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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quanto vale um professor!

ROSANA REGO CAIRUGA* - 21.09.12
Caro leitor,
Essa crônica tem remetente, mas incrivelmente parece não ter destinatário, mesmo assim, escrevo na esperança de obter algumas respostas.

Há muito tempo se discute que os professores (todos eles) devem ser mais valorizados, que recebem pouco em termos de salário e que exercem a sua profissão em condições precárias de estrutura física, organização e, por incrível que pareça, higiene, beirando à insalubridade. Salvo alguns poucos, e nessa classe me incluo, que trabalham em instituições privadas ou em alguns municípios que pagam mais e que oferecem alguma infraestrutura. Exceções existem!

Mas, voltando às perguntas, gostaria de saber por que um professor no Rio Grande do Sul não merece nem ao menos ganhar, como básico, o Piso Nacional estipulado pelo Governo Federal?

Será que é porque o piso é realmente muito alto? E não estaria de acordo com uma profissão que tem tão pouca utilidade e serventia à sociedade? Deve ser isso. Afinal de contas o que é importante nessa profissão, que historicamente foi considerada uma vocação ou então uma profissão de mulheres que somente auxiliam no sustento da casa e que por isso não têm direito e necessidade de receber melhores salários e condições? Pois pasmem, além de não ser verdade que essa profissão é unicamente destinada ao sexo feminino, também cada vez mais as mulheres no Brasil são provedoras dos lares, ou seja, são responsáveis pelo sustento da casa e arrimo de família.

O motivo dos professores não receberem o Piso Nacional deve ser mesmo porque ensinar alguém a ler e escrever e introduzi-lo no mundo fantástico das letras e dos livros seja supérfluo ou então que a imaginação, que é a provedora da inteligência, não seja necessária as nossas crianças e jovens. E pelo menos as quatro operações quem sabe também não são importantes como conteúdo de aprendizagem, visto que o desenvolvimento das operações mentais formais não são recomendadas em um país em desenvolvimento. Isso, falando em conteúdos. E as emoções que tantas vezes o professor precisa dar conta em sua sala de aula?

Por que será que um professor não pode nem por direito ao menos receber como salário básico o Piso Nacional? Deve ser porque o piso realmente é muito pouco, pois, com ele e trabalhando 40 horas, um professor por mais cálculos e economia que faça não consegue se alimentar e alimentar a sua família, pagar a sua saúde, se aperfeiçoar, comprar livros, ir a cinema, teatro, entre tantas outras coisas que um ser humano deveria ter direito a fazer. Segundo o sociólogo italiano, Domenico De Mais, o ócio é criativo e necessário!

Como aguardo respostas e também não tenho destinatário fico pensando que realmente não pagam como básico o Piso Salarial estipulado pelo governo federal por que um professor vale muito mais do que isso!

*ROSANA REGO CAIRUGA é Pedagoga com especialização em Supervisão Escolar
http://www.cpers.org.br/index.php?cd_artigo=437&menu=36

 

Leia, no Blog Opinião Dorotéia, o artigo do Prof. Siden:
Fim de Estação
Agrada-me falar do clima, principalmente, quando é a primavera que chega. Mas, quem sabe, eu devesse falar do Piso Nacional dos professores que ainda não veio. Prefiro falar da generosidade da estação que bate à porta...

Jovens são vítimas da violência em Canoas
Assaltos e roubos ocorridos no entorno de escolas preocupam a comunidade e podem traumatizar crianças e adolescentes.
Laira de Souza Sampaio - 22/09/2012 18:35
Assaltos ocorridos no entorno de escolas têm preocupado a comunidade de Canoas. Especialistas apontam que a convivência com a violência pode gerar traumas em crianças e jovens. No Centro da cidade, por exemplo, a situação está sendo vivenciada por pais e alunos da Escola Estadual André Leão Puente.

Eles reclamam dos constantes assaltos e roubos sofridos pelos estudantes. Uma das vítimas foi uma jovem de 15 anos, assaltada na última semana, na rua Coronel Vicente, quando voltava para casa, por volta das 11h50min. Sob a ameaça de um revólver, ela foi obrigada a entregar o celular. "Minha filha chegou chocada, chorando, quase desmaiando", conta a mãe.

A coordenadora da 27ª Coordenadoria Regional de Educação, Lúcia Barcelos, diz que não recebeu reclamações sobre tais incidentes. Porém, reforça que, como não acontecem dentro da escola, muitas vezes os alunos não avisam a direção, e o fato acaba não chegando até ela. "Mas, diante do relato que vocês receberam, vou passar aos diretores de todas as escolas que conversem com os estudantes para que comuniquem quando roubos e assaltos acontecerem."

Os assaltos e roubos a estudantes não se restringem a essa escola. Conforme o comandante do 15º Batalhão de Polícia Militar de Canoas, tenente-coronel Mario Ikeda, outras instituições do Centro também sofrem com a ação e já informaram a corporação. Segundo ele, não há efetivo para estar presente em todos os colégios nos horários de entrada e saída dos estudantes. Explica que a Brigada Militar realiza patrulhamento motorizado, que circula entre os colégios em horários alternados. "É importante que a comunidade registre os fatos para que possamos mapear os casos e intensificar o policiamento nas áreas com maior ocorrência."

Psicóloga especialista em psicologia escolar e educacional, Maria da Graça de Souza Moraes observa que a violência gera medo nas crianças e jovens e, consequentemente, reflexos diretos nos estudos. "Os estudantes já vão para a aula com medo e ficam pensando como vai ser no horário da saída. Isso pode prejudicar os estudos, já que ele não consegue se concentrar", ressalta a professora da Ulbra. Tanto escola quanto família devem desenvolver medidas protetivas. Em casos mais graves, o medo da violência pode causar agressividade e patologias traumáticas, já que o jovem ainda está em desenvolvimento e precisa de proteção.

A doutora em psicologia do desenvolvimento e cultura e professora da Ufrgs Clary Milnitsk Sapiro afirma que atualmente a violência é quase um valor inerente à sociedade. "Não que a sociedade queira consumir a violência, mas, como ela se apresenta hoje, acabam convivendo." Segundo Clary, o grande perigo da violência para o jovem é que este acabe dessensibilizado, pois, quanto mais exposto à violência, mais ele se familiariza com ela e pode se tornar uma pessoa com atitudes violentas. "Os adultos, que devem proteger, não estão organizados, nem dentro, nem fora da escola. Quanto menos protegidos, mais a criança e o adolescente vão buscar meios para se proteger."
Fonte: Correio do Povo
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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