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sábado, 17 de julho de 2010

Frase do dia, de Marina Silva: "Indio não está preparado para ser cacique do Brasil"

PT ameaça processar vice de Serra por declarações contra Dilma
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, ameaçou em sua página no Twitter processar o vice na chapa do tucano José Serra à Presidência, Indio da Costa (DEM-RJ), após as declarações do democrata contra a presidenciável petista, Dilma Rousseff.

"Esse Indio desqualificado quer ser processado. O problema é que ele não vale o custo do papel necessário para a petição", disse Dutra no microblog. Hoje, no entanto, a ameaça do petista ganhou força após Indio acusar o PT de ligação com o tráfico e com os guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O democrata fez os ataques em entrevista concedida sexta-feira ao portal "Mobiliza PSDB", que integra o aparato da campanha tucana na internet.

"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso", afirmou.
[...]
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=228126

Ministro critica impasse na gestão dos pedágios
Passos comparou a concessão de rodovias a contratos de locação
Patrícia Comunello
O impasse entre governo federal e estadual sobre quem ficará com a gestão dos seis polos de concessões de rodovias federais está longe de terminar. O ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, comparou, na sexta-feira, o desfecho da pendência, gerada desde a devolução pela governadora Yeda Crusius dos trechos concedidos à União, a contratos de locações. Segundo Passos, "no final do contrato de um imóvel, o inquilino não passa na imobiliária, joga a chave e vai embora". Com isso, reforçou o papel do grupo de trabalho criado para fazer balanço dos contratos, incluindo avaliação patrimonial, relação com concessionárias e eventual passivo na gestão pelo governo.

A administração das rodovias se encerra em 2013. Após fracassar na tentativa, em 2009, de aprovar o programa Duplica RS, que trazia ampliação do atual contrato e mesmas regras de pedágios, Yeda decidiu rescindir o compromisso com as estradas. Passos aguarda a indicação de representantes do Estado para compor o GT, instalado na última semana e com 90 dias para concluir sua tarefa. Na quinta-feira, a governadora enviou documento ao ministério, mas Passos disse que só comentará o ofício após avaliação da área jurídica. "Queremos fazer tudo com critério e responsabilidade. Trata-se de patrimônio público."

Na sua passagem pelo Estado, para abertura do seminário internacional O Transporte Fluvial e Lacustre Brasil-Uruguai, na Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Passos aproveitou para visitar as obras da BR-101 Sul.

O governo promete finalizar o trecho gaúcho até dezembro, obra avaliada em R$ 980 milhões. Ele ainda assegurou que a segunda ponte do Guaíba, em estudo pelo Departamento Nacional de Infrasestrutura (Dnit), será erguida. "A obra sai e o governo vai fazer."

Ainda em 2010, o governo quer contratar o projeto executivo, que dimensionará traçado e custos. A intenção é erguer a ligação até 2014, visando à Copa do Mundo. "Será um investimento estimado em R$ 400 milhões", calculou Passos. Segundo o ministério, a União está aplicando R$ 4 bilhões em projetos em execução no Estado, como a duplicação da BR-392 entre Pelotas e Rio Grande e a construção da BR-448, a Rodovia do Parque, na Região Metropolitana. Para os próximos anos, ele projeta mais R$ 5 bilhões.

Uma das próximas iniciativas a sair do papel é a duplicação da BR-116 Sul, entre Camaquã e Pelotas. O edital sairá em agosto, com custo de R$ 140 milhões e divisão em dez lotes.
[...]

Porto Novo do Rio Grande deve ser adaptado para receber barcaças
Jefferson Klein
O Porto Novo do Rio Grande, que já se encontra na segunda etapa do projeto de modernização que prevê a reconstrução de 1,125 mil metros do cais, pode receber mais uma melhoria. O diretor de Desenvolvimento Operacional da Secretaria de Portos da Presidência da República, Wilson do Egito Coelho Filho, levanta a ideia de adaptar a estrutura à operação de barcaças, além dos navios tradicionais.

Ele comenta que os depoimentos dados no seminário O transporte fluvial e lacustre Brasil-Uruguai, realizado na sexta-feira, na Fiergs, apontam que existe essa demanda. Coelho Filho argumenta que a Secretaria de Portos está investindo em torno de R$ 108 milhões na modernização do Porto Novo, e ajustá-lo para receber barcaças não implicaria custos mais altos. A adequação é necessária, pois caso contrário a barcaça ficaria muito abaixo do nível do cais. De acordo com ele, a reforma deverá ser concluída ao final de 2011.
[...]
http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=34294

Métodos Matemáticos na resolução de exercícios da Física, relacionados com distância percorrida e deslocamento
Prof. Germano
Sou formado em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e estudante do curso de pós-graduação em Mídias Digitais pela  Universidade Federal do Rio Grande Sul (UFRGS). Como educador, acredito que não transferimos conhecimento de forma mecânica, mas sim, com interação entre aluno e o professor, provocando sempre o aluno a questionar  e tirar suas próprias conclusões.
Visando uma aula alternativa e dinâmica que promovesse  a interação  e participação  dos alunos,   apliquei  o seguinte projeto numa turma do ensino médio da Escola Estadual de Ensino Médio Affonso Wolf, localizada na cidade de Dois Irmãos, região sul do Brasil.
O projeto consiste no desenvolvimento de três exercícios do conteúdo do ensino médio da disciplina de Física, relacionados com deslocamento e caminho percorrido. Para resolução destes exercícios utilizamos o teorema de Pitágoras e a soma de vetores, relacionando assim as disciplinas de Matemática e Física, além de trabalhar a Matemática com significação.
 No primeiro momento ministrei aulas teóricas sobre dois conteúdos, a distância percorrida e o deslocamento e no segundo momento, apliquei o projeto na sua prática.

Primeiro Exercício
O objetivo do primeiro exercício foi fazer com que os alunos percebessem a diferença entre caminho percorrido e deslocamento. Para isto utilizamos o ginásio de esportes da escola, onde posicionamos cadeiras nos cantos da quadra representando assim as posições A, B, C e D, conforme figura 1.

Figura 1: Representação dos pontos A, B, C e D na quadra do ginásio.

Os alunos podiam fazer ou percurso ABC ou o BCD. Em seguida os alunos realizaram o percurso de volta, ou seja, voltar até a posição de partida, mas perfazendo o trajeto pela hipotenusa, que no caso correspondia a diagonal do quadrilátero (Figura 1), encontrando assim o deslocamento.
No passo seguinte os alunos criaram o seu próprio trajeto, informando a turma o caminho percorrido e o deslocamento. Após este exercício juntamente com os alunos formalizamos o que eles perceberam na prática, ou seja, que o caminho percorrido é representado pelo perímetro obtido pela soma dos segmentos de reta, enquanto que o deslocamento é a menor distância entre a posição de partida e a de chegada. Quando utilizamos três posições, o valor do deslocamento foi determinado através do Teorema de Pitágoras, pois a figura formada era um triângulo (Figura 2).

Figura 2: Triângulo retângulo obtido por um dos percursos desenvolvidos pelos alunos

Segundo Exercício
Como o desenvolvimento do segundo exercício era semelhante ao do primeiro, consideramos dispensável a utilização do ginásio. Sendo assim, este foi desenvolvido dentro da sala de aula, onde os alunos utilizaram o aprendizado adquirido no exercício anterior.
Com o auxílio de uma calculadora, os alunos deveriam resolver o seguinte problema.
A figura 3 mostra o mapa de uma cidade em que as ruas retilíneas se cruzam perpendicularmente e cada quarteirão mede 150 metros. Suponhamos que você caminha pelas ruas a partir de sua casa, na esquina A, até a casa de sua avó, na esquina B. Dali segue até sua escola, situada na esquina C. Calcule e represente na figura 2:
a) a menor distância que você caminha entre sua casa e a escola.
b) se fosse possível atravessar a quadra, qual seria a menor distância em linha reta entre a sua casa e a escola.
c) a menor distância que você caminha entre a sua casa e a casa da sua avó.
d) se fosse possível atravessar a quadra, qual seria a menor distância em linha reta entre a sua casa e a casa da sua avó.
e) a menor distância que você caminha entre a casa da sua avó e a escola.
f) se fosse possível atravessar a quadra, qual seria a menor distância em linha reta entre a casa da sua avó e a escola.
g) Após responder todos os itens acima, quais são as semelhanças e diferenças entre as grandezas deslocamento e distância percorrida? Qual é o menor trajeto percorrido?

Figura 3: Mapa da cidade

Terceiro Exercício
Para a realização do terceiro problema, os alunos se reuniram em equipes de quatro componentes cada e deveriam criar um exercício a partir do conhecimento adquirido nas aulas. Neste exercício os alunos deveriam criar uma situação problema para determinar o deslocamento e o caminho percorrido. Após a criação do problema, eles trocaram seu exercício com os colegas de outra equipe.
 Com esta proposta além do aluno ter sido desafiado a criar um exercício ele teve que participar diretamente da aula. A proposta tinha como objetivo o desenvolvimento da escrita, pois para que o colega entendesse o que ele estava perguntando no exercício, era necessário que ele fosse muito claro no questionamento.

Considerações Finais
Através da aplicação desta pesquisa, foi possível perceber que através da interação entre aluno-professor com exercícios contextualizados, tornou-se mais fácil a construção do conhecimento em sala de aula. Acredito que uma boa aula parte de um bom planejamento e da criatividade do educador para atrair a atenção dos seus alunos.
Logo, concluo que mesmo sendo desgastante para o educador elaborar uma aula onde se trabalhe no concreto, a prática compensa, pois o resultado alcançado é mais significativo. Quando o professor ensina e o aluno aprende, a escola assume seu verdadeiro papel diante da sociedade, pois a educação parte do conhecimento.
Professor Germano Lechner

AVISO:
A FESTA DE LANÇAMENTO DA CANDIDATURA NESTOR A DEPUTADO ESTADUAL QUE SERIA REALIZADA NESTE DOMINGO (18/07) AO MEIO-DIA, FOI CANCELADA EM VIRTUDE DO FALECIMENTO DA MÃE DO COMPANHEIRO NESTOR (Srª Hilda Berta Schwertner) QUE OCORREU NESTA SEXTA-FEIRA NO INTERIOR DO ESTADO DO PARANÁ.

O LANÇAMENTO FOI TRANSFERIDO PARA O PRÓXIMO DOMINGO, 25/07 NO MESMO LOCAL E HORÁRIO NA SOCIEDADE GINÁSTICA, AO MEIO-DIA.

É COM PROFUNDO PESAR E DOR, QUE NOS SOLIDARIZAMOS COM O NOSSO GRANDE COMPANHEIRO NESTOR, NESTE MOMENTO DE PROFUNDA TRISTEZA QUE AFLIGE A ELE E A TODA A SUA FAMÍLIA E POR EXTENSÃO A TODOS NÓS QUE ESTAMOS JUNTOS NESTA LUTA POR  UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E IGUALITÁRIA.
ENTÃO, ATÉ PRÓXIMO DOMINGO (25/07) NO LANÇAMENTO PARA DEMONSTRARMOS NOSSA SOLIDARIEDADE E COMPROMISSO COM O  GRANDE COMPANHEIRO NESTOR.

Roberto Pinheiro e Suzane Wonghon

CPERS FAZ REIVINDICAÇÃO AO IPE
A diretoria do Trigésimo Primeiro Núcleo do Cpers/Sindicato, com sede em Ijuí, manteve audiência ontem à tarde com a direção estadual do Instituto de Previdência do Estado.

Na ocasião, foi entregue documento que denuncia a dificuldade de marcação de consultas médicas em Ijuí e região, com o convênio do IPE. Segundo o Cpers regional, esta é uma preocupação dos funcionários ativos e dos aposentados.
Escrito por Keller Steglish - Sáb, 17 de Julho de 2010 13:54 - http://radioprogresso.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=23485:cpers-faz-reivindicacao-ao-ipe&catid=37&Itemid=50

Nota do Tio Noé: Estou muito Feliz! Formatura do filho caçula na UFRGS: Médico Veterinário!

Aluno da Escola Pública: São João Batista, Cristo Rei e Pedrinho. Recebeu também reconhecimento com Destaque Acadêmico da Faculdade, numa turma de 29 Formandos. Parabéns e Felicidades a ele!!!

Lições do Rio Grande: referencial curricular para as escolas estaduais. Apreciação da Faculdade de Educação da UFRGS
[...]
Referenciais curriculares ou propostas pedagógicas e condições do trabalho pedagógico:
Valorização dos profissionais da educação, insumos pedagógicos e adequada infra-estrutura física das escolas estão entre as condições de um trabalho pedagógico eficaz. A garantia destes quesitos exige gastos públicos, os quais têm estado muito aquém do necessário para recuperar déficits de condições de qualidade da educação escolar. A qualidade da educação tem ficado à mercê de ajustes fiscais do estado do Rio Grande do Sul. As escolas recebem um repasse de recursos do governo estadual que lhes disponibiliza, em média, 30 reais por aluno por ano. Esse é o principal recurso com o qual conta a maioria das escolas, o que evidencia as limitadíssimas possibilidades de prover as escolas de certos insumos para um trabalho pedagógico de acordo com os requisitos de qualidade na contemporaneidade. Outro fator é que o valor mínimo de remuneração de um professor da rede pública estadual, para 20h, é de R$ 510,00, um dos menores do país. Neste contexto, é importante lembrar que a Constituição Estadual determina que sejam gastos 35% da receita líquida de impostos do governo estadual na manutenção e desenvolvimento do ensino. Nos últimos anos, este percentual não tem sido aplicado, com perdas, em 2008 e 2009, superiores a um bilhão de reais em cada ano. A rede estadual foi encolhendo nos últimos anos: de 1996 para 2008 passou de um atendimento de 65% para 57% da matrícula na Educação Básica pública gaúcha. Com a reorganização da rede estadual no governo atual, foram fechadas escolas, foi incentivada a municipalização da pré-escola, foi aumentado o número de alunos por turma, foi reorganizada a distribuição de funções no âmbito escolar. O que tem se mostrado visível é a ligação desses ajustes com as razões do ajuste fiscal do estado, permanece invisível a maior disponibilidade de recursos para a rede estadual, bem como as razões pedagógicas ou de eficácia das ações públicas nestas ações. Os referenciais curriculares chegam às escolas numa conjuntura que dissocia o que é esperado do trabalho docente para promover certas aprendizagens e o que o governo estadual está disposto a investir na qualificação da educação e na valorização dos profissionais da educação estadual.

Referenciais curriculares e políticas de formação inicial e continuada de professores:
A formação inicial e continuada de professores é também requisito da qualidade da educação escolar. Sem entrar no mérito do conteúdo de diferentes diretrizes ou referenciais, nos parece urgente a abertura de diálogo para discutir política(s) de formação de professores. Propomos um diálogo interinstitucional e intergovernamental, incluindo, pelo menos, governo estadual, governos municipais, universidades e demais instituições formadoras de professores, entidades representativas das instituições formadoras de profissionais da educação, profissionais da educação e instâncias que os representam, conselhos escolares, conselhos de educação. O sucesso da implementação de políticas curriculares está estreitamente ligado a políticas que incidam na formação docente, inicial e continuada, bem como na disponibilização de outras condições, das quais fazem parte certos padrões básicos de qualidade da educação. Um conjunto de lições, isolado, não dá conta de iniciar uma inflexão expressiva no trabalho docente. É nessa circunstância que propomos o debate e que convocamos o compromisso público dos candidatos ao governo do estado para com essa futura intervenção coletiva.

Comissão de sistematização: Nalu Farenzena, Juca Gil, Paola Zordan, Marise Amaral, Nestor Kaercher
Diretor da Faculdade de Educação: Johannes Doll

Leia na íntegra em http://www.cpers.com.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=2518

Estados cortam imposto de importados e prejudicam indústria nacional
17.07.10 - 19:04
Pelo menos seis Estados brasileiros - Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Goiás e Alagoas - estão oferecendo benefícios fiscais que incentivam as importações. O objetivo é elevar a arrecadação e desenvolver os portos locais. Mas, na prática, funciona como subsídio ao produto importado, prejudicando a indústria nacional. A prática não é nova, mas se disseminou pelo País por causa do crescimento do comércio exterior. As importações batem recorde este ano, tornando esse tipo de benefício a principal modalidade de "guerra fiscal" e provocando perdas de arrecadação significativas para Estados com grandes parques produtivos como São Paulo e Minas Gerais.

Os dados de importação são uma prova do magnetismo dos benefícios fiscais para as empresas. No primeiro semestre deste ano, as importações de Santa Catarina, Pernambuco e Goiás cresceram cerca de 70% em relação a janeiro a junho de 2009 - muito acima da média do País, de 45%, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento).

Tarifas

O mecanismo de funcionamento da maioria dos programas é parecido. No passado, um importador de aço, por exemplo, desembaraçaria o produto pelo porto de Santos, pagando 18% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias), e venderia para as empresas instaladas em São Paulo.

Hoje o importador pode trazer o produto pelo porto de Itajaí (SC) ou de Suape (PE). Santa Catarina e Pernambuco não cobram o ICMS nos portos, mas só quando o produto cruza a fronteira para outro Estado e, na prática, a tarifa é bem mais baixa: 3% e 5%, respectivamente. Os fiscos estaduais ganham porque, caso contrário, não teriam essa arrecadação. O importador gasta mais com logística, mas embolsa a diferença entre as tarifas.

Por causa do sistema de compensação entre Estados, São Paulo é obrigado a dar um crédito, que pode ser usado no pagamento de outros impostos, de 12% do valor do produto. É uma maneira de evitar a cobrança do ICMS em cascata. O problema é que só 3% do imposto foi pago - o restante (9%) fica de "brinde". A indústria também perde, porque o produto importado ganha competitividade e pode ser vendido por um preço mais baixo.

"É um corredor de importação dentro do País. Expandimos a guerra fiscal para além das nossas fronteiras", disse Carlos Martins, secretário da Fazenda da Bahia e coordenador do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda estaduais. Segundo ele, o crescimento desses benefícios foi "avassalador" nos últimos cinco anos.

Para o sócio diretor da CP Associados e ex-coordenador tributário da Fazenda de São Paulo, Clóvis Panzarini, fazer guerra fiscal com os incentivos à importação é uma "maluquice". "Estamos subsidiando a produção do exterior e gerando empregos em outros países, como a China."

Os programas de Santa Catarina e de Pernambuco têm uma exceção curiosa: estão excluídos dos benefícios fiscais à importação produtos que possuam similares produzidos no território estadual. O objetivo é evitar a desindustrialização - mas apenas dentro do Estado.
[...]
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=227941

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Não cabe a RBS dizer como deve ser a educação dos nossos filhos

Jul 16th, 2010
by Marco Aurélio Weissheimer.
Cristóvão Feil registra hoje no Diário Gauche a mais recente manifestação de ultraliberalismo da RBS que, ao criticar projeto do governo Lula contra a prática de castigos físicos contra crianças, volta a repetir a ladainha falaciosa do “viés autoritário e intervencionista do governo na vida das pessoas”. Cristóvão escreve:

“O editorialista de ZH talvez não saiba, ou esqueceu, que o Estado é a instituição responsável pela organização e pelo controle social. Max Weber, que frise-se, nunca foi marxista, vai mais além, ao garantir que o Estado detém, de forma soberana e irrenunciável, o monopólio da violência legítima e da coerção legal”.

Para a RBS, “não cabe ao governo dizer aos cidadãos como eles devem educar os seus filhos”. A afirmação beira a delinquência. Para quem não é contra a existência de tais instituições é óbvio que cabe ao Estado e aos governos dizerem algumas coisas básicas sobre como educar os filhos: além do currículo básico (para citar um exemplo mais primário), dizem que os nossos filhos não podem roubar, não podem agredir ou matar outras pessoas, não podem desviar dinheiro público, entre outras determinações que o Estado impõe a todos os que pretendam viver em sociedade.

O ultraliberalismo tosco e indigente expresso no editorial de Zero Hora expressa bem a mentalidade de um setor da elite gaúcha (e brasileira) que demoniza o Estado, os Governos e a Política de um modo geral, colocando-se acima do bem e do mal. O discurso raivoso e irracional contra o Estado é uma constante, menos, é claro, quando se trata de defender uma boa isenção fiscal ou de uma generosa operação de socorro a alguma empresa privada em dificuldade utilizando, para isso, recursos públicos. Pois bem, diante dessa barbárie argumentativa praticada diariamente pela RBS, por meio de seus múltiplos braços e vozes, cabe lembrar de algumas funções básicas do Estado. Cristóvão Feil ilustra bem esse ponto:

“Isso significa que a ninguém é dado – nem a jogador de futebol, nem a filinho de papai executivo de um grupo midiático – o direito de matar a namorada e jogar os restos mortais como repasto a cães famintos, ou de violentar menor usando o celular blueberry ao invés do flácido e inútil pênis. O jogar que alimenta os cães com a carne da namorada, o filho do executivo que – impotente – enfia gadgets sem consentimento na amiga pré-adolescente, o pai que espanca o filho, todos, sem exceção, devem ser punidos no modo previsto em lei e sob a custódia do Estado soberano e seus agentes”.

Já a RBS e seus donos acham que “não cabe ao governo dizer como devemos educar nossos filhos”. Essa tarefa é reivindicada pela própria RBS que tem a pretensão diária de dizer aos cidadãos e cidadãs como devem se comportar, como os filhos e filhas destes cidadãos devem entender as notícias, apresentando “dicas” para praticamente todas as esferas da vida humana. Já que os governos e o Estado não devem se meter na educação das crianças, que tal a própria RBS começar a definir os currículos e indicar os professores e diretores das escolas públicas?

A mentalidade autoritária, intervencionista e anti-republicana expressa neste editorial ajuda a entender um pouco o que vem acontecendo em algumas escolas de Porto Alegre. A ausência de Estado é ocupada pelo quê mesmo? Não por acaso, o noticiário da RBS sobre violência em escolas costuma se concentrar em problemas ocorridos em escolas públicas da periferia. Já em relação às escolas de classe média alta, reina o silêncio. E quando algo de muito grave vem a público sempre se poderá empurrar o menor infrator, livre do “viés autoritário do Estado”, para um distante parentesco familiar. Considerando o atual estado de coisas no Rio Grande do Sul, vale devolver as palavras contra o acusador e afirmar: “não cabe a RBS dizer como devemos educar nossos filhos”.

http://rsurgente.opsblog.org/

 Três milhões de crianças trabalham e 47,2% não recebem salário algum
No México, há três milhões de crianças que trabalham, das quais 47,2% o fazem sem receber um pagamento, segundo uma reportagem do Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi). Segundo o Módulo de Trabalho Infantil 2009 da Enquete Nacional de Ocupação e Emprego, no biênio 2008-2009, houve uma redução de 17,3% na taxa de ocupação infantil no país.

Em 2009, o Inegi contabilizou 28,9 milhões de meninos e meninas de cinco a 17 anos de idade (26,2% da população total do país), dos quais 50,7% são meninos e 49,3% são meninas.

Fonte: Notimex
Adital
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=49503

 Quadrilhas com ficha limpa?
Jul 15th, 2010
by Marco Aurélio Weissheimer.
Nestes dias em que a pauta política está focada nos candidatos gaúchos que seriam “ficha suja” por conta de uma lista divulgada pela Procuradoria Regional Eleitoral, parece oportuno lembrar aos eleitores que alguns políticos do Estado seguem fazendo campanha sem que ninguém lembre as gravíssimas acusações que pesam sobre eles, a saber, a de integrar quadrilhas, organizações criminosas especializadas no roubo de dinheiro público.
A lista dos “ficha suja” não inclui, por exemplo, os acusados de integrar uma quadrilha que desviou milhões no Detran, nem aqueles acusados de superfaturar obras como barragens e estradas. Só nestes dois escândalos (revelados pelas operações Rodin e Solidária), os cofres públicos sangraram algo em torno de R$ 444 milhões. 

É dinheiro que devia estar sendo usado para construir postos de saúde, hospitais, comprar remédios, qualificar a segurança, pagar com dignidade professores e brigadianos. É dinheiro que devia estar a serviço do povo gaúcho mas que, por uma dessas ironias trágicas da realidade, pode estar sendo usado para comprar votos de parte deste mesmo povo gaúcho. Sim, porque nestes grupos acusados de formar quadrilhas que roubaram o dinheiro dos gaúchos, há políticos que não foram banidos por seus partidos e, ao menos até agora, nem pela Justiça.

Sobre a tal lista dos chamados “ficha suja”, cabe dizer ainda que, além de não mencionar aqueles acusados pelas autoridades de serem os maiores assaltantes da política, mistura gente que contratou médicos para garantir saúde ao povo e gente que, bem ao contrário, se utilizou da doença dos pobres para, posando de benfeitor, trocar votos por assistência, como é o caso dos albergueiros.

Assim, vamos caminhando em direção a mais uma eleição no Rio Grande do Sul sem que se tenha conseguido separar o joio do trigo na política gaúcha. Não que nos falte informação, afinal com a montanha de gravações e evidências colhidas pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal, só tem dúvida quem tem ouvidos moucos e olhos vendados.


O que nos obriga, ainda, a conviver com a presença dissimulada de acusados de graves crimes nas listas de candidatos proporcionais e majoritários, é o tratamento diferenciado que a Justiça dispensa a ricos e pobres; é a velha desigualdade entre os que podem contratar advogados caríssimos e conhecem as brechas da lei e os que tem de se contentar com os sobrecarregados defensores públicos que, muitas vezes, mal conseguem cumprir os prazos judiciais; é o cinismo de alguns espaços de mídia que continuam tratando com distinção e solenidade criaturas que já poderiam estar cumprindo pena em regime fechado; é a cumplicidade daqueles (ou daquelas) que dão poder e garantem cargos de primeiro escalão a estas pessoas; é, por fim, a omissão de uma maioria política comprometida que desonra os mandatos conferidos pelo povo gaúcho quando se nega a investigar e sequer apontam as responsabilidade política destes elementos que se alimentam de corrupção enquanto roubam a merenda das crianças e não estão em nenhuma lista. (Maneco) 

http://rsurgente.opsblog.org/

Governo cancela Bolsa Família para 13.618 famílias por baixa frequência à escola
O governo federal cancelou o benefício do Bolsa Família para 13.618 famílias em julho devido às faltas escolares de seus filhos, acima de 15% das aulas, por cinco períodos consecutivos.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o monitoramento da frequência escolar dos beneficiários do Bolsa Família chegou a 83% do total de alunos entre 6 e 15 anos atendidos pelo programa.

Os dados referem-se à presença nas unidades de ensino durante o bimestre abril/maio e abrange 13,1 milhões de crianças e adolescentes.

As informações registradas sobre os adolescentes de 16 e 17 anos alcançaram 76% de acompanhamento do total de alunos nessa faixa etária no bimestre. Foram 5.855 benefícios cancelados porque os estudantes não frequentaram pelo menos 75% das aulas nos últimos três períodos de acompanhamento consecutivos.

A diferença, nessa situação, é que a família perde apenas o valor de R$ 33 ou R$ 66 (para um ou dois filhos de 16 e 17 anos, respectivamente) referente ao adolescente, e não o benefício total.
[...]
O processo de acompanhamento dos adolescentes de 16 e 17 anos é mais ágil, bastando três descumprimentos para o cancelamento do benefício. Na primeira vez que é detectada presença inferior a 75% das aulas, a família recebe uma advertência; na segunda, o benefício é suspenso; e cancelado na terceira. Outra diferença no monitoramento de alunos de 16 e 17 anos é que, nesse caso, será suspenso ou cancelado apenas o valor do benefício vinculado ao adolescente (de R$ 33, limitado a dois por família). No bimestre, 78.482 (6,7%) não cumpriram o mínimo exigido.

"Fazer". A pergunta que não pode calar: Fazer o quê?

Um governo autoritário, truculento e covarde que criminaliza os movimentos sociais, mostra-se totalmente incompetente no momento de garantir a segurança dos cidadãos. Vejam parte da matéria encontrada em Zero Hora:

Homem assalta diretora e vice-diretora durante reunião em Escola da Bom Jesus
O criminoso entrou pelo acesso dos fundos, sem ser visto, nesta manhã

Um homem, ainda não identificado, assaltou a diretora e a vice-diretora durante reunião na Estadual de Ensino Fundamental Profª Lea Rosa Cecchini Brum, no bairro Bom Jesus, em Porto Alegre. O criminoso entrou pelo acesso dos fundos, sem ser visto, e invadiu a sala de reuniões nesta manhã.

O bandido fez menção de estar armado, mas não foi visto com ele nenhum revólver, conforme informou a vice-diretora do turno da tarde, Roseane de la Flora. Ele anunciou assalto e pediu para que as professoras entregassem seus pertences. Foram levados dois celulares, carteiras com dinheiro e um talão de cheques. Depois do assalto, o homem fugiu sem ser visto. As aulas e atividades não foram interrompidas.
ZEROHORA.COM

Assim, os trabalhadores em educação no estado do RS estão entregues a sua própria sorte (ou a seu próprio azar) no cumprimento de suas tarefas.

Mas o que se poderia esperar de Governo que passou o tempo inteiro enganando a sociedade, que sucateou a segurança, a saúde e a educação e que, através de um malabarismo de números, inventou o Pseudo-Deficit Zero?

Siden Francesch do Amaral
Diretor no 14º Núcleo do CPERS/Sindicato e membro do Conselho Geral da Entidade

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A um(a) Grande Companheiro(a)

Nem sempre a vida é generosa...

Nem sempre encontros proporcionam grandes amizades,

Pois, nem sempre na árdua luta

Descobrimos heróis verdadeiros...


Gosto de seu jeito de mostrar a cara,

Sem medo, sem temor,

Como um menino de camisa aberta ao peito

A enfrentar a vida...



Como o tempo que nunca envelhece,

Aquele(a) que não deserta aos ideais

Não sente a contagem cronológica,

Não se curva aos desenganos, nem aos anos...


Só aquele(a) que tem a coragem de desafiar as vicissitudes,

Consegue passar imune ao tempo,

Só aquele(a) que acredita que ser bom não basta,

Consegue visualizar que é necessário, também,

Deixar às futuras gerações um mundo melhor...


Tantas águas já passaram sob essa ponte.

Tanta luta inserida nessa bagagem...

Continuas, vai à frente meu(minha) amigo(a),

Pois a vida é isso,

Sentir na boca um gosto cálido de vida,

Sentir um tremor nas mãos, nos lábios...

É erguer a bandeira

da luta, da esperança, de dias melhores...


Pois, afinal nossos sonhos ninguém sepulta,

E um dia quando nossos corpos descerem ao chão...

Eles (os sonhos) se erguerão,

E noutros corpos vão sobreviver...

Siden Francesch do Amaral é Professor e Escritor.


Transtorno mental afeta mais professores
Problema cresce na rede municipal de São Paulo e já atinge 10% dos docentes
Transtornos mentais e comportamentais foram as principais causas de afastamento por doença dos professores da rede municipal de São Paulo no ano passado. Foram 4,9 mil afastamentos para uma categoria com 55 mil profissionais, o que equivale a quase 10% dos trabalhadores.

Os dados são de um levantamento que está sendo feito pelo Departamento de Saúde do Servidor (DSS) da Secretaria Municipal de Gestão e Desburocratização. O estudo aponta o crescimento de problemas psiquiátricos entre os professores. Em 1999, esses transtornos eram responsáveis por cerca de 16% dos afastamentos. Dez anos depois, a porcentagem subiu para 30% - de um universo aproximado de 16 mil afastados.

Outra estimativa, a do Fórum dos Profissionais de Educação Municipal em Readaptação Funcional, aponta que os transtornos psiquiátricos ficam também em torno de 30% do motivo das readaptações. Os professores readaptados são aqueles que não conseguem voltar para as salas de aula e se dedicam a outras atividades na escola. Eles são em torno de 7 mil. As demais causas de afastamento são doenças osteomusculares, como lesão por esforço repetitivo, e do aparelho respiratório.

Para especialistas em saúde do trabalho, a porcentagem de docentes com doenças mentais e comportamentais é elevada. "É um número alto levando-se em consideração que é uma categoria que lida com crianças e adolescentes. Com todos esses afastamentos, quem substituiu esses profissionais? O ensino fica comprometido", diz o psicólogo Roberto Heloani, professor titular da Unicamp e da Fundação Getúlio Vargas, especialista em saúde nas relações de trabalho.

Segundo ele, os professores têm de lidar com uma complexa rede de pressão no trabalho, o que culmina em doenças. Ele cita que as famílias, que deveriam fazer o papel de educar suas crianças, cobram isso do professor. Por outro lado, os alunos querem um professor que também seja um animador em sala de aula e, quando se sentem frustrados, passam a agredi-lo.

Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação, garante que a estatística acende "um alerta vermelho, porque é assustadora". Para ele, os professores estão submetidos a uma tensão permanente do próprio trabalho somada também às condições ruins para exercer a atividade. Outro agravante, em sua opinião, é a carga excessiva de trabalho. (O Estado de São Paulo)

http://www.cnte.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=4482&Itemid=85

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Divisor de águas

Tenho uma grande preocupação com a situação em que se encontram as escolas estaduais e, principalmente, com a propaganda fantasiosa do Governo do Estado que tenta conduzir a sociedade a uma situação longe da realidade.

Os que lêem meus artigos devem observar que, invariavelmente, quando faço denúncias, essas são direcionadas no sentido de defender a educação de qualidade e os educadores,  massacrados por essa gestão do engodo do déficit zero.

Graças à internet, que na minha modesta opinião é um grande divisor de águas em relação à  informação, conseguimos levar aos nossos colegas e associados uma informação diferenciada, que muitas vezes, a mídia tradicional não se preocupa (ou não é do seu interesse) em divulgar.

O poder da internet pode ser observado no recente fato de um blogueiro, que vive de donativos, fazer os poderosos da comunicação de toda uma região estremecer. Refiro-me ao caso de estupro em Florianópolis. Após esse, em seu blog, corajosamente, fazer a denúncia, agora o caso passa a ser tema de reportagem de uma rede de TV em nível nacional.

Nessas circunstâncias, só cabe àqueles que “se achavam todos poderosos” da mídia tradicional perder sua arrogância. Pois, esses não mais detêm o monopólio da informação e paulatinamente, começam a perder o privilégio de serem formadores de opinião.

Assim, muitos comunicadores da mídia tradicional que se achavam o supra-sumo de credibilidade jornalística começam a ser desmentidos em blogs e em sites e a dita imparcialidade desses começa a ser contestada.

Cabe a nós educadores usar essa ferramenta com coragem, inteligência e discernimento, principalmente, nós educadores da rede estadual, no momento em que  educação pública  é atacada em sua qualidade por um governo insensível e arrogante,  que de uma forma cínica procura enganar a sociedade com sua famigerada “Boa Escola Para Todos”.

De forma acelerada, as pessoas já começam a trocar as expressões “deu no rádio, vi na TV, li no jornal” por “está circulando na internet”. Na minha opinião é a democratização da informação e o “ponta-pé” inicial para o término dos monopólios midiáticos.

Finalmente, a favor da informação imparcial e pela democratização dessa só resta dar “um Viva” a internet, aos sites e blogs...

Siden Francesch do Amaral
Diretor no 14º Núcleo do CPERS/Sindicato e Membro do Conselho Geral.


REAJUSTE DO VALE-REFEIÇÃO
Mais uma vitória na Justiça
No último dia 1º de julho o 2º Grupo de Câmaras Cíveis do Tribunal de Justiça do Estado, apreciando incidente de unificação de jurisprudência, fixou orientação de que todos os processos que tratam de reajuste do vale-refeição devem, nas instâncias da Justiça do Rio Grande do Sul, serem julgados com a determinação de corrigir os valores desse benefício, pelos índices inflacionários, desde 2001.

Essa posição reconhece um direito pelo qual o CPERS vem lutando desde o ano de 2000, já tendo obtido significativas vitórias em processos julgados pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

Esclarecemos, entretanto, que a matéria ainda não se encontra esgotada na via judicial, pois há recursos do Estado pendentes de julgamento no Pleno do Supremo Tribunal Federal.

Reiteramos recomendação de que não há necessidade de ajuizamento de ações individuais reivindicando o reajuste do vale-refeição, pois o CPERS tem ação coletiva com esse objeto que, ao se encerrar, beneficiará todos os associados.

Qualquer novidade sobre essa questão será informada pela Diretoria do Sindicato e pela Assessoria Jurídica. 

Diretoria do CPERS/Sindicato.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As Escolas Maravilhosas de YEDA

Por Siden*
Nas visitas que temos feito às escolas da região do 14º Núcleo do CPERS, nos confrontamos com a diferença brutal existente entre o que Governo do Estado alardeia na sua propaganda enganosa sobre suas escolas maravilhosas e, a realidade.

Confirmando o que apontava a pesquisa feita pelo CPERS/Sindicato um grande número de escolas não possui orientação educacional e o número de profissionais à supervisão pedagógica também é insuficiente.

A falta de profissionais qualificados para os diversos setores é gritante. Assim, um grande número de escolas não possui funcionários para as bibliotecas e laboratórios.

Como esse Governo passará à História como o governo Zero em relação a concursos na área de educação, agora, também começa a ficar difícil para suprir os cargos de direção e vice-direção.

Visitamos Escola que, por exemplo, há mais de dois meses o cargo de diretor está vago. Por informações que recebemos, o jeito foi oferecer nas diversas escolas da região quem quisesse o cargo. Conforme outra fonte parece que um vice-diretor de outra escola iria assumir em breve.

O estado de penúria de muitas escolas também é flagrante. Numa dessas escolas que visitamos havia apenas um bebedouro que forneceria água gelada. Mas havia um detalhe. O único bebedouro estava estragado.

Evidente que, tudo isso é consequência do investimento miserável que o Governo YEDA destina à educação. Somente um governo arrogante e cínico como esse, para ter a coragem da falácia da “Boa Escola para Todos”.

Continuaremos nossas visitas às Escolas da região na tentativa de levar um alento de esperança aos nossos colegas educadores e continuaremos a elencar denúncias com relação ao descaso desse Governo à educação pública.

Finalmente: lembram da escola que em artigo anterior denunciamos que há mais dez anos espera por um muro de contenção para evitar deslizamentos? Pois, a obra ainda não chegou. E os deslizamentos continuam...

Desculpem a ironia, mas se isso é Boa Escola para o Governo YEDA, como seria a má? Como esse governo tem uma competência enorme quando se refere à capacidade de sucatear, o pior não está desacreditado...

 UNIDOS SOMOS FORTES!
*O Professor Siden Francesch do Amaral é Diretor Conselheiro no 14º Núcleo do CPERS/Sindicato.

*  TARSO É O LIDER NA PESQUISA;

*  YEDA É A LIDER NA REJEIÇÃO: 47% NÃO VOTARIAM NELA;

*  YEDA , A INVENTORA DA ESCOLA DE LATA, DAS BIBLIOTECAS FECHADAS  e outras mazelas na educação,  PELA PESQUISA FICARIA FORA DO 2º TURNO;

*  PELA PESQUISA TARSO GANHARIA COM FOLGA de FOGAÇA NO 2º TURNO;


*  VAMOS TRABALHAR PARA QUE TARSO GANHE JÁ NO PRIMEIRO TURNO;

*  TEMOS QUE INTENSIFICAR CAMPANHA PARA DILMA NO RS.

YEDA, FOGAÇA E SERRA NEM PENSAR....
Vejam reportagem abaixo
Coloboração companheiro Siden

Tarso Genro lidera corrida ao governo no RS, com 39%, diz Ibope
10 de julho de 2010 • 18h46 • atualizado às 19h01
Flavia Bemfica
Direto de Porto Alegre

O petista Tarso Genro lidera os cenários de intenções de votos para o governo do Estado no Rio Grande do Sul, conforme pesquisa Ibope encomendada pelo Grupo RBS e divulgada neste sábado (10). Na estimulada, Genro tem 39% das intenções de voto; José Fogaça (PMDB) 29%; e a governadora Yeda Crusius (PSDB), candidata à reeleição, 15%. Pedro Ruas (Psol), Humberto Carvalho (PCB) e Aroldo Medina (PRP), ficaram com 1% cada. Os candidatos do PSTU, do PV, do PMN e do PRTB não pontuaram.

Na pesquisa espontânea - quando não são indicados os nomes dos candidatos -, Genro obteve 14%, Fogaça ficou com 9% e Yeda com 7%. O petista também vence nas simulações de segundo turno com Fogaça (na qual obtém 48% contra 39% do peemedebista) e com Yeda, quando Genro apresenta 59% e Yeda 24%. Na simulação de segundo turno entre Fogaça e Yeda, o ex-prefeito de Porto Alegre obtém 58% e a governadora 22%.

Em relação a rejeição dos candidatos, Yeda é quem apresenta o maior índice: 47% dos entrevistados responderam que não votariam de jeito nenhum na governadora no primeiro turno. Genro tem 12% de rejeição e Fogaça 5%.

Conforme o levantamento, em um cenário com todos os candidatos, Genro tem melhor desempenho (44%) entre os eleitores de 25 a 29 anos; e entre aqueles com nível superior de escolaridade (43%). Fogaça obtém 31% entre os eleitores de 16 a 24 anos. E Yeda tem seu melhor desempenho entre aqueles com mais de 50 anos (18%).

A pesquisa também mediu o grau de satisfação dos entrevistados com o atual governo: 38% consideram a administração Yeda como regular, 36% como ruim ou péssima e 26% como ótima ou boa. Em uma escala de zero a 10, a administração tucana no Rio Grande do Sul obteve nota média 5. O levantamento está registrado no TRE-RS sob o número 28394/2010 e no TSE sob o protocolo número 18297/2010. Para ele foram entrevistados 812 eleitores entre os dias 6 e 8 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Fonte: Terra

Massacre anunciado: Mais de 1.300 famílias ameaçadas de despejo em Belo Horizonte
Adital - Entrevista com Maria do Rosário de Oliveira Carneiro
1.159 famílias de sem-teto e sem-terra, em Belo Horizonte, resolveram "por o pé no barranco" e ocupar terrenos abandonados que não cumpriam a função social. São as Ocupações-comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy. O poder judiciário tem sido insensível à causa dos sem-teto e sem-terra. Ameaçados de despejo, o povo dessas três ocupações não arredam o pé e se dizem determinados a resistir a ações de despejos.
[...]
Confira a entrevista.
IHU: O que, onde estão e como se formaram as Ocupações-comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy?

Maria do Rosário de Oliveira Carneiro: Estas três ocupações-comunidades estão em Belo Horizonte, MG. Com 887 famílias, a Comunidade Dandara está situada no bairro Céu Azul, região da Nova Pampulha, na capital mineira. Com 142 famílias, a Comunidade Camilo Torres está localizada na Av. Perimetral, 450, Vila Santa Rita, bairro Jatobá, no Barreiro, Belo Horizonte. Ao lado, com 120 famílias, está a comunidade Irmã Dorothy. Mais de 160 famílias que resistem há 15 anos nas Torres Gêmeas (dois prédios situados no bairro Santa Teresa, BH) estão também ameaçadas de despejo.
O nome da Comunidade Dandara foi escolhido pela organização da ocupação em homenagem à companheira de Zumbi do Palmares, grande estrategista das lutas em prol da libertação do povo negro e em homenagem a todas as mulheres, companheiras na luta pelo direito à moradia.
A comunidade Dandara é fruto de uma ocupação urbana. Desde 09 de abril de 2009, 887 famílias, sem-casa e sem-terra resistem na Comunidade Dandara. Ocuparam cerca de 400 mil metros quadrados de um terreno completamente abandonado e que há 40 anos não cumpria o princípio sagrado da função social da propriedade, como determina a atual Constituição Federal do Brasil. A ocupação foi realizada inicialmente com 150 famílias, mas com cinco dias já ultrapassava mil. Inicialmente, foi organizada pelo Fórum de Moradia do Barreiro, Brigadas Populares e MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. O terreno tem 40 hectares e estava abandonado desde a década de 70, além de acumular dívidas de impostos na casa de 18 milhões de reais".
[...]
O terreno da comunidade Camilo Torres pertencia ao Estado de Minas Gerais (CODEMIG) e foi transferido a uma pessoa física, dono de uma empresa, em 1992, por um preço 10 vezes inferior ao valor venal do imóvel. Além disso, a venda do terreno foi condicionada, em escritura pública, à realização de empreendimentos industriais na área para geração de empregos, o que jamais foi feito. Uma decisão de primeira instância reconheceu a inexistência de posse reconhecendo o direito das famílias sem-casa que ocupam a área abandonada. Foi uma importante vitória da justiça constitucional. Entretanto, a decisão foi cassada pelo Tribunal.
[...]
Chamamos todos e todas que se solidarizam com essa bandeira a fortalecer a luta das Ocupações (no campo e na cidade) na sociedade e a denunciar a posição de uma Justiça que ignora a realidade popular, o direito dos pobres!
O povo das Comunidades Dandara, Camilo Torres e Irmã Dorothy que não tem para onde ir; permanece na posse dos terrenos que estavam abandonados há 40 anos e está disposto a resistir mesmo sabendo que isso pode causar um massacre em plena capital mineira. Resiste porque tem a clara convicção da legalidade e legitimidade de sua luta digna e por dignidade.

Leia na íntegra em http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?boletim=1&lang=PT&cod=49330


“Serra é a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou”
by Marco Aurélio Weissheimer.
O relato que o blog do Nassif faz sobre a nova demissão na TV Cultura de São Paulo, mais uma vez em função de uma matéria sobre pedágios, é assustador. Após Heródoto Barbeiro, agora foi a fez de Gabriel Priolli, indicado diretor de jornalismo da TV Cultura há uma semana. Nassif adverte: Serra representa a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou. O relato do caso:

Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura. Ontem (7), planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.

Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.

Hoje(8) , Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.
[...]
Liberdade de imprensa e os pedágios
Por Adão Paiani (*)
A conduta do ex-Governador de São Paulo, José Serra, quando questionado sobre os pedágios implantados e mantidos em seu estado, lamentavelmente, parece semelhante a de uma velha conhecida nossa, a ensandecida Imperatriz dos Pampas. É a conhecida tática de combater a má notícia silenciando o mensageiro. E de defender o indefensável.

O sistema de concessões rodoviárias, e os preços vergonhosamente abusivos que são cobrados pelas praças de pedágio, são verdadeiros casos de polícia; em São Paulo e no Rio Grande do Sul, só para ficar nos dois exemplos mais escandalosos do Brasil.

No caso de São Paulo, ao invés de silenciar jornalistas que questionam o modelo, deveria ser explicada qual a diferença que justifica um modelo estadual de concessões, como o de lá, custar ao cidadão cinco vezes mais que o modelo federal. Mas explicar mesmo, sem trololó. O que vale também para o Rio Grande do Sul.

E aqui, vamos ver quem vai ter coragem de mexer nesse vespeiro e colocar ordem na casa, com o vencimento das concessões em 2013; as quais o Governo Yeda Crusius tentou prorrogar até 2028.

O modelo de pedágio implantado tanto em São Paulo quanto no Rio Grande do Sul cerca as cidades, limita ilegalmente o direito de ir e vir, ao não permitir vias alternativas de acesso e é um verdadeiro ato de extorsão contra os cidadãos, além de extremamente danosa para a economia como um todo.

A revisão do atual modelo, e a colocação do sistema sob um forte controle social, é o mínimo que se pode esperar do próximo governo; o que somente se conseguirá com mobilização da sociedade.

Nesse aspecto temos o Projeto de Lei de Iniciativa Popular, fruto de campanha organizada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Rio Grande do Sul e Comitê Gaúcho de Controle Social, que reúne entidades de trabalhadores, empresários, profissionais liberais e outros segmentos sociais e que busca regulamentar, por lei, o emprego de pedágios como forma de financiamento da manutenção das estradas no RS.

Esse projeto, para ser encaminhado, precisa de 80 mil assinaturas – 1% dos eleitores do Estado – RS, e aderir a ele é uma boa forma de ajudar a desmontar esse sistema mafioso de concessões rodoviárias e exploração do cidadão.

E que não se deixe de acompanhar para quais candidatos às próximas eleições vão fluir doações daqueles interessados em manter o atual modelo. Esses obviamente terão o compromisso de manter tudo como está.

(*) Advogado
http://rsurgente.opsblog.org/


Assembleia Nacional Constituinte (1987/1988) - José Serra votou contra os trabalhadores:

a) Serra não votou pela redução da jornada de trabalho para 40 horas;
b) não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo;
c) não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário;
d) não votou para garantir 30 dias de aviso prévio;
e) não votou pelo aviso prévio proporcional;
f) não votou pela estabilidade do dirigente sindical;
g) não votou pelo direito de greve;
h) não votou pela licença paternidade;
i) não votou pela nacionalização das reservas minerais.
Por isso, o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), órgão de assessoria dos trabalhadores, deu nota 3,75 para o desempenho de Serra na Constituinte.

Por Ana Gama.

UNICEF confirma: em CUBA, 0% de desnutrição infantil
Cira Rodríguez César (Prensa Latina)
A existência no mundo em desenvolvimento de 146 milhões de crianças menores de cinco anos com baixo peso contrasta com a realidade das crianças cubanas, reconhecida mundialmente por estar fora deste mal social.

Esses números alarmantes apareceram em um relatório recente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), intitulado Progresso para a Infância, um boletim sobre Nutrição, lançado na sede da ONU.

Segundo o documento, a percentagem de crianças com baixo peso é de 28% na África subsaariana, 17% no Oriente Médio e no Norte da África, 15% na Ásia Oriental e Pacífico e 7% na América Latina e Caribe.

O quadro é completado pela Europa Central e Oriental, com 5%, e outros países em desenvolvimento, com 27%.

Cuba não tem esses problemas, e é o único país da América Latina e do Caribe que eliminou a desnutrição infantil grave, graças aos esforços do governo para melhorar a nutrição das pessoas, especialmente as mais vulneráveis.

As duras realidades do mundo mostram que 852 milhões de pessoas sofrem de fome e que 53 milhões delas vivem na América Latina. Só no México há 5.200.000 pessoas subnutridas e no Haiti, três milhões e 800 mil, enquanto em todo o mundo morrem de fome a cada ano mais de 5 milhões de crianças.

De acordo com estimativas das Nações Unidas, seria muito caro conseguir saúde básica e nutrição para todos os povos do Terceiro Mundo.

Porém, bastaria para atender a essa meta 13 bilhões de dólares adicionais por ano para o que se pretende agora, uma cifra que nunca foi alcançada e é minúscula em comparação com os bilhões que são gastos anualmente em publicidade comercial, os 400 bilhões movimentados pela venda de drogas, ou de até oito bilhões dos gastos em cosméticos nos Estados Unidos.

Para a satisfação de Cuba, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também reconheceu que este é o país com maior progresso na América Latina na luta contra a desnutrição.

O Estado cubano garante uma cesta básica que permite a alimentação da sua população, pelo menos nos níveis básicos, através da rede de distribuição de produtos regulamentados.

Da mesma forma, são feitos ajustes econômicos em outros mercados e serviços locais para melhorar a nutrição do povo cubano e aliviar a escassez de alimentos. Especialmente mantém-se uma vigilância constante sobre a vida de crianças e adolescentes. Assim, a atenção para a nutrição começa com a promoção de uma forma melhor e natural de nutrição da espécie humana.

Desde os primeiros dias de vida os inúmeros benefícios do aleitamento materno justificam todos os esforços feitos em Cuba para a saúde e o desenvolvimento da sua infância.

Isso permitiu aumentar a percentagem de recém-nascidos que permanecem até o quarto mês de vida, a amamentação exclusiva e até mesmo a continuidade do consumo de leite, complementada com outros alimentos até os seis meses de idade.

Atualmente, Cuba tem 99% dos recém-nascidos egressos de maternidades com aleitamento materno exclusivo, superior a meta que era de 95%, segundo dados oficiais, o que indica que todas as províncias cumprem essa meta.

Apesar das difíceis condições econômicas atravessadas pela Ilha, se garante a alimentação e nutrição das crianças mediante a entrega diária de um litro de leite a todas as crianças de zero a sete anos de idade.

Adicionando a isso a entrega de outros alimentos, como geléias, sucos e carnes, que, dependendo da disponibilidade econômica do país, são distribuídos de forma equitativa para crianças em idades menores.

Até os 13 anos de idade a prioridade de distribuição subsidiada de produtos complementares, tais como o iogurte de soja, e em catástrofes naturais, as crianças são protegidas pela distribuição gratuita de alimentos básicos.

Crianças incorporadas aos Círculos Infantis (berçários) e escolas primárias com regime de semi-internado também se beneficiam do esforço contínuo para melhorar suas dietas, em termos de componentes dietéticos lácteos e proteína.

Com o apoio da produção agrícola, mesmo em condições de seca severa, e do aumento das importações de alimentos, a ingestão de nutrientes atinge por cima os padrões estabelecidos pela FAO.

Em Cuba, este indicador é a média ficcional da soma do consumo de alimentos pelos ricos e pelos famintos.

Além disso, o consumo social inclui a merenda escolar que é distribuída gratuitamente a centenas de milhares de estudantes e trabalhadores da educação, as cotas especiais de alimentos para crianças de até 15 anos e pessoas acima de 60 nas províncias orientais.

Nesta lista estão cobertas as gestantes, mães lactantes, idosos e portadores de necessidades especiais, suplemento alimentar para crianças com baixo peso e pequeno tamanho, e fonte de alimento para os municípios em Pinar del Rio, Havana e a Ilha da Juventude.

Estas instituições foram atingidas por furacões no ano passado, enquanto as províncias de Holguín, Las Tunas e Camagüey e cinco municípios estão enfrentando a seca.

Nesse empenho colabora o Programa Alimentar Mundial (PAM), que contribui para a melhoria do estado nutricional das populações vulneráveis na região leste, onde se beneficiam mais de 631.000 pessoas.

A cooperação do PAM com Cuba remonta a 1963, quando a agência prestou assistência imediata às vítimas do furacão Flora. Até essa data, realizaram no país cinco projetos de desenvolvimento e 14 operações de emergência.

Recentemente, Cuba deixou de ser um receptor para ser um país doador.

A questão da desnutrição torna-se muito importante na campanha das Nações Unidas para alcançar em 2015 os Objetivos do Milênio, adotada na Cúpula de Chefes de Estado e de Governo realizada em 2000, e entre seus objetivos está a erradicação da pobreza extrema e da fome até essa data.

Porém, os cubanos dizem que essas metas não vão assustar ninguém, pois a própria ONU coloca o país na vanguarda do cumprimento desses desafios em matéria de desenvolvimento humano.

Não sem deficiências, dificuldades e sérias limitações impostas por um bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos há mais de quatro décadas.

Nenhuma das 146 milhões de crianças menores de cinco anos que vivem abaixo do peso no mundo hoje é cubana.

fonte: Pravda (http://port.pravda.ru/news)
Por Dinamara