado do Rio Grande do Sul. Atualmente a entidade conta com mais oitenta e sete mil associados.
Em Três de Maio, está situado o 35º Núcleo do CPERS/Sindicato, que foi fundado no dia 03 de maio de 1982.
O CPERS/Sindicato foi fundado, para representar os trabalhadores em Educação nas suas lutas, por acreditar que a união é fundamental para conquistar os direitos e garantir uma educação pública de qualidade. A luta inclui merenda de qualidade, repasse de verbas para as escola, e qualidade de vida e dignidade da categoria e do ensino público.
O sindicato sempre tomou a frente das lutas sociais. Durante estes 64 anos de história, muitas foram as conquistas dos Educadores e do CPERS/Sindicato.
Abaixo estão relacionadas algumas conquistas dos Trabalhadores em Educação.

1979 - Não suportando mais as injustiças, os educadores fazem a primeira greve de sua história. Foram 13 dias de greve, estava em jogo mais do que um aumento: estava em jogo a dignidade, a luta pela democracia, era momento de elucidar a crise social gerada pelas distorções de uma política econômica concentradora da renda nacional.

1980 – A categoria realizou 21 dias de greve. As principais conquistas foram percentuais de reajuste, 2,5 salários mínimos de base, 25% do orçamento para a Educação, o que é muito importante para investimento em melhorias nas escolas, instalações, laboratórios, etc e participação no Conselho Estadual de Educação.

1981 – 1984 – Mobilizações pela conquista da aposentadoria aos 25 anos de serviço para mulheres e 30 anos para homens, assegurada na Constituição de 1988. Nesse período o CPERS também participou dos fóruns nacionais de trabalhadores e da luta pelas “Diretas Já”. Foram manifestações pela volta da democracia ao Brasil.

1985 – Foram 60 dias em greve que asseguraram pagamento do 13º salário, eleições para diretores de escola, 35% da receita dos impostos para a Educação.

1987 – Maior paralisação dos educadores gaúchos: 96 dias. Conquistas: garantia do Plano de Carreira e garantia de emprego aos contratados.

1988 – Em 1988 lançou a campanha “de olho na Constituinte”, quando era escrito o conjunto de leis máximas da nação depois de duas décadas de ditadura militar, cuja repressão também foi sentida pela entidade representativa da categoria, Esta campanha foi para garantir o direito de todos os trabalhadores. Agora estão tirando férias, 13º, FGTS, Licença Gestante, etc.

1989 – 42 dias de greve para conquistar reajuste, publicação e pagamento das alterações de níveis, nomeação de três mil professores e agilização do pagamento do difícil acesso, cronograma para regularizar promoções.

1990 – Outra greve para exigir compromissos que não foram cumpridos. Dessa vez foram 58 dias.

1991 – A segunda maior greve da categoria durou 74 dias. A proposta do governo de abono foi derrotada e surgiu a mobilização da comunidade em defesa do ensino.

1992 – Luta da comunidade escolar contra o calendário rotativo. Nesse mesmo ano houve as grandes mobilizações “Fora Collor”.

1993-1995 – O CPERS integra o “Movimento Resgate da Qualidade de Ensino”, em aliança com os demais setores da comunidade escolar e da sociedade civil.

1996 – I Congresso do CPERS. A entidade filia-se à CUT.

1997 – São realizadas várias greves, paralisações e reduções de períodos. São lutas contra a municipalização do ensino, em defesa do Plano de Carreira e pelo cumprimento da lei salarial. CPERS/Sindicato participa da ocupação na Assembléia Legislativa contra a privatização da CRT. Também ocorrem protestos da Brigada Militar e contra a doação de verbas públicas para montadoras. O dinheiro dado para grandes empresas falta para saúde, segurança, educação e investimentos para gerar emprego

1998 – II Congresso do CPERS. Caravanas por todo o Estado com o tema “Lutar para Mudar”, denunciando a ataques à educação e a política de privatizações. O Sindicato também participou do movimento de denúncia da Reforma da Previdência, que retirava direitos dos trabalhadores. No RS, fez várias atividades em defesa do IPE.

1999 – Participação da Greve Geral de 10 de novembro. Em todo país, os trabalhadores realizaram protestos contra a política do governo FHC. Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Escola Pública promovida pelo CNTE.

2000 – III Congresso do CPERS. Greve de 32 dias que conquistou o retorno do Plano de Carreira, reajuste salarial e do vale refeição, pagamento de promoções e elaboração do Plano de Carreira dos Funcionários de Escola. Participação no Plebiscito Nacional da Dívida Externa.

2001 – Marcha sobre o Rio Grande com atividades em 18 regiões. Essa mobilização garantiu reajuste salarial, fim da sobreposição de níveis, incorporação do abono e criação de um seguro contra a inflação (gatilho) e Plano de Carreira dos Funcionários de Escola. Marcha Nacional em Defesa da Educação promovida pela CNTE, Campanha contra a greve no Afeganistão, Solidariedade à greve dos servidores federais, I Fórum Social Mundial da Educação. IV Congresso do CPERS.

2002 – II Fórum Social Mundial. Participação na Marcha dos Sem com eixo de luta contra a ALCA. Paralisação Nacional contra as mudanças na CLT. Realização de campanhas de esclarecimento e debates nas eleições para presidente e governador, contrapondo-se aos projetos de orientação neoliberal.

2003 – II Fórum Mundial da Educação e III Fórum Mundial Social. Mobilização contra a retirada dos direitos dos trabalhadores na Previdência e Plenária Estadual com demais servidores para debater a Reforma. Participação nas mobilizações contra a guerra no Iraque.

2004 - O resgate da qualidade de ensino aparece como um dos pilares das reivindicações do CPERS desde sua fundação. São 59 anos de conscientização não apenas da categoria, mas da sociedade gaúcha da necessidade de valorizar o trabalhador em educação, já que dele depende o futuro dos que estão nos bancos escolares.

É justamente este espírito de luta que conseguiu mobilizar professores e funcionários de escola a paralisarem suas atividades por um mês nesse início de ano letivo. Principalmente para garantir IPE, Plano de Saúde e Previdência de qualidade e pública. Se o IPE quebrar, funcionários públicos irão para o SUS e este já não consegue atender a procura por serviços médicos e hospitalares, ficando pior para todo o povo gaúcho.

2006 - 37 dias de greve, a categoria conquista reajuste de 8,57%, parcelado em 5 vezes, publicação das promoções do professores referente a 2001 e compromisso de garantir a promoção dos funcionários de escola de 1999, atualização dos repasses para as escolas, suspensão dos contratos de gestão e do processo de municipalização.

2008 - Greve no final do ano, obrigando a retirada do projeto que criava o piso salarial estadual e alterava o Plano de Carreira do Magistério.

2009 - Lançamento da campanha "Fora Yeda - Ela não pode continuar", com outras entidades de servidores públicos, denunciando as mazelas do governo estadual, envolvido em denúncias de corrupção e outras irregularidades. Luta pela manutenção do Plano de Carreira, ameaçado de alterações pelo governo Yeda.

Fonte: http://cpers35.com.br/historia.htm

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Assembleia Legislativa recebe hoje os projetos de reajute

Entre outras medidas propostas ao Legislativo estão o fim da licença-prêmio e uma PEC para incluir critérios de meritocracia
[...]
"As modificações no marco legal e no Estatuto não se aplicam automaticamente às carreiras, dependem de lei específica. Vamos iniciar de forma gradual, com a criação da carreira de Gestor Público", garantiu o secretário.

O novo cargo, chamado de Analista de Planejamento, Orçamento e Gestão de Políticas Públicas, será a primeira experiência e também precisará passar pela Assembleia. Estão previstas 150 vagas no regime de meritocracia.
[...]
Ainda no tópico Estatuto do Servidor, o governo pretende adequar a licença-prêmio às regras federais. A licença de até 3 meses, concedida a cada três ou cinco anos, conforme o órgão, seria eliminada. [...]

Mais no Jornal do Comércio http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=12046&codp=25&codni=3

NÃO É REAJUSTE! É ABONO!

Yeda não concedeu nenhum reajuste ao magistério, nem sequer repôs as perdas com a inflação, são 3 anos que a categoria vê seus salários diminuírem.

Acuada pela pressão do magistério e sem coragem para dizer não ao reajuste dos altos salários do judiciário, a governadora tenta aplicar mais um golpe na sociedade gaúcha. O anúncio do pacote salarial tenta dividir a categoria e ganhar apoio popular,  poucos serão atingidos com o abono, e com isso tenta melhorar sua imagem com a opinião pública.

Na verdade o que está por trás desta política de Yeda é mais uma tentativa de acabar com os planos de carreira do funcionalismo. Esta é a principal intenção deste governo, que  compra pufes com  dinheiro público e nomeia desembargadores alinhados com o PSDB, trocar os planos de carreira pela meritocracia, um prêmio por produtividade, que não leva em conta as dificuldades diárias encontradas, principalmente pela falta de investimentos nas áreas sociais. A eficiência do serviço prestado a sociedade, que é o argumento para tal política, depende da valorização dos trabalhadores e do atendimento das demandas de quem vive o problema no dia a dia.

O que o novo pacote apresenta é uma elevação do completivo. Ou seja, somando todo o vencimento e gratificações o salário final deve ser de R$ 1.500,00 para regime de 40h. portanto a imensa maioria da categoria (85% dos educadores)  que está nos níveis 5 e 6 da carreira continuará sem nenhum reajuste.

Já o prêmio ou 14° salário segundo o próprio governo, só se o “Estado estiver com as contas equilibradas”. A Yeda esta colocando uma cerejinha em cima do bolo podre, o chamado  14° salário não passa de um ridículo abono com critérios incertos e suspeitos.

Esta política vai  premiar alguns poucos, além disso os aposentados estariam fora.

Este pacote esta para ser apresentado a Assembléia Legislativa, como não podemos confiar nos deputados, teremos que lutar mais uma vez para mantermos nossas conquistas.

Portanto é hora de intensificarmos a luta. Precisamos construir uma grande Assembleia Geral no próximo dia 20/11, para discutirmos nossas estratégias de luta, e a greve pode ser a principal alternativa!

Manoel Fernandes

Diretor Geral do 22° Núcleo CPERS/Sindicato

NOTA DA DIREÇÃO DO CPERS/SINDICATO

No dia 5 de novembro a governadora Yeda Crusius anunciou, pela imprensa, que irá encaminhar projetos à Assembléia Legislativa com propostas de modificações nas carreiras e na forma de remuneração dos servidores públicos.

Os projetos não foram apresentados ao CPERS/Sindicato, num claro desrespeito à nossa entidade. Mas as informações divulgadas nos meios de comunicação através de manifestações da governadora e de secretários de estado indicam que:

1 - O governo pretende instituir o valor de R$ 1.500,00 como remuneração mínima e não como básico do nosso Plano de Carreira;

2 - Yeda também deseja estabelecer a remuneração por mérito, através de mecanismos de avaliação e cumprimento de metas de gestão, como se a escola fosse uma empresa;

3 - O governo condicionará futuros reajustes ao superávit na arrecadação do estado;

4 - A proposta também deixa clara a intenção do governo de simplesmente excluir os aposentados de qualquer possibilidade de reajustar seus vencimentos.

Ao contrário do anunciado, os projetos do governo não concedem qualquer reajuste salarial e têm como única finalidade mascarar o desmonte das carreiras da categoria.

O governo mais uma vez tenta enganar os trabalhadores em educação e a sociedade. Pretende acabar com as carreiras dos educadores criando para isso um abono salarial, pois não reajusta o vencimento básico das classes e dos níveis.

Ao propor a remuneração através da meritocracia, ignora a falta de estrutura e de investimentos na educação, o sucateamento das escolas e as enormes desigualdades, sociais e econômicas existentes entre as diferentes regiões e mesmo entre municípios. Com este mecanismo, apenas alguns poderiam receber o dito “14º salário”, sem contar que os aposentados estariam fora.

O CPERS/Sindicato repudia qualquer iniciativa que invista contra os planos de carreira e também que exclua os aposentados, bem como propostas que discriminem algum trabalhador em educação.

Portanto, o CPERS/Sindicato denuncia a propaganda enganosa do governo ao anunciar que esta criando uma nova e vantajosa matriz salarial para o magistério e também o método golpista de tratar a categoria, pois anuncia medidas que trarão duras conse-qüências para todos, poucos dias antes da audiência marcada com a direção da entidade.

Na realidade, Yeda aumenta as distorções salariais, pois enquanto ataca os trabalhadores em educação, arrochando os salários, concede substanciais aumentos para os que estão no topo da pirâmide, como delegados, coronéis, Tribunal de Contas, procuradores, secretários e até mesmo o seu próprio salário.

Por estas razões, convocamos todos para, uma vez mais, se mobilizar na defesa dos nossos direitos, exigindo a implantação imediata do Piso Salarial Nacional como básico do nosso Plano de Carreira, rejeitando a proposta do governo e exigindo reajustes que recomponham as perdas salariais para todos os trabalhadores em educação do Rio Grande do Sul, pois os professores e os funcionários de escola vivem o mais brutal arrocho dos últimos anos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Em reunião nesse Domingo à noite, mantivemos a Agenda de mobilização. Todos na Assembleia Geral da Categoria!

Parlamantares passam na Câmara às quintas só para bater ponto e garantir salário

Cada ausência em sessão deliberativa pode representar de R$ 800 a R$ 1000 de desconto no contra-cheque. Parlamentares aparecem só para bater ponto e depois seguem para seus estados.

http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=191238

sábado, 7 de novembro de 2009

A meritocracia tucana já deu certo em algum lugar? Quem souber que nos avise

As “páginas amarelas” da revista Veja, edição nº 2136, de 28 de outubro de 2009, publicou entrevista com o atual secretário da educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, sob o título “Contra o corporativismo”. O ex-ministro de FHC utilizou-se da velha tática tucana de acusar os trabalhadores em educação - mais especificamente seus Sindicatos - para se escusar do vexame em que as administrações do PSDB estão expostas, no caso de São Paulo e nos 8 anos à frente da União, em matéria de educação básica. Em resumo, para o Secretário, hoje, a educação paulista mantém resultados pífios de avaliação porque os professores são desatualizados, acomodados, faltosos e não admitem ser avaliados. Só por isso!

O primeiro fato interessante desse episódio refere-se à fonte da informação. A mencionada revista semanal transformou-se num dos principais porta-vozes do combalido neoliberalismo, junto com outros veículos de comunicação da “grande mídia”. Embora alardeiem o contrário, os interesses desses veículos fundam-se na defesa de classe a que pertencem seus proprietários. E, como bem sabemos, distribuição de renda via acesso qualificado à educação pública nunca foi prioridade das elites econômicas do país. Isso explica a ênfase que o periódico deu à tese ultrapassada do ex-ministro e atual secretário de educação, que faltou com a verdade ao afirmar que a meritocracia com o viés neoliberal - isso porque existem várias formas de se avaliar o mérito - é unanimidade entre os especialistas em educação do mundo todo.

Não é preciso ser um grande entendedor de educação para saber que seu desenvolvimento se faz com profissionais bem formados, estimulados e reconhecidos socialmente; com boas condições de trabalho; com infraestrutura compatível às demandas dos níveis, etapas e modalidades de ensino; com gestão democrática que priorize a participação direta da comunidade escolar nas decisões da escola e dos sistemas de ensino; e com financiamento compatível para sustentar essas premissas e outras políticas complementares ao ensino regular. Entre estas últimas, que são essenciais do ponto de vista social, destacam-se o amparo à infância e à juventude; a sustentabilidade às famílias para manterem seus filhos na escola; a saúde bucal, oftalmológica e a prevenção às doenças relacionadas à higiene e às DST/AIDS; além da violência que se relaciona diretamente ao uso e ao tráfico de drogas.

Porém, para o secretário Paulo Renato, a ‘culpa’ das mazelas educacionais de SP está no corporativismo sindical. Trata-se, sob a lógica do compromisso social, de uma visão medíocre sobre a abrangência das políticas públicas, típica de quem não consegue ou não quer - por conveniência - enxergar as coisas sob uma ordem sistêmica, tal como se deu na gestão em que foi Ministro de Estado e que optou pelas políticas fragmentadas, desconexas e restritivas de direitos.

Em sua entrevista, o secretário Paulo Renato deixou cair a máscara e expressou o projeto de educação que defende para a classe trabalhadora e seus filhos (principais usuários da escola pública). Ele traduziu com clareza o conceito das políticas que seu partido tem implementado há quatro gestões no governo do Estado. E nós perguntamos: a população paulista, os redatores e os leitores de Veja estão satisfeitos com os resultados da educação pública estadual? A política de bônus e de gratificações, as cartilhas que "ensinam" os/as professores/as a lecionar, a punição às faltas dos profissionais (professores e funcionários) por motivos de doença ou para atividade sindical, as provinhas para medir a capacidade dos educadores, tudo isso, que se pauta nos princípios da meritocracia, pura e simples, surtiram efeito até agora?

Para a CNTE, a educação de São Paulo ganharia mais se investisse, de fato, em seus profissionais. Mas, ao contrário, as sucessivas gestões públicas optaram por achincalhar os educadores. A atual, de José Serra, não aplica a Lei do piso salarial, uma vez que não concede 1/3 da jornada para hora-atividade do professor. A violência assola as escolas públicas e os profissionais também são vítimas constantes de agressões e mortes. A saúde física e mental dos educadores está cada vez mais comprometida pelas péssimas condições de trabalho. Os aposentados têm seus proventos aviltados com as políticas de prêmios que rompem com o princípio constitucional da paridade. Esse é o retrato da educação pública em São Paulo. E é justo não lutar contra essa situação?

CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação

http://www.cpers.com.br/index.php?&menu=36&cd_artigo=252

Agenda

Audiência com o Secretário de Educação 
Dia 11/11, Quarta
Às 17 horas


Protesto contra o PL 284 (Piso-teto R$ 950) na Assembleia Legislativa
Dia 12/11, Quinta, às 8:00 h




ASSEMBLEIA GERAL DO CPERS
DIA 20/11/09, às 13h 30 min
No Gigantinho em Porto Alegre


Por Siden Francesch
 

Pacote não agrada

"Aumento" salarial para o magistério e brigadianos repercute mal

Se a governadora Yeda Crusius pensou em fazer um beija-flor ao anunciar com tanto entusiasmo o aumento (leia mais na página 7) de salários para os professores e policiais militares, acabou é fazendo um morcego, como diz o ditado popular. Ao anunciar o reajuste do piso do magistério de R$ 950 para R$ 1,5 mil, e de 20% de aumento no salário inicial dos brigadianos e dos oficiais, Yeda não agradou a nenhuma das duas categorias, muito menos as classes que ficaram de fora do pacote. A proposta de gratificação com um 14º salário para quem cumprir metas dentro do governo – a chamada meritocracia – também não foi bem recebida pelos sindicatos.

Na sexta-feira, o diretor geral do 2º Núcleo do Cpers/Sindicato, que atua em Santa Maria, Bruno Pippi Filho, estava em Porto Alegre para avaliar com o Conselho Geral da entidade a proposta do governo. A categoria está descontente porque não foi chamada para debater o projeto nem o conhece na íntegra.

– O que sabemos do projeto é o que lemos no jornal. Pelo que vimos, a proposta não é nova, é a mesma que nos levou a greve em novembro do ano passado, quando ela (Yeda) quis mudar o nosso plano de carreira – diz o diretor.

Ele explica que o Cpers não vê como um aumento a oferta de R$ 1,5 mil, mas, sim, como um limite de salário. O sindicato defende um salário básico equivalente ao piso nacional, de R$ 950, mais as vantagens que os mestres incorporaram durante a carreira. Pela proposta, professores não poderiam ganhar mais de R$ 1,5 mil.

Ontem, o secretário estadual da Fazenda, Ricardo Englert, disse que a medida irá atingir toda a categoria.

– O professor que ganha R$ 150 vai para R$ 1,5 mil. Mas o professor que ganha R$ 1,5 mil não terá reajuste nenhum – explicou o secretário.

http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,43,2709782,13482

RS: Magistério estadual critica pacote de reajuste dos salários e ameaça entrar em greve

Reportagem: Bianca Costa

A governadora Yeda Crusius anunciou na quinta-feira (05) um plano de reajuste salarial para o magistério estadual e para a Brigada Militar. Sindicato dos professores estaduais não concorda com a proposta e ameaça entrar em greve caso projeto seja encaminhado para a Assembléia Legislativa

Porto Alegre – A proposta apresentada pela governadora Yeda Crusius, reajusta para R$ 1.500 o piso dos professores e R$ 1.200 para cabos e soldados da Brigada Militar. O projeto prevê ainda o pagamento de um 14º salário para os educadores que aderirem a um plano de metas a ser feito pelo governo.

Entretanto, a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, afirma que o projeto coloca um teto de salário para os profissionais. Ela explica que o valor de R$ 1.500 não representa o básico do plano de carreira, mas sim o teto máximo de pagamento. Rejane diz ainda, que este valor somente será pago para professores com 40 horas semanais, já para quem trabalha 20 horas, o salário será de R$ 750,00. Para Rejane, a categoria não irá aceitar uma proposta que tenha como base a meritocracia, como quer o governo. Ela diz que no dia 20 de novembro será discutida a possibilidade de greve.

“Para nós, o governo está tentando provocar um conflito no estado do Rio Grande do Sul, e se nós tivermos que fazer uma greve para defender o nosso plano de carreira, o governo deverá ser responsabilizado por isso. Eu acho que a sociedade e a comunidade escolar têm que cobrar do governo. O que o governo está querendo apresentando um projeto que ataca o plano de carreira dos trabalhadores em educação? O governo está querendo uma outra greve no final do ano?”, questiona.

Para os servidores da Brigada Militar, a proposta do governo reajusta em 10% os salários dos cabos e soldados e 19% para oficiais superiores. O secretário-geral da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada Militar, Ricardo Agro, afirma que a proposta não vai beneficiar a maioria dos servidores da Brigada. Para ele, o plano da governadora é um engodo.

“Na Brigada Militar existem 19.648 soldados. Destes, apenas 4 mil serão beneficiados com o aumento. O restante do efetivo de soldados, ou seja, 90% que já recebem mais de R$ 1.200, não receberão nenhum centavo de reajuste. Bem diferente, da totalidade dos coronéis e majores da brigada que todos eles, ativos e inativos receberão 20%”, explica.

Os cabos e soldados também ameaçam entrar em greve caso a proposta seja encaminhada para a Assembléia Legislativa.

http://agenciachasque.com.br/ler01.php?idsecao=91f03f57e9aff94c35d3d21f0ef2fc5b&&idtitulo=5ef23360d4f4cc01d728e2d583d2d47c

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Imóvel da extinta Corlac é vendido por R$ 13,6 milhões

Em sessão de abertura de propostas de compra, realizada na manhã desta quinta-feira (5), na Central de Compras, da Secretaria da Administração e dos Recursos Humanos, foi conhecido o novo proprietário da área de quase 10 mil metros quadrados, que fica no bairro São João. É a empresa Torre de Pedra Empreendimentos Imobiliários, que apresentou uma proposta no valor de R$ 13,610 milhões.
[...]
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=191077


Rejane Oliveira, presidente do Cpers/Sindicato: "Nós não aceitaremos nenhuma proposta que tenha como base a meritocracia e ataque o atual plano de carreira da nossa categoria. O governo está provocando uma greve de final de ano."


E tem pessoas que discordam do Fora Yeda!


“Compromisso com a sociedade”
Quando agradece e aceita uma indicação vinda do então prefeito Ronchetti - investigado pelo Ministério Público por supostamente desviar mais de R$ 5 milhões que deveriam ser usados para alimentar crianças nas escolas públicas de Canoas -, sugerindo a nomeação de um desembargador cujo credenciamento mais destacado é sua ligação histórica com o PSDB, Yeda demonstra claramente a ideia que tem com relação aos limites de cada poder.

Marcos Ronchetti: Governadora, tem… chegou às suas mãos uma lista com um nome de Gelson Stock.

Yeda Crusius: Stocker.

Ronchetti: Esse é fundador do PSDB. Fez campanha nacional, ele ajudou na campanha nacional do nosso ex-governador de São Paulo, lá… Esqueci o nome, o que morreu…

Yeda: Mario Covas?

Ronchetti: Mário Covas.

Yeda: Oh, que legal!

Ronchetti: Ele fez, é fundador, ele é no meio dele ele foi aprovadíssimo. Enfim, para essa indicação de desembargador, se a senhora puder ajudar, eu estou lhe dando as recomendações dele que é uma pessoa de altíssima competência.

Yeda: Muito obrigada. Sendo um dos três já é uma prova de que ele é de altíssima competência. Eu já busquei saber também dele né… É uma maravilha que a gente tenha alguém desse porte, né?

Ronchetti: Ele é, pode ter certeza.

Yeda: E também eu aprendi durante esse ano, viu, Ronchetti, que eu vou usar a caneta para nomear quem tenha compromisso com o governo.

Ronchetti: Ele tem. Ele é do PSDB desde a sua fundação. Ajudou na minha primeira campanha, minha segunda campanha, ele é fundador nacional do PSDB.

Yeda: Que ótimo. Tá bom, obrigada pela indicação.

O diálogo acima, que pode ser ouvido aqui, em primeiro lugar responde a uma antiga provocação da governadora Yeda, que questionava: “existem gravações falando da governadora, mas onde estão as gravações da governadora?”.

Mas, muito mais do que isso, expõe um dos fatos mais graves desde que uma quantidade nunca antes vista começou a escorrer pelas escadas do Piratini. Quando agradece e aceita a indicação vinda do prefeito Ronchetti - investigado pelo Ministério Público por supostamente desviar mais de R$ 5 milhões que deveriam ser usados para alimentar crianças nas escolas públicas de Canoas -, sugerindo a nomeação de um desembargador cujo credenciamento mais destacado é sua ligação histórica com o PSDB, Yeda demonstra claramente a ideia que tem com relação aos limites de cada poder.

O incansável advogado da governadora alega que a gravação é irrelevante (e está no papel dele ao fazê-lo). Mas, cá entre nós: irrelevante uma ova! Ao afirmar que somente vai usar a caneta para “nomear quem tenha compromisso com o governo”, Yeda escancara seu modo de pensar, seu novo jeito de governar, pelo qual acredita que mesmo o Judiciário tem que estar a serviço do príncipe (ou da princesa). Está redondamente equivocada! Os magistrados devem comprometimento apenas e tão somente com o Estado, entendido aqui não como o ente estatal que exerce poder sobre a população, mas sim como um ente abstrato que tem na sociedade sua razão primeira e última de existir.

Há pouco que alegar em contrário. A gravação é clara, cristalina. E a pronta resposta do prefeito investigado, ao confirmar à governadora que aquele seu indicado realmente tinha o compromisso buscado, é inequívoca: “Ele tem. Ele é do PSDB desde a sua fundação”.

Triste constatação nos traz estes poucos minutos de diálogo! A estrutura tripartite de poder pressupõe um sistema no qual a sociedade se protege da força que o Estado lhe impõe. Mas, quando o parlamento se omite de seu papel e protege o príncipe, e quando o Judiciário está “comprometido com o governo”, o que se tem é um pobre povo desprotegido, à mercê de um governante despótico. E o que menos se tem é um Estado de Direito.

Dessa vez, a governadora foi longe demais!

Em tempo: será que nem isso vai ser suficiente para convencer nossos deputados a cumprirem sua obrigação, investigando a fundo tudo o que ocorreu neste trágico governo?

Germano S. Leite, do blog Mídia ao Avesso

http://www.cpers.com.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=2242

Pacote de Yeda para os servidores causa indignação nos sindicatos

Há servidores insatisfeitos por acharem o aumento pequeno e outros que se revoltaram por não terem sido contemplados
Francisco Amorim | francisco.amorim@zerohora.com.br

Ao propor o reajuste salarial para professores e policiais militares, o governo não arrefeceu os ânimos dos sindicalistas que representam as duas categorias. Mais do que isso: o anúncio causou indignação dos servidores que ficaram de fora do pacote.

Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados, Leonel Lucas, o reajuste de 20% para os soldados não é suficiente para tirar os gaúchos do último lugar no ranking nacional de salários de policiais militares. Para deixar a lanterna, o aumento teria de ser de, pelo menos, 40% – índice que igualaria o vencimento básico do brigadiano ao do PM em início de carreira no Rio de Janeiro, o penúltimo lugar do ranking.

– A governadora sempre falou que iria dobrar o salário. Estamos esperando que a promessa seja cumprida até o final do mandato – afirmou ele.

Descontentes também ficaram as representantes do Cpers-Sindicato. Além de reclamar que a proposta sequer foi apresentada à entidade, uma nota publicada em seu site, minutos após o anúncio do reajuste, rechaçou o pagamento de vencimentos adicionais, como o 14º salário, a partir da consideração de metas de produtividade, a chamada meritocracia. A nota vai além: “O projeto só pode ser encarado como uma forma de cortar direitos, prometendo pagar prêmios para uma minoria, enquanto a imensa maioria permanecerá com os vencimentos congelados’’.

Quem ficou de fora do pacote também chiou ontem à noite. Ao saber que os servidores representados pela Federação Sindical dos Servidores Públicos do RS (Fessergs) não foram contemplados por aumentos, o presidente da entidade, Sérgio Arnoud, foi pragmático:

– A federação exige a reposição salarial de servidores do quadro geral e dos técnicos-científicos. Demos prazo até o dia 19 ao governo. Acreditamos que algo ainda virá. Caso contrário, não descartamos protestos, paralisações e operações-padrão em diversos órgãos.

Representando mais de 50% do total de servidores estaduais, Arnoud classifica como inadmissível enviar à Assembleia Legislativa um projeto de lei que não preveja o aumento dos funcionários do quadro geral, que têm salário base fixado em R$ 279.

– São servidores que precisam ganhar um complemento para não receber menos do que o salário mínimo. É injusto deixá-los de fora. A defasagem chega a 40% – explica Arnoud, que se mostrou ainda contrário à remuneração por meritocracia.

http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Pol%EDtica&newsID=a2709107.xml

NOTA DO CPERS/SINDICATO

O CPERS/Sindicato rechaça qualquer forma de pagamento que tenha por base a meritocracia, e isso inclui o 14º salário anunciado pela governadora na tarde desta quinta-feira 5. O governo do estado age de forma sorrateira ao encaminhar um projeto ao Legislativo sem discussão com o sindicato, mesmo sabendo que a entidade tem reunião marcada com a Secretaria da Educação para a próxima semana.

A proposta já nasce condenada. Até porque se fosse boa, seria construída a partir de um amplo debate com o CPERS/Sindicato, entidade que representa a maior categoria do funcionalismo público gaúcho. Como isso não aconteceu, o projeto só pode ser encarado como uma forma de cortar direitos, prometendo pagar prêmios para uma minoria enquanto a imensa maioria permanecerá com os vencimentos congelados.

O governo mostra a sua face autoritária, denunciada publicamente pelo sindicato desde o começo deste ano. Ao encaminhar uma proposta que mexe substancialmente na vida funcional dos educadores, a governadora, a exemplo do que fez no ano passado, coloca em risco o final do ano letivo. A sociedade precisa se manifestar, repudiando uma proposta rejeitada pela categoria e que pode prejudicar o fim de ano de todos.

http://www.cpers.com.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=2241

“O governo pode estar provocando uma greve”, diz presidente do Cpers
Entrevista com Rejane de Oliveira

Zero Hora – A senhora gostou da notícia de que o salário inicial do magistério será de R$ 1,5 mil?

Rejane de Oliveira – Gostaremos se os R$ 1,5 mil forem o salário básico para o plano de carreira. Melhor: se o piso nacional dos professores for o básico para nosso plano de carreira.

ZH – Qual a avaliação da senhora sobre a proposta do governo que estabelece R$ 1,5 mil como vencimento mínimo para os professores com carga horária de 40 horas?

Rejane – Não conheço a proposta, mas parece que o governo está dando um golpe na categoria. A proposta foi apresentada à imprensa sem ser discutida com o sindicato que representa os professores. Temos uma audiência marcada para o dia 11, mas o governo preferiu não falar conosco primeiro.

ZH – Mas, com o que a senhora ouviu pela imprensa, qual é a sua opinião?

Rejane – Só seria vantagem se o valor de R$ 1,5 mil fosse o básico para o plano de carreira. O problema é o que vem com isso, no pacote. A sociedade precisa saber que o governo pode estar provocando uma greve no fim do ano.

ZH – O que motivaria uma paralisação agora?

Rejane – Não aceitamos projetos que incluam metas de produtividade na educação para beneficiar alguns servidores apenas. A educação tem de ser igual para todos. Se a proposta contiver remuneração adicional por esse tipo de critério, poderemos ter greve, sim. Não deixaremos a Assembleia Legislativa aprovar algo assim.

ZERO HORA

O que muda para os servidores municipais de Novo Hamburgo

Da Redação

Novo Hamburgo - Depois de 50 dias em tramitação, a Câmara de Novo Hamburgo aprovou nesta quinta-feira, por oito votos a cinco, os três projetos que colocam em extinção o atual quadro de servidores municipais. Assim, atuais funcionários e professores serão considerados membros de um quadro permanente especial, que será extinto depois que todos se aposentarem. Já os próximos concursados integrarão novo quadro e serão regidos por um plano que será apresentado em no máximo 12 meses, segundo a Prefeitura.


Para o prefeito Tarcísio Zimmermann (PT), a aprovação de ontem não é motivo para festejar. "É matéria de quem assume a responsabilidade de apontar alternativas para o futuro. Sei que o impacto mais positivo desta matéria se quer será sentida no meu governo. Mas a cidade vai ter melhor possibilidade de prosperar a partir desta lei", considera. De acordo com Tarcísio, os novos benefícios serão debatidos e avaliados com a comunidade. "Já enviamos ofícios aos sindicatos e ao Ipasem solicitando a indicação de membros para compor uma comissão que será responsável por fazer os estudos e propor o novo plano de carreira", adianta. Mas, segundo Tarcísio, o Executivo já trabalha na matéria. "Estamos juntando informações".

http://www.jornalnh.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-213,cd-226712,manchete-true.htm

Nota: Esse jornal é tão ruim quanto a ZH. Nem ao menos entrevista o Sindicato  Municipal para saber a opinião da categoria. E se dizem o "jornal da comunidade" e, ainda proclamam-se "imparciais"!
Vou deixar para o Diretor e Conselheiro, Siden Francesch,  fazer os devidos relatos e comentários sobre o Plano de Carreira dos Servidores de Novo Hamburgo.