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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Pesquisa põe Brasil em topo de ranking de violência contra professores

Daniela Fernandes - Da BBC Brasil, em Paris 28/08/2014 - 09h36
Uma pesquisa global feita com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio (alunos de 11 a 16 anos) põe o Brasil no topo de um ranking de violência em escolas.

Na enquete da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), 12,5% dos professores ouvidos no Brasil disseram ser vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos pelo menos uma vez por semana.

Trata-se do índice mais alto entre os 34 países pesquisados - a média entre eles é de 3,4%. Depois do Brasil, vem a Estônia, com 11%, e a Austrália com 9,7%. Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, o índice é zero.

"A escola hoje está mais aberta à sociedade. Os alunos levam para a aula seus problemas cotidianos", disse à BBC Brasil Dirk Van Damme, chefe da divisão de inovação e medição de progressos em educação da OCDE.

O estudo internacional sobre professores, ensino e aprendizagem (Talis, na sigla em inglês), também revelou que apenas um em cada dez professores (12,6%) no Brasil acredita que a profissão é valorizada pela sociedade; a média global é de 31%.

O Brasil está entre os dez últimos da lista nesse quesito, que mede a percepção que o professor tem da valorização de sua profissão. O lanterna é a Eslováquia, com 3,9%. Em seguida, estão a França e a Suécia, onde só 4,9% dos professores acham que são devidamente apreciados pela sociedade.

Já na Malásia, quase 84% (83,8%) dos professores acham que a profissão é valorizada. Na sequência vêm Cingapura, com 67,6% e a Coréia do Sul, com 66,5%.

A pesquisa ainda indica que, apesar dos problemas, a grande maioria dos professores no mundo se diz satisfeita com o trabalho.

A conclusão da pesquisa é de que os professores gostam de seu trabalho, mas "não se sentem apoiados e reconhecidos pela instituição escolar e se veem desconsiderados pela sociedade em geral", diz a OCDE.

Segundo Van Damme, "a valorização dos professores é um elemento-chave para desenvolver os sistemas educacionais".

Ele aponta melhores salários e meios financeiros para que a escola funcione corretamente, além de oportunidades de desenvolvimento de carreira como fatores que podem levar a uma valorização concreta da categoria.

No Brasil, segundo dados do CDEs (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) da Presidência da República, divulgados em 2012, a remuneração média dos professores é de pouco menos de R$ 1,9 mil por mês.

A média salarial dos professores nos países da OCDE, calculada levando em conta o poder de compra em cada país, é de US$ 30 mil (cerca de R$ 68,2 mil) por ano, o equivalente a R$ 5,7 por mês, o triplo do que é pago no Brasil.

O especialista da OCDE cita a Coreia do Sul e a China como exemplos de países onde o trabalho dos professores é valorizado tanto pela sociedade quanto por políticas governamentais, o que representa, diz ele, um "elemento fundamental na melhoria da performance dos alunos".

"Em países asiáticos, os professores possuem um real autoridade pedagógica. Alunos e pais de estudantes não contestam suas decisões ou sanções", afirma.

A organização ressalta que houve avanços na educação brasileira nos últimos anos. Os investimentos no setor, de 5,9% do PIB no Brasil, estão próximos da média dos países da OCDE (6,1%), que reúne várias economias ricas.

"Entre 2000 e 2011, o nível de investimentos em educação no Brasil, em termos de percentual do PIB, quase dobraram", afirma Van Damme.

Outro indicador considerado importante pela OCDE, o percentual de jovens entre 15 e 19 anos que estudam, é de 77% no Brasil. A média da OCDE é de 84%.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/08/140822_salasocial_eleicoes_ocde_valorizacao_professores_brasil_daniela_rw.shtml
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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domingo, 31 de agosto de 2014

Justiça manda município devolver Carreira

"... E diziam aquela frase rindo, afrontando a matemática, a lei, o bom senso e a esperança naqueles que chegam ao poder com discurso de oposição e ao agirem, como governantes, fazem exatamente o que combatiam quando não eram poder...."

Servidores em luta em 2013 - em greve - contra redução de salário dos professores graduados e pós-graduados. Foto: Mara Paula

JUSTIÇA MANDA MUNICÍPIO DE REDENÇÃO DEVOLVER CARREIRA DO PROFESSOR QUE O ATUAL PREFEITO E SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO TINHAM REDUZIDO EM JANEIRO DE 2013 - QUEM PERSEVERA VENCE - PARABÉNS AO SINSEMPRE E AOS PROFESSORES!

UM DOS ATAQUES MAIS COVARDES AOS DIREITOS DOS PROFESSORES DO CEARÁ ACONTECEU EM REDENÇÃO EM 2013 - AGORA SERVIDORES GANHAM NA JUSTIÇA A DEVOLUÇÃO DO QUE FOI RETIRADO:

Em 2013, a categoria dos professores de Redenção foi atraiçoada pela atual gestão de Redenção, gerida por um prefeito da esquerda e com a secretária de educação que era ex-liderança sindical da Fetamce. Simplesmente, numa canetada, através de uma lei imoral, reduziram a diferença entre professor graduado e professor nível médio pela metade, e daí em diante o efeito dominó nas demais classes. Os professores pós-graduados, que sempre ganharam mais,  calculados sobre o piso dos graduados, tiveram grande prejuízo etc.. O discurso do Município era que não reduzira salário, mas que o professor deixara de ganhar. Com apoio de uma Câmara Municipal sem autonomia, o abuso virou lei!

E diziam aquela frase rindo, afrontando a matemática, a lei, o bom senso e a esperança naqueles que chegam ao poder com discurso de oposição e ao agirem, como governantes, fazem exatamente o que combatiam quando não eram poder.

MAS VEIO A GREVE. A RADICALIZAÇÃO. VIERAM AS CAMINHADAS PELAS RUAS DA CIDADE. Que terminou num acordo perante o Ministério Público. VIOLADO PELO MUNICÍPIO, que assinara TAC, que colocou fim a greve, comprometendo-se a devolver parte da carreira reduzida em 2013 e integralmente a partir de janeiro de 2014.

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Redenção entrou com execução do TAC, junto ao Ministério Público de Redenção, que ajuizou a ação de execução,  o juiz de Redenção, em 14/08/2014, mandou devolver a carreira de forma integral. ANULANDO A REDUÇÃO SALARIAL COVARDE, ILEGAL, INCONSTITUCIONAL E INACEITÁVEL.

Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Educação não é prioridade???

"Apesar de ser essencial para a sociedade brasileira, a educação, ou os projetos ligados à ela, deixaram mais uma vez de compor a pauta de prioridades", afirma Rubens Passos
Após o término da Copa do Mundo, que mobilizou a atenção dos brasileiros durante um mês, o País sofre agora com a proximidade das Eleições e a lentidão na tomada de decisões por parte do governo. Na Copa do Mundo ficamos em quarto lugar mas em Educação continuamos a perder de goleada todo ano.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mantém um ranking da educação em 36 países, no qual o Brasil atualmente amarga a penúltima posição, à frente somente do México. Em outro ranking, um relatório produzido pela empresa de sistemas de aprendizado Pearson, o Brasil aparece na 38ª posição do ranking, na frente de México e Indonésia. O indicador do ranking é composto a partir duas variáveis: capacidade cognitiva (medida por resultados de alunos nos testes internacionais PISA, TIMSS e PIRLS) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação escolar).
Apesar de ser essencial para a sociedade brasileira, a educação, ou os projetos ligados à ela, deixaram mais uma vez de compor a pauta de prioridades a serem votadas e resolvidas pelos órgãos governamentais.

Com o “recesso branco”, que ocorre durante o período eleitoral, a Câmara e o Senado reduziram extremamente suas sessões e votam apenas algumas propostas pendentes, que na opinião das casas são fundamentais.

Uma das provas do descaso com a educação no Brasil é a lentidão da Câmara dos Deputados em discutir e aprovar o PLS nº 6.705 de 2009, que dispõe sobre a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), incidente sobre produtos escolares, e o estabelecimento de alíquota zero da contribuição para o PIS/ Cofins sobre as receitas decorrentes da venda desses produtos.

O Projeto de Lei, que chegou à Câmara em dezembro de 2009, foi apensado pelo Projeto de Lei nº 4.343. Após idas e vindas, sua votação está na comissão de Finanças e Tributação desde Junho de 2012, aguardando aprovação da mesma.

Em um país onde os governantes não cansam de afirmar que educação é prioridade e que deve ter toda a atenção necessária, torna-se no mínimo contraditório, se não absurdo, convivermos com a elevada carga tributária que chega até 47% incidente sobre canetas, borrachas, lápis, estojos, agendas, cadernos, tinta guache e outros materiais escolares utilizados diariamente pelos estudantes brasileiros (fonte IBPT).

Neste sentido, a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) reinvidica, urgentemente, o apoio do Poder Executivo do Governo Federal para a aprovação deste imprescindível e amplo projeto de redução da carga tributária para materiais escolares.

Não é admissível que o mesmo governo que proporciona ensino gratuito e universal, e que até permite a dedução de despesas com instrução do imposto de renda, tribute e encareça itens essenciais para o bom desempenho dos alunos.

As desonerações propostas pelo PLS nº 6.705 são oportunas e adequadas à contínua melhoria da qualidade do ensino no Brasil e representam um esforço fiscal irrisório ao Governo Federal. O acesso ao material escolar é condição essencial para que haja uma atividade educacional produtiva e criativa, e para que seja evitada a evasão por parte daqueles que têm dificuldades em arcar com as despesas de aquisição do material escolar.

O Brasil precisa mais do que nunca, sair da inércia causada pelos eventos que acontecem ou que já aconteceram nos últimos meses no país, e voltar a decidir o que é realmente importante para a sociedade, seja com “recesso branco” ou não. A educação e tudo o que está ligado a ela deve ser tratado como prioridade máxima, pois está diretamente relacionado com a construção e manutenção de um país mais justo, desenvolvido e digno.

Fonte: Diário do Amapá (AP)  26 de agosto de 2014
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Atenção:

Dos dias 29 de agosto a 12 de setembro de 2014
não haverá expediente,
a funcionária do núcleo estará de licença médica.

Abriremos no dia 15 de setembro, expediente normal (8h30min. às 12h e das 13h30min. às 17h).

Urgências: fones 32546000 CPERS/Sindicato (POA) e 84167242 Profº Siden (Diretor do 14º Núcleo do CPERS/Sindicato).

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Professora tenta suicídio após seguidas agressões de alunos

Dou aula de porta aberta por medo do que os alunos possam fazer. Não dá para ficar sozinha com eles", diz Liz*, professora de inglês de dois colégios públicos da periferia de São Paulo.
25.08.14 - 15h49
Em 15 anos de aulas tumultuadas e sucessivas agressões (de ameaças de morte a empurrões e tapas na frente da turma), a professora chegou a tentar suicídio duas vezes – primeiro por ingestão de álcool de cozinha, depois por overdose de remédios.
"Me sentia feliz quando comecei a dar aulas. Hoje, só sinto peso, tristeza e dor", diz.
A violência contra professores foi destacada por internautas em consulta nas redes sociais promovida pelo #salasocial, o projeto da BBC Brasil que usa as redes para obter conteúdo original e promover uma maior interação com o público.

Segundo o psiquiatra Lenine da Costa Ribeiro, que há 25 anos faz sessões de terapia coletiva com educadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual, o trauma após agressões é o principal motivo de licenças médicas, pânico e depressão entre professores. "Mais do que salários baixos ou falta de estrutura", ressalta.

O problema, de acordo com especialistas consultados pela BBC Brasil, seria resultado da desvalorização contínua do professor, do descompasso entre escolas e expectativas dos alunos e de episódios de violência familiar e nas comunidades.

Lápis afiado
A primeira tentativa de suicídio aconteceu assim que Liz descobriu que estava grávida.
"Quando vi que teria um filho, fiquei desesperada. Eu não queria gerar mais um aluno", diz a professora, que bebeu álcool de cozinha e foi socorrida pela mãe.

A segunda aconteceu em abril do ano passado, após agressões consecutivas envolvendo alunos da primeira série de uma escola municipal e do terceiro ano do ensino médio de um colégio estadual, ambos na zona sul de São Paulo.

"Começou com um menino com histórico de violência familiar. Ele atacava os colegas e batia a própria cabeça na parede. Um dia, para chamar minha atenção, ele apontou um lápis bem apontadinho e rasgou o rosto de uma 'aluna especial' que sentava na minha frente", relata.

Ela conta que o rosto da aluna, que tem dificuldades motoras e intelectuais, ficou coberto de sangue. "Violência gera violência", diz Liz, ao assumir ter agredido, ela mesma, o menino de 6 anos que machucou a colega com o lápis. "Empurrei ele com força para fora da sala. Depois fiquei destruída", conta.

Na semana seguinte, diz Liz, um aluno de 16 anos a "atacou" após tentar mexer em sua bolsa.
"Ele disse que a escola era pública e que, portanto, a bolsa também era dele. Eu tentei tirar a bolsa, disse que era minha e então ele pulou em cima de mim na frente de todos", relata.
O adolescente foi suspenso por seis dias e voltou à escola. O mesmo não aconteceu com Liz, que pediu licença médica e se afastou por um ano. "Não me matei. Mas não estou convencida a continuar vivendo", diz.

Quadro negro e giz
A professora de inglês diz que a gota d'água para buscar ajuda de um psiquiatra foi quando percebeu que estava se tornando "muito severa" com a própria filha, de 6 anos. "Ali eu vi que estava perdendo a vontade de viver", diz. "A violência na escola é física, mas também é moral e institucional. Isso acaba com a gente", afirma.

A educadora diz que, nas duas oportunidades, não procurou a polícia por "saber que nada seria feito e que os policiais considerariam sua demanda pequena perto das outras".

Para a educadora, o modelo atual das escolas estaria ultrapassado, o que tornaria a situação mais difícil. "Na sala de aula, eu dou aula para as paredes. E se o aluno vai mal, a culpa é nossa. Essa culpa não é minha, eu trabalho com quadro negro e giz. Enquanto isso os alunos estão com celular, tocando a tela", observa. Em tratamento contínuo, ela diz que está, aos poucos, se afastando do ensino na rede pública.

"Dou aulas particulares também. E estes alunos eu vejo crescendo, progredindo", diz. Abandonar a escola, diz a professora, seria o caminho para resgatar sua autoestima. "A alegria do professor é ver o progresso do aluno. É gostoso ver o aluno crescer. A classe toda tirar 10 é o maior prazer do mundo, vê-los entrando na faculdade é a nossa alegria", diz. "Mas não é isso o que acontece".

Segundo a Prova Brasil, do Ministério da Educação (MEC), um terço dos professores que responderam ao teste em 2011 disse ter sido agredido verbalmente por alunos. Um em cada dez afirmou ter sofrido ameaças e aproximadamente um a cada 50 disse ter sido agredido físicamente por estudantes.À reportagem, o MEC afirmou que promove o projeto "Escola que Protege", cujo objetivo é "prevenir e romper o ciclo da violência contra crianças e adolescentes no Brasil.

A intenção é que os profissionais sejam capacitados para uma atuação qualificada em situações de violência identificadas ou vivenciadas no ambiente escolar".A secretaria da educação do Estado de São Paulo disse entender "que o enfrentamento à violência no ambiente escolar deve ocorrer em diversas frentes, que englobam polícia, comunidade escolar e família.
A pasta desenvolve desde 2009 em todas as 5 mil escolas paulistas o Sistema de Proteção Escolar, programa que orienta as equipes gestoras e apoia professores e alunos envolvidos em situações de vulnerabilidade".

*A pedido da professora, o nome real foi mantido em sigilo.
Fonte: Portal Terra

Comunicação: Colega Siden
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sábado, 23 de agosto de 2014

Quem irá ouvir e defender os professores?

Marina Vargas* - 23.08.14
Há poucos dias, fomos surpreendidos por uma grande polêmica acerca de um  Parecer do Conselho Estadual de Educação. Mesmo após o parecer que trata de procedimentos frente a casos de indisciplina dos alunos ter sido retirado da pauta de votação, o que fica nos professores e funcionários das escolas estaduais é um sentimento de desrespeito.

Repetiu-se o que estamos cansados de ver. As decisões importantes sobre o funcionamento das escolas são tomadas sem “a escuta” de quem está no seu dia a dia. Isto ocorreu, recentemente, também na mudança de currículo – o Ensino Médio Politécnico.

A nossa sensação foi de que, uma vez o parecer retirado de votação, os professores seriam ouvidos. Mas, até agora, nada!

No sábado, um conselheiro tutelar me dizia que um aluno sempre tem o direito a frequentar a aula, mas que existem nas turmas outros 29 com os mesmos direitos de estudar. Isto é sabido pela sociedade e, legitimamente, cobrado pelos pais.

No caso em questão, quem irá ouvir e amparar os professores? As direções, que, acuadas, acabam “aplicando” as ordens emanadas da Seduc, sem ouvir o grupo? A mantenedora – Seduc –, que estuda na teoria o que é melhor para as escolas sem estar em sintonia com as mesmas, na prática? A CRE, que não realiza encontros entre professores de escolas de uma mesma região da cidade para que estudem medidas preventivas? E ambas, que não suprem a carência de profissionais nas escolas, quanto menos de psicopedagogos, psicólogos?

Até quando esses órgãos do sistema continuarão jogando a culpa da evasão, da indisciplina e do desempenho dos alunos sobre os ombros de professores já sobrecarregados com tantas exigências, imposição de prazos exíguos para entregas de relatórios, pareceres, planos, projetos?

E o que dizer de nosso sindicato, que deveria, no mesmo momento em que houve a retirada do parecer, ter ouvido e mobilizado a categoria em busca de alternativas para este caso? Por mais brava e eficiente que seja uma representante do Cpers no Ceed, ela não cumprirá essa tarefa sozinha.

Queremos ser ouvidos e respeitados! Pelo Ceed, que não pode ser tão hermético. Pelo governo, que é responsável por prover as escolas da rede estadual de recursos humanos elementares e de capacitados a lidar com as situações conflitivas – governo que sequer paga o nosso piso.

*Marina Vargas é Professora de Artes da Escola Estadual Fernando Gomes
http://www.profemarli.com/index.php?pagina=1599112512
Comunicação: Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Professor receberá adicional noturno

Estado decide não recorrer de decisão da Justiça. Governo desconhece impacto nas contas
A decisão judicial que aprovou o pagamento de adicional noturno de 20% a mais por hora trabalhada aos Professores levou o governo estadual a se manifestar ontem. Por meio de nota, a Casa Civil afirmou que o Estado cumprirá a medida, que prevê o benefício para Docentes da rede pública em atividade entre as 22h e 5h.

Apesar de o direito ser garantido em legislações federais e estaduais, não estava previsto no Estatuto do Magistério. Por causa disso, até outubro do ano passado, quando o Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou a ação em favor da categoria, havia cerca de 800 processos individuais tramitando no Tribunal de Justiça pedindo o pagamento.

Na nota divulgada, a Casa Civil explicou que “o governo concorda com o mérito da ação e atenderá ao pedido da atual direção do Cpers de não recorrer da decisão”. A obrigatoriedade do pagamento será contada a partir da publicação do acórdão no Diário da Justiça, que pode ocorrer amanhã. O governo estadual também deverá repassar aos Professores o valor retroativo de adicional noturno pelas horas trabalhadas desde a data do ajuizamento da ação do MPE (outubro de 2013) ou das ações individuais.

A assessoria de imprensa da Casa Civil informou que ainda não sabe quantos Professores terão direito ao benefício e qual o montante que será gasto com adicional noturno. Somente após receber a decisão é que terá como divulgar mais detalhes. A rede estadual é formada por 78 mil Professores, e 30 mil trabalham no Ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (etapas de Ensino com aulas noturnas).

Fonte: Zero Hora (RS)   21 de agosto de 2014

Comunicação: Colega Siden.
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domingo, 17 de agosto de 2014

Pesadelo Alado...

Por Siden* - 17.08.14
O celular a pouco despertou...

Pelo vão da janela,

vejo lá fora, já clareou.

Penso tomar um copo de leite,

Duvidoso, esse deleite,

Arriscado, se tornou...


O que vale mesmo é o lucro,

desmedido, feroz...

Tudo parece inseguro,

Civilização atroz..


Abro o jornal,

Violência no Oriente, gente morta...

Violência aqui, acolá...

O menino corre da bomba,

Já não pode tomar leite,

O comércio, o lucro,

do leite, da guerra,

Muito sangue ... pouco leite!

É imoral, ilegal,

no entanto,

engorda,

Ah! engorda,

As contas bancárias...

E assim, a gente

Vai sobrevivendo,

Tantos arranhões,

Tudo parece penoso...


Na esquina,

Tenho dúvida,

Atravesso?

E se o motorista

Bebeu... leite...?


A chuva, outra vez, voltou...

Quem sabe, lave,

O sangue inocente do chão,

O verde do campo,

A ganância, a dor... 



É de causar arrepio...

Fala-se em limites,

Num mundo sem juízo,

Não dá pra dissimular,

Essa dor que dói,

Que dilacera por dentro...


Objeto alado destroçado,

O voo que vence distâncias,

Também interrompe trajetórias,

A asa que alarga horizontes,

Paradoxalmente, arrasa multidões,

E os sonhos,  ao baterem asas,

Vão desaparecendo...


Mas, a dor, a gente vence,

Supera a lágrima lúgubre,

O dia lá fora,

Sempre há um encanto!


A esperança não arrefece,

Talvez, um basta à desforra,

O Sol ainda brilha,

E os corações aquece!

*Siden Francesch do Amaral é Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Retirado da pauta o Parecer do CEED que trata das questões disciplinares dos alunos. As vozes dos educadores foram ouvidas!!!

Minha manifestação no CEEd - Profª Marli* - 07.08.14



Assim eu me manifestei


Reconheço os avanços da norma construída que está em debate hoje.

O que estamos debatendo não é apenas a possibilidade de expulsar um aluno e do direito do mesmo permanecer na escola, mas sim da autonomia da escola de construir suas normas de convivência de forma coletiva garantindo a todos alunos um ambiente propício para aprendizagem e para os educadores, condições físicas e psíquicas para orientar esse processo. Os alunos têm direito a contar com um ambiente de disciplina nas salas de aula. A qualidade da educação que buscamos precisa pensar também como cuidar de quem cuida dos nossos estudantes.

O princípio da cooperação diz que a criança e o adolescente são sujeitos de direitos e de deveres. E a CF aponta no artigo 27 que eles devem estar a salvo de toda forma de negligência. Portanto estamos sendo negligentes com os demais alunos ao não estabelecer de forma clara, direitos e deveres para todos eles. Reforçado pelos pedagogos a importância de estabelecer limites com normas claras.

A LDB reafirma a autonomia da escola, o Parecer nº 820 de 2009 desta casa, recomenda e enfatiza que as normas de convivência devem ser construídas trabalhadas e conhecidas pelos segmentos da escola, com o direito a ampla defesa e o compromisso dos envolvidos para a superação dos conflitos. MAS AQUI A NORMA EM DEBATE, LIMITA ESTA CONSTRUÇÃO AFIRMANDO QUE O TEXTO NÃO PODE FERIR O DIREITO DO ALUNO DE PERMANECER NA ESCOLA.

Não podemos aceitar que esta responsabilidade seja apenas dos educadores que já são responsabilizados e culpabilizados pela evasão, repetência, índices educacionais e agora também pela indisciplina.

O texto diz que os conflitos e dificuldades de convivência devem ser tratados na escola e os encaminhamentos e mediações feitos pela própria equipe diretiva, a mantenedora deve ASSISTIR E ORIENTAR. Ela também é responsável e deve assegurar equipes multidisciplinares para mediar estes conflitos. Ser responsável apenas pela mediação extraclasse como diz o texto não é suficiente isso não é responsabilidade compartilhada.

A escola é um espaço de atos pedagógicos resultado das condições existentes, da falta de apoio da mantenedora, das inúmeras exigências e responsabilidades que lhe são atribuídas. Colocar no parecer que a escola pode cometer atos punitivos desqualifica ainda mais a imagem dos educadores e da escola tão denegrida.

O QUE SÃO ATOS PUNITIVOS? Como afirma o texto

Refazer uma prova que tirou zero, silenciar depois do aluno agredir o colega ou professor? Neste caso a punição será para a vítima?

Segundo a Constituição, toda a pessoa tem direitos e deveres e quando destaca o Princípio da igualdade, afirma: "Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever...".

TODOS, alunos indisciplinados e também os demais.

Nesse sentido, é fundamental GARANTIR E OBSERVAR no processo educativo regras saudáveis de convivência no ambiente escolar ESTABELECIDO no conjunto de normas de conduta como um instrumento de apoio que deve ser aperfeiçoado e atualizado permanentemente.

As medidas disciplinares deverão ser aplicadas ao aluno em função da gravidade da falta, idade do aluno, grau de maturidade e histórico disciplinar, comunicando aos pais e ou responsáveis, compartilhando assim a responsabilidade de todas as ações pedagógicas construídas coletivamente, sempre com a estrutura necessária proporcionada pela mantenedora.

Não é a Zero Hora e a imprensa que deve pautar nossos debates é esse Conselho que deve publicizar os temas que estão na nossa pauta para que a sociedade possa se manifestar.

Parabenizo à decisão da Comissão que retirou o parecer de pauta para ampliação dos debates. Da mesma forma solicito que o pedido de Vista do Conselheiro Hilário não seja votado para que possamos continuar e ampliar este debate.

Marli H. K. da Silva

Representante do CPERS no CEEd

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ABAIXO A NOTA PÚBLICA EMITIDA PELO CEEd

NOTA PÚBLICA (/)

O Conselho Estadual de Educação do Rio Grande do Sul, em Sessão Plenária no dia de hoje, definiu pela continuidade da discussão sobre a consulta formulada por Promotorias de Justiça do Ministério Público quanto à transferência compulsória de alunos nas escolas do Sistema Estadual de Ensino.

A posição do Conselho foi motivada pela avaliação de que é necessário ampliar a participação das representações educacionais no debate e de que a comunidade escolar gaúcha precisa, ainda, ser esclarecida sobre o tema em discussão para se apropriar do efetivo conteúdo da manifestação em estudo.

O Conselho reafirma sua responsabilidade constitucional de responder demandas no âmbito do Sistema Estadual de Ensino e destaca sua composição plural que contempla as representações dos segmentos da comunidade escolar e suas diferentes concepções que se expressam no debate ocorrido até agora neste Conselho.

Porto Alegre, 06 de agosto de 2014.

Cecília Maria Martins Farias

Presidente do Conselho Estadual de Educação

Fonte da notícia: Assessoria de Gabinete/CEEd/RS

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Atenção: Festa dos Imigrantes e Motoristas!

No dia 25 de julho de 2014
não haverá expediente na sede do 14º Núcleo do CPERS/Sindicato.

Motivo
Dia 25/07 – Feriado Municipal em São Leopoldo

Abriremos no dia 28 de julho de 2014
Expediente:   das 8h30min às 12h
das 13h30min. às 18h.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Hora atividade para professores unidocentes: mais uma batalha ganha

14/07/2014 17:18
O CPERS/Sindicato vem travando uma grande luta para garantir o cumprimento da Lei do Piso em todos os seus aspectos. A luta pelo cumprimento da hora atividade tem como objetivo garantir as condições de trabalho, com o devido cumprimento deste item da lei para todos os professores.

O Sindicato, além do reconhecimento da plena constitucionalidade da lei pelo Supremo Tribunal Federal, ainda obteve liminar em Ação Coletiva que determina que o governo implante a hora atividade em todas as escolas. 

Mesmo com essas vitórias jurídicas, o governo resiste em implementar corretamente a hora atividade. Em particular, tem negado este direito aos professores que possuem unidocência. 

Por esses motivos, o CPERS/Sindicato saiu em defesa dos professores unidocentes e demonstrou para o Judiciário que esta parte da categoria estava sendo ignorada no seu direito. 

O movimento político e jurídico feito pelo Sindicato resultou no despacho proferido nesta segunda-feira, dia 9, no qual a juíza Carmen Carolina Cabral Caminha, no Processo 11201829276, em concordância com a argumentação da entidade, determina que o Estado do Rio Grande do Sul comprove o cumprimento da liminar proferida em 2012 para os professores unidocentes.

Tal despacho, além de comprovar que a liminar está em plena vigência, ao contrário do que o governo vem enganosamente propagandeando, reafirma o direito dos professores unidocentes à hora atividade.

http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3929
Por César Nascimento de Moura, Professor e Conselheiro 1/1000 do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.
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domingo, 13 de julho de 2014

O Imponderável...

Por Siden* - 13.07.14
No momento em que tantos estão atônitos com os últimos resultados de nossa seleção de futebol, talvez pudesse falar sobre o ponderável ou seu antônimo.

Quem sabe, não devesse falar de futebol, do imponderável...

Se, falar em números, prometo fazer o maior esforço para evitar o número sete...

É fácil. Posso usar artifícios aritméticos, como por exemplo cinco mais dois, ou seis mais um, ou ...

Quem sabe, devesse falar de livros, de leituras.

Sim, do prazer imenso de ler.

Do conhecimento que nos trazem os livros.

Cada vez que entro numa biblioteca sinto uma pontada de dor pelos livros que ainda não li...

Firmei como propósito desse ano ler 50 livros.

Acho que vai ser difícil de atingir a meta, pois já atingimos o 2º semestre e estou iniciando a leitura do 17º livro.

Mas, voltando ao imponderável, domingo é jogo de decisão de Copa do Mundo.

Talvez, nem seja imponderável...

A verdade que ando meio sem vontade de falar em futebol...

Tomara que o mês de Julho acabe logo.

Cada vez que escrevo a data do dia lá vem o mês e me deparo com sete...

Desculpem terminei falando o número.

Não foi de propósito...

Nunca estive tão ansioso esperando agosto.

Só pra me livrar do número .... (me nego a repetir o número)

Lembrei-me de um técnico de futebol que dizia que o futebol é uma caixinha de surpresas...

Tinha razão!

E que surpresas!...

Não sabia que eram tantas...

O imponderável?...

Estádios Padrão FIFA.

Escolas, Saúde, padrão qual mesmo?

Vida dura!

Com licença, vou voltar à leitura do livro, tem sido mais agradável...

E divertido também...

Bom Domingo e Boa Semana a Tod@s!

*Siden Francesch do Amaral é Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Egressos de escolas públicas terão 40% das vagas na Ufrgs em 2015

Percentual de cotas, que era de 30% foi alterado pelo Conselho Universitário
11/07/2014 18:32
O Conselho Universitário da Ufrgs alterou o percentual de cotas para ingresso no ano que vem, tanto via vestibular quanto pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O índice passou de 30% para 40% e favorece egressos do ensino médio no sistema público. Em 2016, o limite vai ser ampliado para 50%.

O objetivo da medida é adequar os processos de ingresso na Universidade à lei federal que exige ampliação gradual do índice de vagas reservadas em todas as instituições federais de ensino. As divisões seguem sendo por renda e raça/etnia.

As vagas para ingresso na Ufrgs são divididas entre Concurso Vestibular e Sisu, que usa a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Vestibular fica com 70% das vagas e o Sisu com as 30% restantes.

O percentual de 40% de vagas reservadas é dividido em quatro faixas:
a) candidatos com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita;
b) estudantes com renda familiar bruta igual ou inferior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita, com registro de autodeclaração étnico-racial (preto, pardo ou indígena);
c) candidatos com renda familiar bruta superior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita;
d) alunos autodeclarados e com renda familiar bruta superior a 1,5 salário-mínimo nacional per capita.
Fonte: Samuel Vettori/Rádio Guaíba
http://www2.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=530326
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Comissão Eleitoral homologa resultado das eleições para a direção central e direções de núcleos

A Comissão Eleitoral homologou na quinta-feira 3 o resultado do processo eleitoral que elegeu a direção central do CPERS/Sindicato para o triênio 2014-2017. Também foram homologados os resultados que renovaram as direções dos 42 núcleos da entidade.
A Chapa 2 – “CPERS Unido e Forte”, liderada pela professora Helenir Aguiar de Oliveira, venceu a eleição com um total de 13.488 votos, o que representa 38,30% do total de votos válidos.
A Chapa 1 – “Sou Mais CPERS”, encabeçada pela professora Rejane de Oliveira, obteve 12.349 votos (35,06%); a Chapa 3 – “Romper as Amarras para Mobilizar o CPERS”, que tinha como candidata a professora Neida de Oliveira, ficou com 7.831 votos (22,24%); e a Chapa 4 – “Construção pela Base! Para Mudar o CPERS de Verdade!”, liderada pela professora Katiana Pinto, angariou 1.550 votos (4,40%).
O processo ainda registrou 598 votos em branco (1,63%) e 835 votos nulos (2,28%). De um total de 81.519 sócios com direito a voto 36.651 (44,96%) compareceram às urnas. Confira os nomes homologados e outras informações do processo eleitoral no link Eleições 2014 deste portal.
SEGUNDA ETAPA - O processo eleitoral ainda tem a segunda etapa, quando serão eleitos os representantes 1/1000, representantes estaduais dos aposentados, além de representantes municipais e de aposentados para os núcleos. A eleição está marcada para o dia 20 de agosto de 2014, das 8h às 22h.
As inscrições de chapas deverão ser feitas nos dias 1, 4 e 5 de agosto, com a homologação ocorrendo no dia 8 de agosto.
João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3942
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Educadores da rede estadual cobram o Piso e mais investimentos na educação pública

25/06/2014 14:50
Durante caminhada realizada na manhã desta quarta-feira 25, em Porto Alegre, educadores da rede estadual protestaram contra a falta de recursos para a educação pública e deram continuidade à denúncia do não pagamento do piso. A categoria cobrou a realização de concurso e o pagamento de promoções para funcionários de escola.

Os educadores se concentraram em frente ao CPERS/Sindicato, na avenida Alberto Bins, de onde se deslocaram até o Largo dos Açorianos, passando pelas ruas Otávio Rocha e Dr. Flores e pelas avenidas Salgado Filho e Borges de Medeiros. No trajeto, os manifestantes receberam a solidariedade de argentinos e nigerianos que se dirigiam ao Beira Rio pelo chamado Caminho do Gol.

“No Beira Rio, enquanto a bola rola, não tem saúde, não tem transporte, não tem escola” cantavam os educadores durante a caminhada. Cobraram que esses serviços também tenham o padrão FIFA exigido para os estádios de futebol. 


Para a presidente do CPERS/Sindicato, Rejane de Oliveira, o governador Tarso Genro traiu a categoria e a educação pública, pois depois de eleito não cumpriu o que assinou e se comprometeu a pagar. Rejane se referia ao pagamento do piso para professores e funcionários de escola.

João dos Santos e Silva, assessor de imprensa do CPERS/Sindicato
Fotos: Guilherme Santos
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3938
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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terça-feira, 24 de junho de 2014

Atenção: CONSULTA JURÍDICA

Atendendo a solicitação dos sócios, estamos alterando o turno de atendimento da Assessoria Jurídica na sede do 14º Núcleo do CPERS/SINDICATO.
Todas as Quartas-feiras
 no turno da tarde das 13h30min às 17h
Informamos que os advogados do Escritório Young Dias Lauxen e Lima - Advogados Associados estarão atendendo na sede do 14° Núcleo do CPERS/Sindicato (Rua Bento Gonçalves, 946 sala 101 Centro São Leopoldo).
Para consultas em geral e para processos
O atendimento será por ordem de chegada.
Maiores informações: Fone 3592 4968  Fax 3591 3856
ou nucleo14@cpers.org.br

Por Joana Flávia Scherer, Assistente Geral do 14º
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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Hora atividade para professores unidocentes: mais uma batalha ganha

09/06/2014 17:18
O CPERS/Sindicato vem travando uma grande luta para garantir o cumprimento da Lei do Piso em todos os seus aspectos. A luta pelo cumprimento da hora atividade tem como objetivo garantir as condições de trabalho, com o devido cumprimento deste item da lei para todos os professores.

O Sindicato, além do reconhecimento da plena constitucionalidade da lei pelo Supremo Tribunal Federal, ainda obteve liminar em Ação Coletiva que determina que o governo implante a hora atividade em todas as escolas. 

Mesmo com essas vitórias jurídicas, o governo resiste em implementar corretamente a hora atividade. Em particular, tem negado este direito aos professores que possuem unidocência. 

Por esses motivos, o CPERS/Sindicato saiu em defesa dos professores unidocentes e demonstrou para o Judiciário que esta parte da categoria estava sendo ignorada no seu direito. 

O movimento político e jurídico feito pelo Sindicato resultou no despacho proferido nesta segunda-feira, dia 9, no qual a juíza Carmen Carolina Cabral Caminha, no Processo 11300771713, em concordância com a argumentação da entidade, determina que o Estado do Rio Grande do Sul comprove o cumprimento da liminar proferida em 2012 para os professores unidocentes.

Tal despacho, além de comprovar que a liminar está em plena vigência, ao contrário do que o governo vem enganosamente propagandeando, reafirma o direito dos professores unidocentes à hora atividade.
http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=3929
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Justiça revoga prisão de advogado acusado de prejudicar 30 mil clientes

Procurado pela Interpol terá 30 dias para voltar ao Rio Grande do Sul e se apresentar
30/05/2014 20:59
A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado revogou prisão ao advogado acusado de prejudicar clientes em R$ 30 milhões. Em sessão realizada, na tarde desta sexta-feira por unanimidade, foi dado salvo conduto de 30 dias para o suspeito de liderar quadrilha que lesou mais de 30 mil clientes, conforme investigação da  Polícia Federal de Passo Fundo.

O julgamento da ação foi encerrado na tarde dessa sexta-feira. A partir do salvo conduto, o advogado terá de 30 de maio a 30 de junho para retornar ao Brasil e se apresentar ao juízo da 3ª Vera Criminal da Comarca de Passo Fundo.

Após retornar, o acusado terá de cumprir condições cautelares como: comparecimento semanal, em juízo, às segunda e sextas-feiras, para informar e justificar suas atividades; proibição de manter contatos com as vítimas, salvo se tiver autorização judicial expressa. Além disso, ele terá recolhimento domiciliar, diariamente, no período entre 21h e 6 h do dia seguinte. Também terá de entregar o passaporte e depositar fiança no valor de R$ 1.626.734,75.

A fiança deve ser depositada em conta remunerada do Banrisul de Passo Fundo, vinculada ao processo criminal de origem, para assegurar, em caso de eventual condenação, o pagamento de indenização pelos danos causados as vítimas, multas legais e custas processuais. A decisão da 6ª Câmara Criminal do TJE também manda oficiar a Superintendência da Policia Federal, no Rio Grande do Sul, dando conta do salvo-conduto, informando inclusive a Interpol.

Fonte: Acácio Silva / Correio do Povo
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/?Noticia=526886
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.
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quarta-feira, 28 de maio de 2014

PM dispersa manifestação de professores no Rio e nem Batman escapa

28/05/2014 - 18h35min
Nem o lendário Batman, personagem das histórias em quadrinhos incorporado pelo protético Eron Moraes de Mello, escapou da violência durante manifestação de professores estaduais e municipais, no início da tarde de hoje (28), em frente à prefeitura do Rio. Os educadores, em greve desde o dia 12, aguardavam em frente ao prédio o término de uma reunião com representantes do Executivo quando decidiram interromper a Avenida Presidente Vargas, que liga o centro à zona norte. Eles pretendiam seguir em passeata até a sede da Secretaria Estadual de Educação, no bairro Santo Cristo, na mesma região.

Em questão de minutos, policiais militares chegaram em diversas viaturas e fizeram uma primeira tentativa de desobstruir a avenida, empurrando os professores, formando uma linha e usando apenas os escudos.

Como os manifestantes se recusaram a sair da avenida, os policiais usaram spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo, provocando correria e protesto dos educadores. Neste momento, Mello acabou atingido na cabeça, que ficou ensanguentada, assim como sua fantasia de Batman. “Quando eu senti a pancada, comecei a sangrar na cabeça. Eu estava totalmente pacífico. Sou contra a violência. Ela veio por parte da polícia, que agiu truculentamente, sem necessidade, batendo nos professores. Me empurraram com o escudo e bateram com o cassetete”, contou.

Os professores prosseguiram pela Avenida Presidente Vargas, escoltados pelos policiais. A presidenta do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Leila Mariano, havia declarado ilegal a greve dos professores estaduais, em decisão tomada ontem (27), estipulando multa diária de R$ 300 mil para  o Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação no Rio (Sepe), caso a greve não seja encerrada.

A diretoria do sindicato informou que não seria possível terminar a greve antes de consultar a categoria. A Secretaria Estadual de Educação disse que cortaria o ponto dos professores faltosos.
[...]
Vladimir Platonow, Repórter - Edição: Luana Lourenço
http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2014-05/pm-dispersa-manifestacao-de-professores-no-rio-e-nem-batman-escapa
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.
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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Publicada no Diário Oficial a nomeação de mais 961 professores

26.05.14
Foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), nesta sexta-feira (23), a nomeação de mais 961 professores aprovados no Concurso do Magistério de 2013. Nos dias 5 e 6 de junho, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) fará mutirão para empossar os 961 professores aprovados no concurso do magistério. No momento da posse, os docentes serão designados para a escola onde lecionarão, entrando em exercício imediatamente.

Com mais este mutirão, o número de aprovados no concurso do magistério em atividade na rede estadual chegará a 2.861. As nomeações abrangem as 30 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs). Participam do mutirão, além da Seduc e da SARH, a Cia. de Processamento de Dados do Rio Grande do Sul (Procergs) e a Casa Civil.

Fonte: Portal SEDUC
Por Siden Francesch do Amaral, Diretor Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.
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