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sábado, 19 de fevereiro de 2011

VIDA É VIDA

No caminho da casa
levo em meus braços a solidão;
no rosto, o vento frio;
nos olhos, a esperança,
na mão, só carrego a pasta.

Na bagagem , levo comigo
a saudade da infância
dos amigos que se foram,
do beijo roubado da amada,
mas guardo os bons momentos.

E a vida corre em frente
como as águas vão para o mar.
Triste consolo, dirá você,
como quem abriu a janela
e nada sentiu.

Nada disso, companheiro,
o amor é vida
e isso não se define.

Prof. Sergio Augusto Weber - ANTOLOGIA LITERÁRIA DO VALE DO SINOS, 1986, In: VALE NEON



Com  o tempo

Com o tempo, você percebe,

que as regras mudam,

até aquele acento,

no vocábulo, não  existe mais...


Com o tempo, você percebe,

que seus ídolos vão desaparecendo,

que a vida se torna nostalgia,

e  as lembranças torturam mais...


Com o tempo, você percebe,

que a lei da obsolescência,

tornou-se a regra em moda,

e avança com certa indolência...


Com o tempo, você percebe,

que valeu a pena conhecer,

tanta gente de coragem,        

cheia de princípios e ideais...


Com o tempo, você percebe,

que  ainda tem dificuldades,

para conter o rebelde,

que faz duplicidade com você...


Com o tempo, você percebe,

que a vida só vale a pena,

se, ao olhar-se no espelho,

reconhecer-se na imagem refletida...


Com o tempo, você percebe,

Que ao contrário, do verso do poeta,

Os sonhos insistem em ir à frente,

Deixando os desenganos para trás...


 Siden Francesch do Amaral
 Professor estadual 



DUALIDADE

"Ta" cheio ou vazio ?
Depende do momento.
Às vezes, o saco "tá" cheio
do imobolismo dos homens,
do autoritarismo das pessoas,
do poder de acionar a bomba.

Às vezes, tudo é vazio,
sem vida, amórfico.
Outras vezes, o cheio
transborda, explode
exigindo os seus direitos,
lutando pelo seu amor e afeto.

Outras vezes, o cheio se esvazia,
encolhe-se em seu canto.
Construímos a nossa vida
com cheios e vazados,
luz e sombra,
acertos e erros.

Prof. Sergio AugustoWeber, 1986, Livro: VALE NEON


 Proposta aumenta pena para crime de desvio de dinheiro público
Autor da proposta destaca que crimes de corrupção devem ter a mesma pena dos homicídios.
Jornal VS e Agência Câmara - 19 de fevereiro de 2011 - 17h37
Brasília - A Câmara analisa o Projeto de Lei 21/11, do deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP), que endurece a punição de crimes de desvio de dinheiro público. Segundo a proposta, os crimes de corrupção ativa e passiva e de peculato que causarem expressivos prejuízos aos cofres públicos terão a pena máxima aumentada dos atuais 12 anos para 30 anos de reclusão, além de multa. A pena é a mesma prevista para os crimes contra a vida, como o homicídio qualificado, por exemplo. O projeto altera a Lei de Improbidade Administrativa (8.429/92) e o Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40).

"Qual a diferença entre um homicida e um administrador público que desvia dinheiro de merenda escolar, do Bolsa Família, da alimentação das pessoas mais pobres, das áreas de educação e saúde, podendo causar o mal e a morte de muitas pessoas? É o desvio de dinheiro público sendo escoado no ralo da corrupção", questiona Protógenes.
[...]
http://www.jornalvs.com.br/site/noticias/geral,canal-8,ed-60,ct-506,cd-306974.htm



Só duas de 56 faculdades mo Brasil tiram nota máxima em ranking de ensino a distância
20.02.11 - 09:40
De 56 instituições particulares de ensino que oferecem cursos de graduação à distância no Brasil, só duas obtiveram a nota máxima em um ranking preparado pela ABE-EAD (Associação Brasileira dos Estudantes de Educação à Distância).

Em uma escala de um a cinco pontos, a FGV (Fundação Getulio Vargas) e a AIEC (Associação Internacional de Educação Continuada) ficaram com a primeira e a segunda posição no ranking, respectivamente. Ambas obtiveram nota cinco.

Foram ouvidos 15.012 estudantes das faculdades e centros universitários avaliados pelo estudo. Cada um deles respondeu a um questionário com 40 perguntas sobre a qualidade do ensino adquirido – a ABE-EAD não levou em consideração a metodologia das aulas dadas, nem o número de alunos em cada curso.

Ricardo Holz, presidente da associação, explica que as perguntas foram direcionadas exclusivamente à opinião dos estudantes. Entre os pontos avaliados estão: a qualidade dos cursos, o material usado nas aulas, o sentimento de aprendizado real ou a falta desse sentimento, e, principalmente, a rapidez dos professores para responder às dúvidas dos estudantes - geralmente por e-mail.

Segundo Holz, a demora na resposta é “o maior problema da EaD (Educação à Distância)”.

- Tem professor que demora três dias para responder [à pergunta do estudante]. Se o aluno não recebe logo a explicação de uma dúvida, ele logo se desmotiva. Por isso, é um ponto muito importante.

Ranking das melhores universidades em cursos à distância

Instituição de ensino     Nota Geral     Nota final (padronizada)     Posição
FGV                                4.91                      5                                 1
AIEC                               4.75                      5                                 2
PUC*                              4.67                      4                                 6
Univ. Caxias do Sul         4.13                       4                                20
Unisinos                          4.04                       4                                25
Unijuí                              3.78                       4                                35
Ulbra                              1.72                       1                                56

Lista completa em http://www.clovisduarte.com.br/noticia_ler.php?id=262807


Empresa deve responder por crime ambiental em Estância Velha
Caminhão foi visto descarregar cerca de 50 plásticos com retalhos de couro em avenida.
Marcos Jorge/Da Redação - 19 de fevereiro de 2011 - 21h19
Estância Velha - Cerca de 50 sacos plásticos carregados com retalhos de couro foram encontrados pela Guarda Municipal próximos a um arroio na Avenida 1º de Março, no bairro Rincão da Saudade por volta das 17 horas. O material teria selo e etiqueta da empresa responsável pelos dejetos, que teria matriz em Estância Velha e filial em Novo Hamburgo. Eles foram descobertos por um popular que percebeu quando um caminhão era descarregado. Conforme o guarda municipal Eder Castro, a Secretaria do Meio Ambiente foi acionada e deve notificar a empresa, que poderá responder pela prática de crime ambiental. 

http://www.jornalvs.com.br/site/noticias/meioambiente,canal-8,ed-4,ct-695,cd-306998.htm



Os Professores são gente!
Igor Vitorino da Silva (*)
Os Professores são gente. Essa, talvez, será a grande descoberta do século do XXI no Brasil. Os homens e mulheres que optaram (ou foram jogados pelas circunstancias) na carreira do magistério são gente. E sendo gente tem o direito comer, beber, sonhar, divertir-se, por fim, de ter uma vida digna. O seu ofício é importante para a sociedade e para o poder público, mas isso não significa que devam aceitar o mundo do sacrifício e da abnegação a que estão submetidos contemporaneamente, que pune a sua saúde mental e física.

Infelizmente, em nome da educação, principalmente dos indicadores da qualidade educacional, muitos professores tem deixado de ser gente. Convivem todos os dias com uma mentira, que são obrigados a sustentar, como numa espécie do “Se vira nos trinta” do Domingão do Faustão, de que é possível um processo ensino-aprendizagem eficiente, que leve em consideração as singularidades e potencialidades do educando, numa sala de aula superlotada, que nem mesmo permite que se lembre o nome da maioria dos seus alunos.

Em clima de muita tensão administram conflitos interpessoais e a intensa interatividade dos estudantes (gritos, brincadeiras, agressões, desrespeito). Geralmente, saem da primeira aula esgotado física e mentalmente. Essa situação de estresse intensifica-se, no caso de determinadas escolas públicas brasileiras, com o ambiente da salas de aula com ares sombrios, carteiras quebradas e sujas, ventiladores enferrujados e antigos, piso desgastado com tempo de uso, quadros que nem se deixam mais riscar de giz.

Como no espaço escolar manifestam-se grande parte dos problemas sociais que atingem o país os professores tem que dar conta da ausência do Estado e das políticas públicas, não somente na educação, mas também nas demais áreas sociais. Não é à toa que ouve-se pelos corredores das escolas que os professores de hoje são tudo, menos professores. Não conseguem mais exercitar aquilo que seria o sentido principal da sua profissão: “ensinar, educar, estimular à aprendizagem”. O negócio hoje é colocar todo mundo na escola. Não se discute se ela está preparada para receber todo mundo? Para qual escola todo mundo está sendo enviado? Quais são condições dessa recepção? Tocar nessa discussão é correr risco de ser bombardeado pelo discurso da emergência e do pragmatismo das autoridades públicas e de ser acusado de elitismo, intelectualismo, irresponsabilidade pública e idealismo.

Essa situação dramática que angustia, entristece, magoa e corrói a auto-estima dos docentes, junta-se a questão dos baixos salários, que não permite que eles deem-se “o privilégio” de ter somente um período de trabalho (20h). Como precisam viver e desejam condições de vida melhores, jogam-se na batalha da sobrevivência. Muitas vezes, fazem mais 40 horas por semana de trabalho para melhorarem a renda, fora o tempo de deslocamento até as unidades escolares, que geralmente pode ser uma grande aventura como no caso das localidades distantes das grandes cidades e nas áreas rurais.

Imagine um professor que consiga fazer 60 h de trabalho por semana em instituições que paguem em média 16 R$ h/a, multiplicado pela média de semanas (4,5), ele receberia R$ 4.320,00 R$ bruto. Para essa conquista, esse verdadeiro super-herói brasileiro, afasta-se da família, dos amigos e do lazer, permanece diariamente abarrotado de trabalho e, principalmente, sem tempo para refletir sobre sua prática profissional e (re)qualificar-se, correndo o risco num curto prazo de perder parte dos empregos que possui pela ausência de qualificação. O professor precisa estar atualizado, bem informado e qualificado propagandeia o mercado educacional, entretanto ele esquece-se que para isso é indispensável tempo e dinheiro, seres escassos na vida da maioria dos professores brasileiros.

Um médico recém-formado, muitas vezes, recusa-se em trabalhar num município qualquer por 5.711,60 (40h), pois considera pouco diante da possibilidade de receber em outro lugar R$ 8.450,00 (40h + plantões + flexibilidades de horário) ou o piso salarial, defendido pela Federação Nacional dos Médicos – Fenam, de “R$ 9.188,22 (20h) [Disponível em : . Consultado em: 11.02.2011]. De onde nasce tanta diferença? Do esforço individual ou tempo estudo dos médicos? Ou dos efeitos de organização política e corporativa dos filhos Hipócrates? Dos monopólios, hierarquização e segmentação do mercado do trabalho da medicina? Então, será que só os médicos tem direito de ser gente nesse país? Esses são dilemas espinhosos que a sociedade brasileira e autoridades públicas tem esquivado-se de enfrentar.

Além de viverem esse fosso salarial, que comparado com os salários de advogados e engenheiros e funcionários do poder judiciário aprofunda-se, enfrentam em média por semana quase 45 aulas em salas superlotadas, onde levam quase metade do tempo da aula para conquistar a atenção dos estudantes, sobrando pouco minutos para ministrar o plano de aula. Haja voz e energia para aguentar essa rotina. E desse professor esgotado pelo trabalho cobra-se a participação nas atividades escolares e extra-escolares, o acompanhamento individual do aprendizado dos seus alunos, aulas criativas e sedutoras, bons resultados (alunos com notas boas), sala de aula disciplinada e obediente, diários de classe organizados e conteúdos em dia.

Não bastasse o desestímulo das condições de trabalho e dos baixos salários vive-se, também, continuamente a experiência da desconsideração social. Ser um professor feliz e que goste de lecionar, mesmo nesse contexto adversidade, é entendido como sinal de loucura ou burrice crônica. Que professor não ouviu pelas ruas: Além de professor, você o faz o que mesmo? Ou não se constrangeu com as piadas e zombarias que diminuem, desqualificam e insultam à condição de docência: “Por favor, não me sequestrem. Sou professor”. “Deus que me livre de um filho professor, não quero sustentá-lo a vida inteira”.

A escolha pela carreira de magistério, seja por pressão da circunstâncias, preferência individual ou experiência social positiva, é considerada uma opção dos derrotados, feita por àqueles que não foram o suficiente inteligentes e competentes para conquistar as vagas de engenharia, medicina e direito: “Só medíocres fazem licenciaturas”, pensam alguns setores da sociedade brasileira. O magistério é reconhecido como uma condenação, uma espécie de purgação de pecados pretéritos.

Reforçando essas imagens e práticas de depreciativas e desrespeitosas perdura-se a prática de ouvir-se por último as opiniões dos professores sobre as decisões educacionais. E quando essas são ouvidas, acabam sendo tuteladas, filtradas e inspecionadas pelos especialistas universitários à serviço da tecnocracia educacional.

Essa tecnocracia educacional continua tratando os professores, apesar de toda retórica das legislações educacionais e das orientações metodológicas e curriculares, como meros receptáculos de novas teorias e das reformas educacionais que circulam o mercado pedagógico. Continua promovendo práticas pedagógicas e administrativas que limitam a capacidade de agência dos docentes e esvaziam as suas histórias de vida e da experiências profissionais, ratificando a ideia do professor como “mero piloto de sala de aula”. “Alguns pensam e tem ideias brilhantes, os professores executam” afirmam como muito naturalidade certos “motivadores educacionais e gestores públicos”.

Além disso, as dificuldades de consolidação da gestão democrática na educação brasileira (autonomia, participação, transparência, pluralidade opinião, democracia) e a manutenção da precariedade nas relações trabalhistas (ausência de concursos, flexibilização dos contratos, enfraquecimento da fiscalização sindical, etc.) produzem contextos educacionais insalubres, marcados pelo autoritarismo, ingerência profissional e clientelismo, onde ser bom profissional significa ser simplesmente subserviente, obediente e zelador das normas do sistema do ensino, impulsionando mais desmotivação pessoal e descomprometimento profissional com prejuízos incalculáveis para as atividades escolares.

Frente a esse pequeno quadro aqui desenhado reina, ainda, um certo cinismo da sociedade e do poder público que proclamam a importância da educação e dos educadores para o desenvolvimento social e econômico, mas que elegem-se metas e propostas educacionais que desconsideram (ou minimizam) a opinião dos educadores e a precariedade das suas condições de trabalho e os baixos salários, exigindo que o sacrifício da modernização educacional seja exclusivo desses, fruto de um “desprendimento” e "boa vontade” que realmente os afasta de ser gente. O reconhecimento dos professores como gente, que tem direito à vida digna, será a revolução copernicana da educação brasileira, um grandioso passo para a tão sonhada e desejada transformação da educação.

A discussão é longa e as linhas são poucas neste instante. Seu tempo, leitor, é precioso, por isso deixo para um próximo texto mais desdobramento dessa espinhosa discussão, aqui apenas pincelada e tateada de maneira livre e simplória.

*
Igor Vitorino da Silva é Historiador e professor de História do Campus Nova Andradina/IFMS.

Fonte: Site 15 º Núcleo CPERS/Sindicato
Por Siden

Um comentário:

Carlos disse...

Com o tempo...
Você percebe que já estamos no dia 19 de fevereiro e o Governo Tarso não tem pressa em receber os professores...
Com o tempo você percebe que a chaga das Escolas de Lata ainda permanecem...
Com o tempo, você percebe que uma Assembleia forte em abril dos educadores, com indicativo de GREVE, pode acelerar os passos de tartaruga do Governo Tarso em relação à educação..

DUALIDADE- o Poema me lembrou os políticos com discursos "duais". Um na campanha eleitoral e outro após chegar o poder...
Enquanto isso, o salário de fome pagos aos educadores continuam. Esses não tem projetos na Assembleia com pedido de UrgÊncia...