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Parabéns Educadores e Demais Cidadãos Gaúchos!!! Yeda (Nota Zero, Déficit Zero e Aumento Salarial Zero) Já Foi Demitida, MAS, deixou seus representantes no Governo e na Assembleia Legislativa!

sábado, 11 de junho de 2011

Ato Público dia 14 de Junho

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
Fernando Pessoa
123º Aniversário

Ato Público Nesta Terça
Saída dos ônibus:
Novo Hamburgo = às 8h45min, nos fundo do Colégio 25 de Julho


São Leopoldo = às 9h, em frente à Escola Pedrinho
(Rua São Caetano, 616 Centro - S.L.)


CONFIRMAR LUGAR NO ÔNIBUS ATÉ DIA 13/06/2011 ÀS 17 HORAS POR FONE 3592 4968 - FAX 35913856. E-MAIL cpers.sind.14.sl@terra.com.br ou nucleo14@cpers.org.br

OBS.: Para outras cidades há possibilidade de saída de ônibus ou van (entrar em contato com o 14º Núcleo).

Por Joana Flávia Scherer, Assistente do 14º Núcleo.

Nada como um dia depois do outro...
Cabral propõe usar fundo de reserva para gratificar bombeiros
13/06/2011 07:50h
O governador Sérgio Cabral vai propor à Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) nesta segunda-feira, dia 13, que 30% dos recursos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom) sejam utilizados para pagar gratificações aos militares. A informação foi divulgada pela assessoria do governo na noite deste domingo.

A proposta é aplicar o restante do fundo, cuja arrecadação em 2010 foi de R$ 110 milhões, para a manutenção e aquisição de equipamentos, treinamento de pessoal para a Defesa Civil, assistência social para o Corpo de Bombeiros e assistência médico-hospitalar.
http://www.pop.com.br/popnews/noticias/brasil/498655-Cabral_propoe_usar_fundo_de_reserva_para_gratificar_bombeiros.html

Convite


Professores de Santa Catarina fazem assembleia de greve com 15 mil
Luana Bonfante, de Florianópolis (SC) - 10.06.11
Na quinta-feira, 09/06, aconteceu a maior Assembleia da história do magistério em Santa Catarina. Quinze mil pessoas lotaram a Passarela do Samba Nego Quirido, em Florianópolis. Foram 231 ônibus de todas as regiões do estado, e o sentimento que reinou entre os presentes era de unidade, que se comprovou pela votação unânime de continuidade da greve.

Os professores, que até agora não receberam nenhuma proposta à altura das mobilizações e das lutas que vêm travando, com uma demonstração da mais pura democracia operária, decidiram que o comando de greve deveria apresentar uma contra-proposta ao governo. Nela está contida a exigência de que o piso seja aplicado no vencimento e na carreira sem que se perca a regência de classe que o governo quer tirar dos professores.

O governador Raimundo Colombo (PSD) insiste em dizer que não há dinheiro, que o piso estoura o orçamento, e chegou ao cúmulo de sugerir que as reivindicações dos trabalhadores em educação eram uma extorsão do estado. Porém, quando colocam isso, esquecem de dizer que em Santa Catarina o dinheiro do FUNDEB é distribuído entre a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, poderes que não têm responsabilidade direta pela educação fundamental e média. Além disso, dos 25% da arrecadação que devem ser investidos na educação, apenas 22% são repassados, ou seja, 3% a menos do que o previsto. Os professores sabem que há dinheiro. O que não há é prioridade com a educação.
[...]
O sentimento da categoria agora é a unidade para enfrentar as próximas semanas, buscando o apoio da população e fazendo essa que é a maior greve da história do estado. Do outro lado, o do governo, o sentimento só pode ser de medo, pois aquele que dizia que não receberia mais os professores, que as negociações terminaram, marcou, depois da linda manifestação de 15 mil pessoas, uma audiência para negociar, na próxima terça, dia 14.

Os trabalhadores em educação não permitirão que suas conquistas sejam retiradas, lutando até o fim para que a lei seja cumprida. No que depender dos educadores catarinenses, Santa Catarina vai tremer nos próximos dias.
http://pstu.org.br/movimento_materia.asp?id=12898&ida=0
Protesto em Madri

Educação catarinense na greve pelo piso!
Ousar lutar, ousar VENCER!

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DA GREVE
Dia 13 de junho (Segunda)
– Período matutino: Cada professor mantém vigília em sua escola para mantermos o nível de mobilização atual. Caso sua escola não apresente problemas de adesão tome a iniciativa e organize com seus colegas uma passagem a uma escola vizinha. Atos espontâneos fortalecem muito a luta do magistério.
– 13:30h: Ato em frente ao colégio Simão Hess na Av. Madre Benvenuta, n. 463 (perto da Academia Militar na Trindade).
– 14h: Armação da Tenda da Greve na Esquina democrática no centro (esquina da r. Felipe Schmidt com r. Deodoro) com distribuição de panfletos, calendário de atividades, assinatura de abaixo-assinados e outras atividades.

Dia 14 de junho (Terça) – Revezamento das regionais – Período matutino:
Regional de Florianópolis: Concentração às 9h em frente ao HEMOSC do centro, realizando doação de sangue e ato/pedágio da greve.
Regional de São José: Ato de pressão durante as negociações com o governo (local e horário a confirmar)
Período vespertino:
Regional de Florianópolis: Às 14h, ato na Assembleia Legislativa (ALESC) para pedir aos deputados o rechaço da MP do governo que destrói nosso plano de carreira.
Regional de São José: Concentração às 14h em frente ao HEMOSC do centro, realizando doação de sangue e ato/pedágio da greve.

Dia 15 de junho (Quarta)
- Período matutino: Visita às escolas. Participem! Concentração às XX:00 horas no SINTE (Rua Vidal Ramos, 2 andar, Centro). [horário a confirmar]
- 14h: Assembleia regional unificada de São José e Florianópolis (local a confirmar)

Dia 16 de junho (Quinta)
- Período matutino: Visita às escolas. Participem! Concentração às XX:00 horas no SINTE (Rua Vidal Ramos, 2 andar, Centro). [horário a confirmar]
- 14h: Ato nacional em defesa da educação (local a confirmar).

Dia 17 de junho (Sexta)
- Período matutino: Visita às escolas. Participem! Concentração às XX:00 horas no SINTE (Rua Vidal Ramos, 2 andar, Centro). [horário a confirmar]
– 14h : Reunião do comando de greve da regional de Florianópolis para planejar as atividades da semana que vem. Todos convidados. Local: Sindsaúde. Rua Frei Evaristo, 77 – Centro (próximo à ACP).

ATENÇÃO: Atividade indicada para esta semana nas escolas: Cada escola realizar uma reunião com os pais visando esclarecer o motivo da continuidade da nossa greve (há muita desinformação) e buscar apoio dos pais por meio de documento/carta assinado por esses.

As reuniões do comando de greve de Florianópolis [são abertas] ocorrerão todos os dias às 18 horas, após o ato da tarde no SINDPD-SC (Avenida Mauro Ramos nº 80 – Centro; próximo ao IEE). ATENÇÃO, É IMPORTANTE TER PELO MENOS UM REPRESENTANTE DE CADA ESCOLA PARA CONSTRUIR A MAIOR GREVE DA HISTÓRIA DA CATEGORIA!
Fonte: http://educacaoemgreve.wordpress.com/

Pacote de medidas do Piratini afasta possibilidade de greve na Polícia Civil
10.06.11 - 19:29
Representantes dos policiais civis estiveram reunidos com o secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, que garantiu aposentadoria especial para a categoria e também promoções. Segundo o presidente da Ugeirm-Sindicato, Isaac Ortiz, o acordo significa que os aposentados terão paridade e integralidade com o quadro da ativa. Quando houver reajuste salarial, o mesmo percentual deve ser estendido aos inativos. De acordo com Ortiz, outra reivindicação historica atendida é o cumprimento das promoções que, segundo o governo, beneficiarão 1241 servidores.

A secretária da Administração, Stella Farias, participou do encontro e marcou audiência para discutir o plano de carreira com o sindicato. O secretário Carlos Pestana, que comandou a reunião, disse que as promoções serão implementadas gradualmente em até três anos e também serão nomeados 500 inspetores e escrivães concursados.

Pestana descartou que o governo tenha atendido as reivindicações em função de ameaça de greve da categoria, cogitada para o próximo dia 15. O secretário salientou que a segurança pública é uma das prioridades do governo e que outros questionamentos dos servidores, como a matriz salarial, terão novo debate. Pestana ainda revelou que o governo estuda a realização de concurso público para a Brigada Militar.
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=278181

Brasil desrespeita princípios laicos, alega ONU
Vivian Virissimo*
O Rio Grande do Sul figura entre os 11 estados brasileiros que desrespeitam preceitos de caráter laico do Brasil. Esta informação consta em Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que aborda a imposição do ensino religioso em escolas públicas em países que se denominam “estados laicos”, ou seja, nações que sejam oficialmente neutras em relação às questões religiosas.

O documento será apresentado na semana que vem ao Conselho de Direitos Humanos da ONU e questiona a validade do ensino religioso nas escolas, assunto que pode gerar incidentes diplomáticos entre o Governo Brasileiro e o Vaticano.

A elaboração do documento ficou a cargo da relatora da ONU para o direito à cultura, Farida Shaheed. Na sua argumentação, Farida alerta que a intolerância religiosa e o racismo persistem na sociedade brasileira, a exemplo dos seguidos ataques realizados por “seguidores de religiões pentecostais” contra praticantes de religiões afro-brasileiras no Pais. Para evitar esse preconceito religioso, afirma Farina, seria necessária uma posição mais firme por parte do governo brasileiro.

Além do Rio Grande do Sul, os estados citados no levantamento são Alagoas, Amapá, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, o ensino religioso deve ser oferecido em todas as escolas públicas de ensino fundamental, embora a matrícula seja facultativa.

A intenção da relatora é que o material contribua para uma revisão, por parte de especialistas, sobre os assuntos tratados nas aulas de religião das escolas públicas. ”Deixar o conteúdo de cursos religiosos ser determinado pelo sistema de crença pessoal de professores ou administradores de escolas, usar o ensino religioso como proselitismo, ensino religioso compulsório e excluir religiões de origem africana do curriculum foram relatadas como as principais preocupações que impedem a implementação efetiva do que é previsto na Constituição”, sustenta Farida.

A definição do conteúdo é feita pelos Estado e municípios, mas a legislação afirma que o conteúdo deve assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa e proíbe qualquer forma de proselitismo.

*Vivian Virissimo, do portal Sul 21, com informações da Rede Primeira Infância

Enem fecha inscrições com mais de 6,2 milhões de candidatos, diz MEC
11.06.11 - 09:03
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve mais de 6,2 milhões de inscrições, segundo informações do Ministério da Educação (MEC). O exame anterior teve 4,6 milhões de inscritos.

As inscrições acabaram à zero hora deste sábado (11). Somente no último dia, 850 mil se inscreveram, de acordo com o ministério.

Quem se inscreveu deve pagar a taxa de R$ 35 até a próxima segunda-feira (13). Segundo o Inep, o boleto poderá ser gerado por todos os candidatos pela internet até as 16h de segunda-feira.

O pagamento do boleto pode ser feito em qualquer agência do Banco do Brasil até as 16h. Correntistas do banco podem fazer o pagamento pela internet ou em caixa eletrônico até as 22h (horário oficial de Brasília), desde que tenham gerado o boleto até as 16h no site do Enem.

O Enem é usado por universidades públicas e privadas para o acesso ao ensino superior. Também pode ser usado para se obter a certificação do ensino médio.

Provas
As provas, em 22 e 23 de outubro, serão realizadas em 12 mil locais, 140 mil salas de aula, ocorrendo em 1.599 municípios e mais de 6 mil escolas estão no processo. O Inep já marcou outro Enem para o primeiro semestre do ano que vem, nos dias 28 e 29 de abril de 2012.
[...]
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=278222

Olívio Dutra é indicado para o conselho do Banrisul
10.06.11 - 17:31
O secretário-chefe da Casa Civil confirmou a indicação do ex-governador Olívio Dutra para o cargo de conselheiro do Banrisul. Segundo Carlos Pestana, trata-se de um gesto político de reconhecimento à dedicação do ex-governador ao Estado, priorizando as origens de Olívio, que atuou na instituição.
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=278171

TJ mantém condenação a Macalão por exigir comissão de R$ 740 de venda de assinaturas de revista
10.06.11 - 16:43
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ) confirmou a condenação por corrupção passiva de Ubirajara Amaral Macalão. O ex-diretor administrativo da Assembleia Legislativa foi condenado em 1º grau por ter sido comprovado que, no cargo, exigiu o pagamento de parte da comissão da venda de 85 assinaturas da revista Istoé. O extrato da conta bancária de Macalão na Caixa Econômica Federal registra os depósitos de R$ 600 e R$ 140 entre o final de 2006 e o início de 2007.

Para o relator do processo, a prova documental e as declarações da representante da revista deixam claro que houve crime. O desembargador Gaspar Marques Batista lembrou que o acusado sempre negou ter recebido os valores e não soube explicar a origem dos valores que entraram na conta. Os desembargadores Aristides Pedrosode Albuquerque Neto e Marcelo Bandeira Pereira, acompanharam o voto do relator.

Corrupção passiva, conforme o Código Penal, é "solicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem". A pena prevista é de dois a 12 anos de prisão em regime inicialmente fechado. Macalão ficou conhecido com a operação da Polícia Federal que desvendou esquema de desvio de selos na Assembleia Legislativa.
http://www.camera2.com.br/noticia_ler.php?id=278161

Deputado mais rico é acusado de trabalho escravo
Edson Sardinha, Congresso em Foco - 10/06/11 | 14:45
O deputado João Lyra (PTB-AL) é o mais rico entre todos os 594 parlamentares, segundo informações prestadas à Justiça eleitoral. Dono de uma invejável fortuna declarada de R$ 240,39 milhões, o petebista responde a uma acusação nada lisonjeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é réu num processo por trabalho escravo, acusado de ter submetido 53 trabalhadores a condições degradantes e jornada exaustiva em uma de suas usinas de cana-de-açúcar em Alagoas.

A investigação chegou ao Supremo, onde tramitam os processos contra parlamentares, em março, pouco depois da posse do empresário como deputado. Um parecer enviado à corte no último dia 15 pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ratifica a denúncia aceita anteriormente pela Justiça Federal de Alagoas e abre prazo para que o deputado apresente sua defesa. O caso está nas mãos agora do ministro Marco Aurélio Mello, relator da Ação Penal 589, à qual o Congresso em Foco teve acesso. Esse tipo de crime é passível de dois a oito anos de prisão.
[...] Mais em:
http://sul21.com.br/jornal/2011/06/deputado-mais-rico-e-acusado-de-trabalho-escravo/

Professores, humilhação e resistência
Carreira mergulhou, há 25 anos, em ruína. Escola tornou-se o serviço público mais vulnerável. Mas eles jamais deixaram de lutar
Por Valerio Arcary* - By admin – 09/06/2011 Posted in: Capa

Mais valem lágrimas de derrota do que a vergonha de não ter lutado. Sabedoria popular brasileira

Qualquer avaliação honesta da situação das redes de ensino público estadual e municipal revela que a educação contemporânea no Brasil, infelizmente, não é satisfatória. Mesmo procurando encarar a situação dramática com a máxima sobriedade, é incontornável verificar que o quadro é desolador. A escolaridade média da população com 15 anos ou mais permanece inferior a oito anos, e é de quatro entre os 20% mais pobres, porém, é superior a dez entre os 20% mais ricos.[1] É verdade que o Brasil em 1980 era um país culturalmente primitivo que recém completava a transição histórica de uma sociedade rural. Mas, ainda assim, em trinta anos avançamos apenas três anos na escolaridade média.

São muitos, felizmente, os indicadores disponíveis para aferir a realidade educacional. Reconhecer as dificuldades tais como elas são é um primeiro passo para poder ter um diagnóstico aproximativo. A Unesco, por exemplo, realiza uma pesquisa que enfoca as habilidades dominadas pelos alunos de 15 anos, o que corresponde aos oitos anos do ensino fundamental.[2] O Pisa (Programa Internacional de avaliação de Estudantes) é um projeto de avaliação comparada. As informações são oficiais porque são os governos que devem oferecer os dados. A pesquisa considera os países membros da OCDE além da Argentina, Colômbia e Uruguai, entre outros, somando 57 países.

Em uma avaliação realizada em 2006, considerando as áreas de Leitura, Matemática e Ciências o Brasil apresentou desempenho muito abaixo da média.[3] No caso de Ciências, o Brasil teve mais de 40% dos estudantes situados no nível mais baixo de desempenho. Em Matemática, a posição do Brasil foi muito desfavorável, equiparando-se à da Colômbia e sendo melhor apenas que a da Tunísia ou Quirguistão. Em leitura, 40% dos estudantes avaliados no Brasil, assim como na Indonésia, México e Tailândia, mostram níveis de letramento equivalentes aos alunos que se encontram no meio da educação primária nos países da OCDE. Ficamos entre os dez países com pior desempenho.

As razões identificadas para esta crise são variadas. É verdade que problemas complexos têm muitas determinações. Entre os muitos processos que explicam a decadência do ensino público, um dos mais significativos, senão o mais devastador, foi a queda do salário médio docente a partir, sobretudo, dos anos oitenta. Tão grande foi a queda do salário dos professores que, em 2008, como medida de emergência, foi criado um piso nacional. Os professores das escolas públicas passaram a ter a garantia de não ganhar abaixo de R$ 950,00, somados aí o vencimento básico (salário) e as gratificações e vantagens. Se considerarmos como referência o rendimento médio real dos trabalhadores, apurado em dezembro de 2010 o valor foi de R$ 1.515,10.[4] Em outras palavras, o piso nacional é inferior, apesar da exigência mínima de uma escolaridade que precisa ser o dobro da escolaridade média nacional.

Já o salário médio nacional dos professores iniciantes na carreira com licenciatura plena e jornada de 40 horas semanais, incluindo as gratificações, antes dos descontos, foi  R$1.777,66 nas redes estaduais de ensino no início de 2010, segundo o Ministério da Educação. Importante considerar que o ensino primário foi municipalizado e incontáveis prefeituras remuneram muito menos. O melhor salário foi o do Distrito Federal, R$3.227,87. O do Rio Grande do Sul foi o quinto pior, R$1.269,56.[5] Pior que o Rio Grande do Sul estão somente a Paraíba com R$ 1.243,09, o Rio Grande do Norte com R$ 1.157,33, Goiás com R$ 1.084,00, e o lanterninha Pernambuco com R$ 1016,00. A pior média salarial do país corresponde, surpreendentemente, à região sul: R$ 1.477,28. No Nordeste era de R$ 1.560,73. No centro-oeste de R$ 2.235,59. No norte de R$ 2.109,68. No sudeste de R$ 1.697,41.

A média nacional estabelece o salário docente das redes estaduais em três salários mínimos e meio para contrato de 40 horas. Trinta anos atrás, ainda era possível ingressar na carreira em alguns Estados com salário equivalente a dez salários mínimos. Se fizermos comparações com os salários docentes de países em estágio de desenvolvimento equivalente ao brasileiro as conclusões serão igualmente escandalosas. Quando examinados os salários dos professores do ensino médio, em estudo da Unesco, sobre 31 países, há somente sete que pagam salários mais baixos do que o Brasil, em um total de 38.[6] Não deveria, portanto, surpreender ninguém que os professores se vejam obrigados a cumprir jornadas de trabalho esmagadoras, e que a overdose de trabalho comprometa o ensino e destrua a sua saúde.

O que é a degradação social de uma categoria? Na história do capitalismo, várias categorias passaram em diferentes momentos por elevação do seu estatuto profissional ou por destruição. Houve uma época no Brasil em que os “reis” da classe operária eram os ferramenteiros: nada tinha maior dignidade, porque eram aqueles que dominavam plenamente o trabalho no metal, conseguiam manipular as ferramentas mais complexas e consertar as máquinas. Séculos antes, na Europa, foram os marceneiros, os tapeceiros e na maioria das sociedades os mineiros foram bem pagos. Houve períodos históricos na Inglaterra – porque a aristocracia era pomposa – em que os alfaiates foram excepcionalmente bem remunerados. Na França, segundo alguns historiadores, os cozinheiros. Houve fases do capitalismo em que o estatuto do trabalho manual, associada a certas profissões, foi maior ou menor.

A carreira docente mergulhou nos últimos vinte e cinco anos numa profunda ruína. Há, com razão, um ressentimento social mais do que justo entre os professores. A escola pública entrou em decadência e a profissão foi, economicamente, desmoralizada, e socialmente desqualificada, inclusive, diante dos estudantes.

Os professores foram desqualificados diante da sociedade. O sindicalismo dos professores, uma das categorias mais organizadas e combativas, foi construído como resistência a essa destruição das condições materiais de vida. Reduzidos às condições de penúria, os professores se sentem vexados. Este processo foi uma das expressões da crise crônica do capitalismo. Depois do esgotamento da ditadura, simultaneamente à construção do regime democrático liberal, o capitalismo brasileiro parou de crescer, mergulhou numa longa estagnação. O Estado passou a ser, em primeiríssimo lugar, um instrumento para a acumulação de capital rentista. Isso significa que os serviços públicos foram completamente desqualificados.

Dentro dos serviços públicos, contudo, há diferenças de grau. As proporções têm importância: a segurança pública está ameaçada e a justiça continua muito lenta e inacessível, mas o Estado não deixou de construir mais e mais presídios, nem os salários do judiciário se desvalorizaram como os da educação; a saúde pública está em crise, mas isso não impediu que programas importantes, e relativamente caros, como variadas campanhas de vacinação, ou até a distribuição do coquetel para os soropositivos de HIV, fossem preservados. Entre todos os serviços, o mais vulnerável foi a educação, porque a sua privatização foi devastadora. Isso levou os professores a procurarem mecanismos de luta individual e coletiva para sobreviverem.

Há formas mais organizadas de resistência, como as greves, e formas mais atomizadas, como a abstenção ao trabalho. Não é um exagero dizer que o movimento sindical dos professores ensaiou quase todos os tipos de greves possíveis. Greves com e sem reposição de aulas. Greves de um dia e greves de duas, dez, quatorze, até vinte semanas. Greves com ocupação de prédios públicos. Greves com marchas.

Conhecemos, também, muitas e variadas formas de resistência individual: a migração das capitais dos Estados para o interior onde a vida é mais barata; os cursos de administração escolar para concursos de diretor e supervisor; transferências para outras funções, como cargos em delegacias de ensino e bibliotecas. E, também, a ausência. Tivemos taxas de absenteísmo, de falta ao trabalho, em alguns anos, inverossímeis.

Não obstante as desmoralizações individuais, o mais impressionante, se considerarmos futuro da educação brasileira, é valente resistência dos professores com suas lutas coletivas. Foram e permanecem uma inspiração para o povo brasileiro.

*Valerio Arcary, é professor do IF/SP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), e doutor em História pela USP

[1] Os dados sobre desigualdades sociais em educação mostram, por exemplo, que, enquanto os 20% mais ricos da população estudam em média 10,3 anos, os 20% mais pobres tem média de 4,7 anos, com diferença superior a cinco anos e meio de estudo entre ricos e pobres. Os dados indicam que os avanços têm sido ínfimos. Por exemplo, a média de anos de estudo da população de 15 anos ou mais de idade se elevou apenas de 7,0 anos em 2005 para 7,1 anos em 2006. Wegrzynovski, Ricardo Ainda vítima das iniqüidades in http://desafios2.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=3962 - Consulta em 21/02/2011.

[2] Informações sobre o PISA podem ser procuradas em: http://www.unesco.org/new/en/unesco/ - Consulta em 21/02/2011

[3] O relatório citado organiza os dados de 2006, e estão disponíveis em: http://unesdoc.unesco.org/images/0018/001899/189923por.pdf - Consulta em 19/02/2011

[4] A pesquisa mensal do IBGE só é realizada em algumas regiões metropolitanas. Não há uma base de dados disponível para aferir o salário médio nacional.

[5] Uma pesquisa completa sobre os salários iniciais em todos os Estados pode ser encontrada em estudo: http://www.apeoc.org.br/extra/pesquisa.salarial.apeoc.pdf - Consulta em 14/02/2011
http://www.outraspalavras.net/2011/06/09/professores-humilhacao-e-resistencia/

O tiro no pé de Sérgio Cabral
Violência gratuita contra bombeiros isola governador, desperta ampla solidariedade aos bombeiros e escancara péssimas condições de trabalho a que estão submetidos.
Por Altamiro Borges, em seu blog - 10 de junho de 2011

Ao ordenar a prisão de 439 bombeiros e abusar da violência contra os grevistas, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, demonstrou total inabilidade no trato democrático das demandas trabalhistas. Diante da tomada do quartel central do Corpo de Bombeiros na noite de sexta-feira passada (3/6) – o que as próprias lideranças do movimento já reconheceram como um erro político –, o governador esbanjou truculência, confundindo autoridade com autoritarismo.

Reação indignada da sociedade
Sua atitude intempestiva acabou gerando uma onda de críticas de vários partidos e movimentos sociais. Para o presidente da CUT no estado, Darby Igayara, “faltou jogo de cintura” ao governador. Em nota, a Força Sindical classificou de “selvagem” a reação do governante. A CTB também emitiu nota de solidariedade aos bombeiros. As centrais exigem a imediata libertação dos 439 presos e retomada das negociações. Alertam que a radicalização artificial não ajudará a superar o impasse.

Deputados de diversos partidos também decidiram criar uma frente parlamentar para intermediar as negociações e anunciaram que trancarão a pauta da Assembléia Legislativa até que os bombeiros presos sejam libertados. A Ordem dos Advogados do Brasil se somou na solidariedade. “As reivindicações dos bombeiros são justas e legítimas. Os vencimentos da categoria são aviltantes e devem ser reajustados imediatamente”, opina Wadih Damous, presidente da seção fluminense da OAB. Para ele, a truculência do governador “contribuiu decisivamente para radicalização do movimento”.

Quem planta vento, colhe tempestade
Apesar da violenta repressão, os bombeiros dão prova de maturidade e mantêm a mobilização. Cerca de 150 ativistas continuam em vigília nas escadarias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, com faixas pedindo por “socorro” e críticas ao governador que rotulou os grevistas de “vândalos”. Outros protestos ocorrem pela cidade, como em Campo Grande e na Penha.

A categoria, bastante respeitada pela população carioca, luta por melhores salários e condições de trabalho. O piso no estado é de R$ 950, o menor do país. Faltam equipamentos mínimos para o exercício da profissão e não há canais de diálogo com a categoria. Desde abril que os bombeiros reivindicam um piso salarial de R$ 2 mil e melhores condições de trabalho, mas sempre esbarraram na intransigência e insensibilidade do governador Sérgio Cabral. Quem planta vento, colhe tempestade!
http://ponto.outraspalavras.net/2011/06/10/truculencia-de-sergio-cabral/

Um comentário:

Carlos disse...

Por que o ato dos bombeiros cria um precedente perigoso

Os bombeiros assim como qualquer categoria têm o direito de pedir melhoria salarial, ocorre que por servirem junto com a PM, sob regime militar, lhes é vetado o direto à greve. Nos últimos dias o que tenho visto no Rio é um circo. Uma categoria que vem sendo “doutrinada” por políticos faz meses, chega ao ponto de rasgar sua lei militar, invadir um quartel, ocupar e inutilizar viaturas.
Ora, isso é inadmissível em um estado de direito. Imaginemos se médicos decidem fazer greve, invadir hospitais, furar pneu das ambulâncias e trancar as portas; E se um dia policiais em greve ocuparem os presídios e ameaçarem soltar os presos? Não obstante, teríamos ainda a possibilidade de Soldados do exército em greve, colocarem tanques para obstruir vias. Pergunto: Onde a sociedade vai parar? É esse o precedente que a sociedade deseja abrir com os bombeiros?
Para que não corramos esse risco há uma legislação militar que rege as FFA, Bombeiros e a PM. Independente de qualquer pleito salarial, ela tem de ser respeitada. No momento em que a sociedade permitir que essa lei seja ignorada, estará pondo em risco sua própria ordem.